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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

VIVENDO A DOR DA REJEIÇÃO






Ser mulher na cultura judaica dos dias de Jesus, ainda era ser alguém de nível inferior aos homens, talvez seja por isso que Jesus valorizou a presença de mulheres em sua equipe ministerial.
Mas uma mulher em especial viveu a dor da rejeição em uma dose maior, afinal, ser despedida do lar por cinco homens diferentes, não lhe acrescentava nada de positivo. Dar carta de divórcio era prerrogativa masculina, homens podiam dispensar as esposas, mas esposas não podiam se livrar de maridos inconvenientes. Essa mulher, moradora da aldeia de Sicar, no território de Samaria, colecionava na estante de sua casa cinco cartas de divórcio; isso acarretava ainda mais uma rejeição: a da sociedade. O que havia de errado com ela? Porque os homens a despendiam? Para complicar, agora estava morando com um homem que era marido de outra mulher. Gente assim foge das pessoas e as pessoas fogem dela.
Até para ir ao poço em busca de água, tinha  hora das pessoas “dignas” e  hora das “indignas”. Era bom que os caminhos não se encontrassem.  No seu horário de ir a fonte, a mulher encontra um homem judeu assentado junto ao poço milenar, cavado por Jacó. Era hora de viver mais algumas rejeições: a de gênero, a racial e a religiosa; mas, foi surpreendida por uma conversa de acolhimento, de ter alguém para ouvir sua história, de não ver um rosto virado, quando sua vida rejeição foi exposta; não recebeu acusação sobre o arranjo conjugal em quem vivia no momento. Fez perguntas sobre a fé, e diferente de qualquer outro judeu, recebeu de volta uma resposta amorosa.
É incrível, mas Jesus estava ali a serviço do Pai, buscando verdadeiros adoradores e vai encontrar bem longe do templo ou de qualquer sinagoga, nesse coração sedento de Deus. Ali, seu coração, nove vezes rejeitado, recebe aceitação. Jesus se declara ser o Messias que ela tanto esperava e que estava muito feliz em conversar com ela.
Um ato de amor tem poder para  curar uma vida de dor. Deixar o cântaro de água junto ao poço, entrar na cidade gritando aos ouvidos de todos, levar as pessoas à Jesus e depois levar Jesus para ficar com eles por dois dias, é um reencontro do ser consigo mesmo.
Fico imaginado que Jesus deve ter se hospedado na casa dela e ela sorridente dizendo: todo mundo me rejeitou, mas Deus me aceitou e passou dois dias lá em casa! Isso também pode acontecer com qualquer pessoa que buscar esse encontro com Jesus.
Walter da Mata
21/10/2016



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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

REJEIÇÃO II



         Viver como rejeitado, focado nas negativas da vida e relembrando todos  os dias as perdas que poderiam ter sido vitórias, é um fardo muito pesado para se carregar. Os mais espiritualizados, vivem negando esse lado pesado da vida, mas quase sempre suas vidas fora dos holofotes, mostram exatamente o que se nega. Dizer que com Deus é só vitória, o que  concordo plenamente, se o conceito de vitória é que a vontade de Deus se estabeleça na vida, mesmo que isso represente perdas irrecuperáveis, lutas que parecem nunca findar; fatos bem ilustrados em Hebreus 11, na vida dos mártires da igreja e mais recentemente na igreja perseguida ao redor do mundo. É como nas  tribos onde se pratica corrida com toras pesadas sobre os ombros, a vitória não é se livrar da tora, mas em conduzi-la até a linha de chegada.
         Outra vertente a  ser considerada, é a  demonização da rejeição. Penso na rejeição como um fato humano que não livra a cara de ninguém, seja qual  for a crença  ou mesmo  na inexistência de qualquer credo, os seres humanos experimentarão rejeição. Também é fato, que os demônios, na condição de invasor que são, se aproveitam das fragilidades humanas e  tira proveito dessa fraqueza, potencializando o sofrimento ; e nesses casos, precisa-se discernir as vertentes espirituais e as humanas,  conduzindo o processo de libertação, seguido de cura das emoções.  A carta aos Efésios trata da ira como uma situação paralela; a ira não é demoníaca, mas “deixar o sol se por sobre a ira”  é remover uma estaca de proteção do ser, abrindo espaços para intervenções sobrenaturais do mal.
         Na busca por aceitação, quando não se é capaz de perceber  a resposta desejada, principalmente de quem, em tese, deveria ser referencial de  aceitação (Deus, pais e mães em especial), a tendência é caminhar para pior das rejeições: a auto rejeição, o não amar a si mesmo e não celebrar  a vida que se tem. Aqui não existe um problema, mas o “eu sou o problema, por isso não me aceitam”. Pessoas assim passam a vida carregando fardos para se sentirem aceitos, mesmo que por pena, isso acontece também com muita freqüência  na questão religiosa, quando vive-se tentando atrair o amor de Deus por meio de sacrifícios.
       Outra forma de lidar com  rejeição, é mascarar a dor pelo auto empoderamento.  Aqui o rejeitado se torna opressor, dominador, controlador e manipulador, numa tentativa de buscar aceitação por meio da força.  A Rejeição pode estar no cerne das ditaduras,  o ditador não recebe amor, mas seus liderados são doutrinados a declarar-lhe amor, pois sua maior batalha está dentro de si mesmo: me aceitem. Não consegue ser amado, mas se contenta em ser temido.
    A graça de Deus é a melhor resposta para a rejeição. Ele nos ama sem esperar nenhuma contrapartida. Ele nos amou em nossa condição de pecadores. ( Rm 5.8 ) O apóstolo João, traz maior clareza desse amor incondicional, quando escreve: “Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus”.  
       A graça de Deus existe e está ao alcance de todos. Com uma breve oração, pedindo Jesus que é, a expressão visível, palpável e histórica desse amor, que entre no seu coração, um processo de cura se começará em sua vida.

                                                                                                 Walter da Mata    14/10/2016
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terça-feira, 11 de outubro de 2016

REJEIÇÃO


Sentimento de rejeição é quando se está em um ambiente e se sentir excluído. Isso pode acontecer desde o dia que se foi gerado e percebe-se  estar em um útero que não se alegra com a presença do novo ser e se estende ao longo da vida, com o sentimento de não pertencer, seja na família, escola, igreja, trabalho e na comunidade onde se vive. Numa época de implantes, de aplicações de silicone no corpo, sabe-se bem o que é rejeição no físico e o mesmo acontece nos relacionamentos, com pessoas que vivem como se fossem agentes que precisam ser expulsos.
Ninguém escapa da rejeição, nela todos são vítimas, mas também protagonistas, ouve-se  e diz muitos “nãos”. Quando se ouve um não, ao um pedido de namoro na adolescência, a rejeição se manifesta de forma intensa e alguns não conseguem lidar com isso ao longo da vida,  como se fosse uma chaga incurável, chegando em alguns extremos, a desistir da vida.
Mas é necessário encarar a  rejeição ou ela causará destruição. Se ouvir a história de cada pessoa, todos possuem marcas da rejeição. O próprio Cristo lidou com a rejeição. O profeta Isaías descreve assim: “olhamos para Ele e não havia nada nele que nos agradasse. Era  desprezado e o mais rejeitado dentre os homens, dele se desviava o olhar e não fez dele caso nenhum”.  Anos mais tarde, João declara assim: “Veio para os que eram seus e os seus não o receberam” ; Lucas diz que os de Nazaré, sua cidade natal, o expulsaram e sobre seus irmãos de sangue, assim está escrito: “até seus irmãos não criam nele”.
A rejeição acontece nos testes de beleza, nos campinhos de chão batido onde meninos brincam de bola, nas peneiras do futebol profissional, na formação do grupo de balé da escola,  trabalhos em grupo, no convite para ir ao cinema e num pedido de casamento. Se é real,  que não se pode evitar a rejeição, então é aprender a lidar com ela, não da perspectiva do rejeitador, mas do rejeitado. A cura não acontece lá fora, no outro, mas dentro da pessoa que se sente rejeitada.
Olhando para Jesus, se tem um referencial de como lidar com a rejeição:
1-      Ser convicto de sua identidade. Não precisou  provar isso a ninguém, nem ao diabo na tentação do deserto. “Se tu és o filho de Deus , faça isso ou aquilo” Ele não fez, estava seguro de quem ele de fato era. Seja você mesmo!
2-      Saber que é amado. Tinha muita gente que o odiava, mas ele se firmou nas declarações mais significativas: “Tu és meu filho amado, e Eu me alegro em você” . Não se arraste porque quem te rejeita, aproxime-se de quem te ama!
3-      Sentido de Missão: “Convém que eu vá pregar em outros lugares, pois para isso vim”. Cada um tem o perfil para desenvolver a missão de sua vida e basta se aperfeiçoar para isso. Se a missão de uma pessoa não é ser top nas passarelas de beleza, para que viver a angústia de não se encaixar no padrão?
4-      Não ter medo de chorar. Jesus chorou porque Jerusalém o rejeitou, mas não ficou preso em suas lágrimas.  Não guardou ressentimentos, sabia que a perda não era sua, mas da cidade que o rejeitou. Mais tarde, ele entra na cidade e todos queriam vê-lo.
5-      Dedicar-se a amar. A bíblia diz que Ele amou os seus e os amou até o fim. Quando se ama o próximo, a alma rejeitada alcança cura. Ame, mesmo que seu amor seja rejeitado, deixe-o disponível.
6-      Não viva para agradar, a fim de ser aceito. Jesus não deixou de fazer o que tinha de ser feito, não deixou de dizer o que tinha de ser dito. Alguns o deixaram e foram embora. É triste viver em função do desejo dos outros. 
Enfim, não fazer da  vida uma busca de aceitação externa, pois quem assim vive, atrai mais rejeição, pois se faz de vítima para ganhar atenção,  cheia de melindres, pegajosa, controladora , manipuladora e quando recebe um pouco de aceitação, não sabe dividir a pessoa com o grupo, tenta ser exclusiva. Buscar aceitar-se como se é, com suas potencialidades e limites, deixando o passado no passado e crer que Jesus em sua morte levou sobre si os pecados, as enfermidades físicas e emocionais, é mergulhar na fonte da cura para rejeição.


                                 Walter da Mata
10/10/2016



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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Três Minutos de Prorrogação





Esses minutos são acrescentados a critério do Juiz. Ao analisar como o tempo do jogo foi usado, ele decide por mais alguns minutos de bola rolando, uma espécie de compensação ao time que se sentiu prejudicado pela malandragem do adversário que deixou de jogar, fez cera, fingiu câimbras, arrastou as pernas para não atrasar o escanteio, enfim, fez-se de tudo para não jogar, afinal, estava ganhando e não jogar, é uma garantia que o outro time não chegará ao empate e quem sabe, até virar o jogo.
Três minutos  passam voando ou parecem uma eternidade, tudo depende de que lado do jogo se está. Se perdendo, o tempo  parece voar, como se conspirasse para que a derrota fosse confirmada, mas quando se está vencendo, três minutos tem cara de eternidade, toca-se a bola de pé em pé, como se tivesse chutando o cronometro para o fim, pois já aconteceu de alguém empatar e  até virar o jogo em três minutos, então não se pode vacilar.
No espaço reservado para o jogo da vida, noventa minutos ou cem anos, o tempo de viver está rolando; o técnico  escala seus jogadores, cada um com lugar  e  missão definida, e se espera como resultado a vitória. Mas nem todos jogam o tempo todo, alguns são substituídos “antes do prazo” previsto para o jogo e deixam o campo, ora aplaudidos, ora sob vaias, tudo depende da razão; se lesionados, saem sob lamento,  se jogaram mal, saem sob vaias e xingamentos;  sem contar aqueles saem em qualquer momento, expulsos de campo, porque se dedicaram ao anti jogo, frustrando a todos.
Nesse jogo, o cronômetro não está visível, sabe-se quanto tempo já se jogou, mas não quanto falta, pois cada jogador entra em campo sem saber qual será seu tempo de jogo, dar o melhor de si, sair vitorioso, sem que para isso tenha que ferir os demais jogadores, é uma marca dos atletas “imortais”, saem do jogo, mas entram na história.
O justo Juiz é o único que regula o cronômetro, por sua justiça graciosa, algumas vezes se acrescenta alguns minutos de prorrogação, não expectativa de que os que usaram mal o tempo regulamentar, possam se dedicar e virar o jogo, pois afinal, ele deseja que todos sejam vitoriosos, pois o maior adversário do atleta, é ele mesmo.
Minha homenagem a todos que saíram do jogo deixando uma sensação que foram tirados antes da hora; meus sentimentos por aqueles que foram lesionados durante o jogo e já não podem participar do jogo e meus lamentos por aqueles que estão no jogo, mas não jogam e ainda complicam a vida de quem está jogando.
                                                                                                                                       
 Walter da Mata   8/7/16


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É HORA DE IR PARA CASA







A cena era meio patética. Jeremias desfilava pelas ruas de Jerusalém com um jugo de madeira em seu pescoço como um sinal de Deus e é claro, isso desagradava ao rei, pois o ratificava o cativeiro Babilônico que já era uma realidade e segundo a mensagem Jeremias,  sua duração seria de setenta anos. Anos antes Nabucodonozor,  levara um número significativo de judeus para a Babilônia, confirmando assim a Palavra do Senhor, isso o colocava Jeremias na  posição de profeta reconhecido por Deus e pelos homens.
Como em todo momento de crise, tem gente que insiste em fechar os olhos, negar a crise e ainda é capaz de mentir ao povo, teatralizando sua mentira de forma a convencer. Hananais cumpriu bem esse papel de porta voz oficial; à porta do templo, avança sobre Jeremias, arranca o jugo de seu pescoço e de forma dramática, o despedaça aos olhos de todo povo. Ele mesmo da  interpretação ao seu teatro: dentro de dois anos os que já estavam no cativeiro iriam voltar, bem como todas os tesouros da nação e do templo.
Jeremias, no melhor estilo, não discute. A cena era por demais convincente para ser questionada;  afastar-se, silenciar-se e ir pra casa foi a melhor  solução. A bíblia relata de forma simples esse comportamento: “E o profeta Jeremias foi-se embora”.  O tempo seria seu maior argumento. Não se discute a tolice, o ir contra a verdade e a aceitação da ilusão. Está claro, materializado, mas quando se insiste em negar a realidade e não por demência mental, mas por conveniência e estultice, é melhor deixar falando sozinho e ir embora.
A cena se repete nos anais da história e a cada dia se faz presente no comportamento humano. Caminha-se para o caos, destruição e para a escravatura do corpo e da alma; o jugo é evidente, as algemas estão expostas, mas faz-se teatro no facebook, instagram e nas conversas midiáticas, numa tentativa louca de negar a realidade. 
Nessas horas, a melhor coisa a fazer, é deixar viver a ilusão e ir pra casa. O tempo dará resposta a cada um, Hananias recebeu a dele, seis meses depois de seu teatro, pois a vida nunca deixa a insensatez sem resposta.
Walter da Mata 5/02/16

Reflexões em Jeremias 27 e 28
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O QUE APRENDI NO DEVOCIONAL NO SALMO 35



O QUE DIZ SOBRE DEUS

1.     Ele se interessa pelas lutas que estou           vivendo; 1
2.     Ele tem armas de defesa; 2
3.     Ele tem armas de ataque; 3
4.     Ele fala direto no interior do coração do homem; 3
5.     Ele faz o inimigo bater em retirada, como palha soprada pelo vento; 5
6.     Ele é Senhor e Salvador; 9
7.     Ele é a proteção do fraco, diante do forte; 10
8.     Ele tem um tempo certo para intervir; 17
9.     Todas as coisas são vistas por ele; 22
10.    Ele é Juiz e a própria Justiça; 24
11.    Ele se alegra quando seus filhos desfrutam paz; 27

COMO ISSO SE APLICA A MINHA VIDA

1.     Eu estou em constante batalha, sofro ataques todos os dias; 1
2.     Deus está comigo em meio as minhas lutas. Ele tem armas estratégicas para me livrar; 2-3
3.     Sua voz falando no profundo do meu ser, me da segurança; 3
4.     Não tenho medo de conspirações, Deus confunde todas; 4 e 8
5.     Celebro cada livramento que Deus faz; 9
6.     Eu sou frágil, mas posso contar com um Deus forte a meu favor; 10
7.     Quando sofro uma acusação sem causa, me entristeço; 11-12 e 23
8.     Não consigo me alegrar com o sofrimento dos que me perseguem. Deus me deu  graça a ponto de orar e jejuar em favor deles;  13-14. Mesmo  sabendo que se alegram com os meus fracassos; 15-16
9.     Muitas vezes sinto com se estivesse sob ataque de feras, nessas horas eu clamo que Deus  intervenha logo, pois tenho medo de fraquejar; 17
10.  Quando tudo isso passar, vou fazer uma festa celebrando os feitos de Deus em favor da minha vida; 18
11.   Ele que vê tudo, fica sempre juntinho de mim, mesmo quando não percebo; 22
12.   Eu preciso que Deus se mobilize em meu favor, de preferência, que se seja logo; 23-24


ATITUDES PRÁTICAS PARA DESFRUTAR DA VERDADE DA PALAVRA DE DEUS
·        Ocupar de ouvir o que Deus tem a dizer, pois sua voz me deixa seguro em meio as minhas batalhas diárias;
·        Orar pelas pessoas que por qualquer razão, desejam  me ver fracassar;
·        Conhecendo as minhas fragilidades, vou ficar pertinho de Deus, pois Ele é forte;
·        Vou viver louvando o Senhor Deus, como uma forma de não me afastar dele em meio às lutas;
                                                                                   Walter da Mata

                                                                                    31/12/15
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sábado, 26 de dezembro de 2015

FELIZ MALA VELHA!






Fui à loja para comprar uma mala novinha. Quero viajar para o réveillon, com uma mala sem uso algum. A mala  antiga tem histórias, já me acompanhou por vários lugares, de alguma forma já me cansei  dela, pois  ao mesmo tempo que me traz boas recordações, também me faz lembrar de momentos desagradáveis.
Então, adeus mala velha!
A questão, é que gerente da loja de malas, me informou que cada pessoa só recebe uma mala para a viagem da vida, e ao longo de tempo nós vamos colocando e tirando coisas de dentro dela; às vezes nos descuidamos e a deixamos meio  à vontade, mas não tem jeito, uma hora temos que pegar na alça da mala e ir em frente.
O problema é quando nossa mala perde a alça. Fica incômodo carregá-la, mas não deixa de ser a nossa mala.  Com alça ou sem alça, precisamos dela para entrar no novo ano. Então vamos arrumar a viagem!
Recoloque a alça. É o lugar da pegada. Sem um pegada firme, o novo ano não será  melhor que o que está findado.  Sua mala vai sendo empurrada de um lugar para outro e por todo mundo. Fica como se não tivesse dono. Então, vamos lá: defina para onde você e sua mala irão no novo ano.
Veja o que tem dentro dela. Se não há coisas ocupando espaços, que para onde você está indo não terão o mínimo significado, apenas acrescentam peso. Boa lembrança! Você sabe para onde está indo? Isso é muito importante para definir o que deve levar e tirar da mala. Que tal fazer um desapego agora? Liste algumas coisas que não devem ocupar espaços em sua vida no ano que está entrando.
Agora que você desocupou espaços mal utilizados, sobrou espaço para entrar o que de fato você precisa levar? Liste as coisas que não podem faltar no ano vindouro e corra para adquiri-las, pois o voo para o ano novo já está confirmado no painel.
 Pra terminar, quem pode abrir sua mala? É perigoso seguir viagem sem que mais alguém conheça o segredo de nossa mala, pois a memória pode falhar, acidentes acontecem, e é bom ter alguém por perto para nos lembrar o que não mais faz parte de nossa vida, mas que insistimos em contar com elas; e quais as coisas novas que inserimos e que precisamos colocá-las em uso, para não se tornarem inúteis. Em tempo, não caia nessa conversa de gente machucada, que sozinho é melhor. O rei mais sábio que já existiu, disse: “ai de quem estiver só”.
Já fomos informados que em poucas horas sai o voo para um novo tempo e os passageiros já devem se encaminhar para sala de embarque.  Boa viagem!
FELIZ MALA VELHA!
                                                                         Walter da Mata

                                                                               26/12/15
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