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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RECEBI UM PRESENTE DO REV. MOON


Alguém, em nome de uma instituição por nome Federação Inter-Religiosa Internacional para a Paz Mundial – IIFWP me presenteou, deixando na secretaria na igreja onde sou pastor um livro com o título de: Um cidadão do Mundo que Ama a Paz.
A dedicatória era efusiva e desafiadora: eu estava sendo convocado para uma parceria de construir um Mundo de Deus.
O livro é uma autobiografia do comentado Rev. Moon. Nele, sua vida quase octogenária é exposta desde sua mísera infância até sua opulenta vida de milionário. Um grande empreendedor, um místico, uma teologia própria e diz ter um chamado especial para completar a obra que Jesus de Nazaré não deu conta, pois, deixar-se crucificar foi obstrução ao plano divino: Jesus fracassou.
Alguns de seus pontos doutrinários conflitantes com a bíblia:
  • Deus lhe comissionou a construir um mundo onde não há pecado e nem a Queda; (83)
  • O pecado do Éden foi relacionamento sexual antes da hora; (83)
  • Seu escrito: Principio Divino é citado como Palavra de Deus; (127)
  • Jesus virá em corpo físico à Coréia, do mesmo modo que Elias veio como João Batista; (130)
  • O meu sofrimento tem o objetivo de limpar o pecado original cometido por Adão e Eva; (151)
  • O sofrimento de alguém hoje expia o pecado de seus antepassados; (245)
  • O casamento tem significado na eternidade. Ele mesmo realizou o casamento do espírito de seu filho falecido com uma moça pretendida. Ela entrou no templo com a foto do noivo. (228)

Sem dúvida é um homem influente em todas as nações. Sua instituição acumula uma fortuna invejável, seu sonho com a paz mundial atende anseios dos povos, porém, sua doutrina confusa e mística nega a pedra principal de nossa fé: O sacrifício de Cristo na cruz é única forma de expiação do pecado. Só em negar isso, já negou toda a Bíblia.
Mesmo sendo sua teologia um desastre, ele tem atraído muitos líderes cristãos, pois $eu$ valore$  $ão muito atraente$.
"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis" (2Jo 10)
Eu nem sei como me acharam...
Walter da Mata

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AJUNTANDO O LIXO

Confesso que fiquei indignado, pois os três sacos de lixo que foram deixados no ponto de coleta em frente minha casa, não foram recolhidos no dia certo e algumas pessoas passaram pela rua em busca de alimento ou mesmo objetos que lhes fossem úteis e rasgaram todos os sacos de lixo dos moradores do conjunto onde moro. Não havia nenhum que não estivesse revirado e com restos alimentares, garrafas pet, pratos e copos descartáveis espalhados nas calçadas.
Indignado com quem espalhou o meu lixo, recolhi e recondicionei tudo aguardando a coleta.
Depois de meu acesso de indignação, uma pergunta me perturbou: será que minha indignação era justa? Fiquei envergonhado, pois eu nem pensei porque seres humanos, todos iguais a mim, precisam viver como se fossem cães vadios em busca de alimento.
Então voltei a indignar-me, agora comigo mesmo, por tê-lo feito pela razão errada.  Porque nunca aprendi a me indignar pelas razões certas? O meu lixo pareceu-me mais importante que um ser humano. O que tem de tão errado em meus conceitos? O alívio vem de poder pensar que o único torto sou eu. Será?
Porque em um país tão rico, alguns patrícios precisam viver assim? Talvez alguns estejam lá por escolhas erradas, outros porque foram feridos em suas emoções e perderam o brilho da vida e outros, por certo, nem tiveram opção, já nasceram na sarjeta. Os porquês têm suas respostas, mas não apresentam as soluções.
Nós brasileiros precisamos deixar a passividade de ver gente na miséria profunda, enquanto somos sugados, roubados, espoliados e engodados por uma casta política endemoninhada que se compraz na opressão, pois, a bíblia diz que o papel do satã é matar, roubar e destruir, então posso inferir que quem executa essas três ações, no mínimo, está sob influência do bicho ruim.
Aqui, não faço exceção, pois neste final de governo que se dizia antielitista, vimos proletários tornarem-se burgueses e, no apagar dar luzes, o congresso vota o salário mínimo de miséria para o povo, enquanto o “polvo” recebe um percentual astronômico. Lembrei-me de uma frase: “Nada mais burguês que o operário no poder”
Talvez, por não saber indignar-me de forma correta contra os tentáculos que geram a pobreza, fico indignado porque o pobre existe.
Preciso matricular-me numa escola de cidadania. Será que ela existe?  Se existir, será que temos professores? Se alguém souber, passe-me o endereço, pois pretendo indignar-me pelas razões certas.

Walter da Mata


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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

DIAMANTES

Para se tornarem a jóia que hoje são
Pedra preciosa, diamante sem comparação
Francolino e Heroína, nas mutações do tempo
Suportaram a pressão e  o calor da provação

Não se faz do casamento, uma jóia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

O homem duro, lavrador, garimpeiro de ilusão
Se encanta com Heroina, a frágil escrivã
E em campo de futebol e pista de avião
Deram asas ao amor, se renderam a paixão

Não se faz do casamento, uma jóia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

Ocultos no coração da terra, sob fogo e pressão
Como  o amor da juventude, Nascem os diamantes,
Prontos, surgem preciosos na rocha do tempo
E seres apaixonados, se fundem em corpos amantes


Não se faz do casamento, uma joia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

Filhos, noras, genros, netos e bisnetos
Aprendizes, com vocês, na arte de garimpar
Mas em nossos casamentos
Há muito, muito o que lapidar

Não se faz do casamento, uma joia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

POEMA EM HONRA AOS 60 ANOS DE CASAMENTO DE MEUS PAIS:
FRANCOLINO E HEROINA. 15/11/1950 - 15/11/2010

Walter da Mata




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UM BISPO DE VERDADE!


Na sessão especial do Senado Federal, realizada  nesta terça-feira, 21 de dezembro, vimos algo inusitado, quando se trata da liderança religiosa do Brasil: um expoente religioso recusar uma comenda pública.
O estranho e o inusitado, não é a oferta, mas a recusa. Sempre haverá uma oferta para nos deixar inebriados, o que precisamos decidir é o que fazer diante do cheiro do “ensopado de lentilhas” e a nossa fome de sermos reconhecidos pelos homens.  Tal recusa não é do nosso perfil, pois mesmo com prejuízos significativos para o nosso ministério e chamado, somos seduzidos por uma proposta da “raposa”. (Lc 23.8 e 13.31-32).
Digno de reflexão para nós pastores, é o fato de que tal líder não milita na raia evangélica, é um bispo católico que nos dá uma lição de ética e respeito pelo seu povo.  O bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda, em protesto contra o aumento de 61,8% aos parlamentares aprovado pelo Congresso Nacional na última semana, enquanto o mesmo Congresso, se mantém conivente com a política opressora, quando se trata do reajuste do salário mínino.
Na visão de Dom Manuel, se aceitasse a  Comenda de Direitos Humanos,  estaria agindo contra esses direitos. Suas palavras: "O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria. Isso não acontece! O que acontece é um atentado contra os direitos humanos de nosso povo".
Não ouvi e nem li, pronunciamento dos parlamentares evangélicos contra os desmandos da “casa da raposa”, tanto mandatários atuais, como dos que assumirão o próximo mandato. Nenhuma Convenção Nacional ou Regional de qualquer denominação fez uma nota de protesto na TV ou Jornal.
Não é fácil falar contra a raposa e em beneficio do povo, pois afinal “a raposa” dera uma força para a reforma do Templo e a religião está funcionando com a benção do Estado. Só o peripatético de Nazaré poderia enfrentar a raposa, pois o seu reino não é deste mundo, mas enquanto aqui estava, cuidou da fome e da saúde de seu povo.
Meu desejo é ver os pastores do Brasil, levantando suas vozes e exigindo do Estado sua responsabilidade social com a Educação e a Saúde de nosso povo. Particularmente, estou desafiando os pastores da cidade de Sobradinho-DF, onde moro, a que em Maio, no dia do aniversario da cidade, façamos um manifesto publico, em frente ao hospital da cidade, exigindo que o pronto socorro do hospital, seja substituído por uma estrutura nova e que revele respeito a pessoa humana. 
Walter da Mata

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EU ME ENVERGONHO

Paulo disse: “ Não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para Salvação de todo o que crê.” Nos seus dias, assumir seu compromisso com o Evangelho, significava pensar e viver diferente  da religião, política, da filosofia e da ciência.
  • Na religião, era vergonhoso crer na ressurreição de Cristo, ter uma vida sem ostentação, e aguardar a volta de Jesus em glória;
  • Na política, assumir Jesus como seu Senhor e Rei, era confronto certo;
  • Na filosofia, ter um Deus, que “não teve por usurpação ser igual a Deus”, mas que se humilha e se permite crucificar, era vergonhoso;
  • Na ciência, a história de ter se encontrado com Deus e escutado sua voz e chamado, quando ia a Damasco, fugia à razão;
Mas Paulo, não se envergonhava, continuava recontando seu encontro com Cristo, pregando o cumprimento das Escrituras, os ensinos de Cristo, sua morte, ressurreição, seu retorno glorioso, ressurreição dos mortos e o arrebatamento da igreja. Disto também, eu não me envergonho.
MAS EU ME ENVERGONHO:
  • Da mercantilização do evangelho. Vendemos relíquias como meio de graça: rosas, toalhas com suor santo, sabonete, sal grosso, espada de São Jorge para lutar contra satanás, óleo do monte das oliveiras e outras tantas;
  • De como visões, sonhos e as experiências de “arrebatamento”  individual, se tornam como fonte de doutrina;
  • De ver, como em nosso meio, boatos são vendidos como fatos, mas quando se é conveniente, fatos são vendidos como boatos;
  • De que pastor tenha outro preço, além do sangue precioso de Jesus;
  • De fazermos política eclesiástica, e ainda usando as mesmas regras e valores mundanos;
  • Da ausência de qualidade e integridade de pessoas que portam uma credencial de pastor;
  • De quem despreza o estudo teológico, mas me envergonho mais ainda de quem confunde formação teológica, com o chamado de Deus para pastorear;
  • De ver a igreja assumir posturas “politicamente corretas”, mesmo contrariando os princípios da Palavra de Deus, apenas para “ficar bem na fita”;
  • De chegarmos tão fragmentados ao centenário das Assembléias de Deus no Brasil,  a ponto de não termos condições de celebrar juntos;
  • De nossa fragmentação, pois ela nos impede de termos uma rede educacional, do básico ao superior;
  • De que este “negócio chamado igreja”, está cada vez mais desvalorizado, enquanto cresce, e como cresce,  esta “igreja chamada negócio”;
  • De que não sentimos vergonha de todas essas mazelas;
Como eu sonho com uma nova maneira de ser pastor, de liderar, de gerir as finanças eclesiásticas, de formar e  ordenar obreiros. Que Deus me ensine a me envergonhar das coisas de que se deve envergonhar e a não me envergonhar dos fundamentos do evangelho de Cristo, pois “eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar. Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar”
Walter da Mata

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BODAS DE DIAMANTE

Foi no dia 15 de Novembro de 2010, que parte de nossa grande família se reuniu para celebrar os sessenta anos de casamento de meus pais: Francolino  e Heroína. Segundo a tradição: Bodas de Diamante.
O diamante é o mais resistente material de ocorrência natural que se conhece, por isso mesmo, a gema por excelência. Dizem que os diamantes são eternos.
Ninguém vive junto por sessenta anos, sem que a resistência seja testada todos os dias. Meus pais são resistentes: são de temperamentos diferentes, reagem de forma diferente diante dos problemas, mesmo assim, entre amores, dores,  sonhos despedaçados, outros realizados, conflitos, renuncias, perdões, fé  e muito compromisso mútuo, formaram uma família de quase sessenta pessoas, entre filhos, genros, noras, netos e bisnetos. Isto por si só, já é uma jóia rara!
Em meu pai, destaco sua coragem e caráter, mas eu já o vi chorando. Lutando contra ele mesmo, pois para manter o caráter de homem e discípulo de Jesus, em nossos dias, tem que ter coragem de chorar! Ele é meu herói!
Em minha mãe, destaco a fé, pois não conheci alguém que sendo tão frágil, fosse  tão resistente diante  das adversidades. Já assiste, por muitas vezes, seus momentos fênix! Ele é minha heroína!
Um casal perfeito? Uma família perfeita? Longe disto. Temos lutas como todos os outros mortais, mas temos fé. Somos enraizados nos princípios da Bíblia Sagrada, o maior legado que nossos pais nos passaram. Os milagres de Jesus de Nazaré fazem parte de nossa história, mas também a resistência nas batalhas que se prolongam.
Pastor Francolino e Pastora Heroína, quero homenageá-los por não terem quebrado a aliança matrimonial, por serem exemplo para meus irmãos e a mim. Quero reverenciá-los, por serem referenciais de compromisso, para mim, meus filhos e para minhas netas!
De vocês, eu posso dizer: Imitai-lhes a fé!
Walter da Mata
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

História de Pescador I



Joel, Sergio e Amilton e eu, estávamos a pescar. Decidi estrear uma isca de profundidade e senti uma fisgada daquela de alegrar qualquer pescador. Porém, eu havia amarrado mal a isca e meu precioso peixe foi-se embora levando um peso significativo, preso a sua queixada.
Amilton, um dos parceiros de barco, disse: com esse peso, o peixe vai ficar estressado e logo virá à superfície para livrar-se da isca. Ali mesmo no barco, em uma cerimônia de dar inveja a qualquer festa de colação, nós lhe conferimos o grau de “peixecólogo”. Para nossa surpresa, dentro de minutos, o peixe se debatia na superfície, tentando livrar-se do “pircing”. Sorrateiramente, levamos o barco e o apanhamos com o puçá. Claro, tudo terminou com muita risada. Acredite, isso é um fato.
Claro que você está colocando em dúvida a minha história, por mais que eu insista em sua veracidade, mas a bíblia tem pelo menos três histórias de pescador: A pesca na qual Pedro fez sua rendição completa: Jesus foi promovido de Mestre para Senhor. (Lc 5). Outra é quando Pedro vai ao mar para buscar um peixe específico que estava com uma moeda na boca, dinheiro exato para pagar o imposto dele e de Jesus e, finalmente, a pesca de João 21, na qual Jesus faz a restauração de Pedro.
Curioso é que em todas elas existe uma íntima relação entre Jesus e o mais experiente dos pescadores: Pedro.
Na primeira, Jesus quebra os paradigmas, provando a Pedro que quando sua Palavra é pronunciada a ordem natural das coisas pode ser mudada. Todas as regras da pescaria foram quebradas. Isto é milagre. Deus estava revelando a Pedro o seu Poder e ele não mudou, ouça o que Jesus está falando e milagres podem acontecer.
Na segunda, além da lição de cidadania, Jesus ensina a Pedro que até os peixes não escapam a sua onisciência e que o mesmo Deus que deu ordem ao grande peixe para Jonas, conduz um pequeno peixe “caixa forte”. Ele faz que “todas as coisas contribuam para o bem daqueles que amam a Deus”.
Na terceira, a história de pescador é para restaurar Pedro de seu fracasso, por negar qualquer relacionamento com Jesus. Mais uma pescaria fracassada, até Jesus se manifestar. Fique atento aos fracassos e decepções, eles são oportunidades para você vir novamente ao encontro de Jesus.
Quem sabe em suas idas e vindas pela vida, você mordeu “uma isca pesada”,   tem vivido o “stress” de não poder nadar livremente  e por onde você vai nos mares da vida; um peso te puxa para a depressão, angústia, culpa e desespero. Faça como aquele tucunaré que reuniu forças e veio à superfície para que, saltando, se livrasse do peso. Com certeza, Jesus virá a você e com uma rede de amor e amigos, devolverá a sua liberdade. Salte para os braços dele.
Eu não sei quantas “histórias de pescador” você ainda vai ter que ouvir para que creia que Jesus continua operando milagres nos dias de hoje, portanto, continuarei contando as minhas até que você possa experimentar as suas.
Walter da Mata
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que dizer lá em casa III



Sou grato a Deus por ter me dado a oportunidade de recuperação de minha covardia. Hoje tenho reconhecimento dos de casa e da comunidade e aprendi lições que marcaram minha vida e vou compartilhá-las com você:
Todo mal que nos sobreveio, foi porque eu e os demais homens de Israel, havíamos esquecido de dizer algumas coisas decisivas em nossas casas:
  • que povo éramos: propriedade peculiar de Deus. Ex. 19.5
  • quem era o nosso Deus: Deus de poder, mas relacional. Ex. 19.4
  • qual era a nossa história. Js. 4.21-24
  • que tínhamos promessas de Deus. Dt 11. 13-15
  • o que tínhamos de fazer para desfrutar das promessas de Deus. Dt 11.16-25
  • que minha nação e minha família estavam sofrendo porque os homens, líderes e sacerdotes dos lares tinham se tornado omissos e coniventes com a quebra dos mandamentos de Deus. Jz 2.11-15
Em minha condição de restaurado, tomei algumas medidas práticas:
1-      Recoloquei Dt. 6. 4-9 nas atividades diárias da família, Deus e sua Palavra;
2-       Para não ser radical, não quebrei a “caixinha de promessas”, mas montamos uma “caixinha de mandamentos” e estabeleci que ninguém retiraria uma promessa, sem antes retirar um mandamento;
3-      Descobri que tínhamos alguns ídolos lá em casa, coisas que ocupavam o primeiro lugar em nossa vida e não permitiam o tempo devido a Deus. Tirei-os do altar;
4-      Voltei a praticar o ensino bíblico da mordomia financeira: as primícias passaram a ser entregues ao Senhor;
Estou envelhecendo e, nos últimos trinta anos, não tivemos mais invasões na terra que o Senhor nos deu. Os homens que voltaram da batalha com Gideão continuam avivados e mantendo o compromisso de narrar os feitos de Deus, para que “a geração vindoura os soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança e não se esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos e não fossem como seus pais, geração rebelde, que nunca foi firme na sua confiança e cujo espírito não foi fiel para com Deus”. Sl 78. 6-8
Que Deus faça de mim e dos homens de minha geração, referenciais dignos de serem imitados e que preservem nossa terra dos males oriundos da omissão para com os mandamentos de Deus.
Walter da Mata

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

INDULGÊNCIAS EVANGÉLICAS.

             Enquanto minha esposa e eu, em trabalho de equipe, preparávamos nosso almoço, nosso rádio estava sintonizado em uma emissora evangélica. Hinos, pregações, testemunhos e um forte apelo financeiro. Até aí meu estômago estava conseguindo digerir, mesmo com alguns espasmos de vômito, por ouvir mais a palavra prosperidade, que Deus, Jesus, salvação e libertação.
Mas teve um momento em que o ministrante se superou: “Se você começar a investir financeiramente em nome de seus familiares não cristãos, Deus irá salvá-los. Entregue sua contribuição em nossa igreja, seja fiel e aguarde”.
Aqui, vejo pelo menos duas inverdades, sendo que a primeira é heresia e a segunda é escambo mentiroso:
1-      A salvação é fruto de se ouvir a Palavra de Deus e pela fé ser reconciliado com Deus. Quem não tem dinheiro pode ser salvo, Jesus já pagou o preço na cruz;
2-      Nenhuma igreja tem procuração de Deus para ser a única arrecadadora das ofertas que os fiéis trazem pela fé. A janela do céu se abre se as contribuições forem entregues aqui, nós temos a chave.  Entregue sua contribuição na igreja onde você é pastoreado, e não manipulado.
Fui salvo da crise de ira quando recebi um email com um texto do pastor Ricardo Gondim e aqui destaco um parágrafo:
“Os neo-pentecostais retrocederam ao catolicismo medieval. É pré-moderna a religiosidade que estimula valer-se de amuletos “como ponto de contato para a fé”; fazerem-se votos financeiros para “abrir as portas do céu”; “pagar o preço” para alcançar as promessas de Deus. Desse modo, a magia espiritual da Idade Média se disfarçou de piedade. A prática da maioria dos crentes hoje se concentra em aprender a controlar o mundo sobrenatural. Qual o objetivo? Alcançar prosperidade ou resolver problemas existenciais.”
Neste aniversário da Reforma Protestante é bom lembrar que a Igreja de Roma tornou-se rica, sua sede é um país e suas lideranças têm peso diplomático, poder conquistado por meio de venda de indulgências e relíquias e que, lamentavelmente, tal fenômeno está se repetindo entre nós “reformados”.
Será que a sede de poder, não de Deus, que deformou a Reforma com um evangelho que não transforma, está nos levando de volta à idade das trevas, na qual a igreja deixou de ser pobre para ser podre?
Que Deus me ajude a ser um cristão não apenas reformado, mas, acima de tudo, transformado!
Walter da Mata

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CASAMENTOS E PIPAS

Casamentos e pipas ...
Precisam ser leves para voarem
Mas resistentes para não se partirem.
Podemos dar a elas cores alegres
Ou fazê-las tristes e aterrorizantes

            Casamentos e pipas ....
            Precisam que o vento sopre
            E assim ganharem as alturas
            Mas nas chuvas e tempestades
            Elas precisam de abrigo

Pipas e casamentos precisam de espaço
Não decolam se sufocados por limites estreitos
Mas com os ventos, tomam várias direções
Precisam estar presos, para que não se percam

            Casamentos e pipas trazem alegria
            Voando e amando, adultos viram meninos
            Na inocência, sem discernir os ventos
            O baile alado,  pode trazer dor

Para liberar corações e pipas
Conhece-se o tempo e estações
Prenda-se a pipa à mão do homem
Prendam-se os corações às mãos de Deus   

 Walter da Mata
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domingo, 17 de outubro de 2010

Como a igreja deve fazer política

Quando considero que política é arte de cuidar dos interesses comuns e aqui estão os principais: educação, saúde, segurança e trabalho,  pois pertencem a todo cidadão, seja ele de qualquer sexo, classe social, religião, ou mesmo sem religião, entendo que a igreja deveria encabeçar esta luta. A grandeza desta luta é que ela não é de direita, nem de esquerda, conservadora ou reacionária, não pertence a nenhum partido, não está restrita a um país,  portanto cabe direitinho dentro de um dos papéis da igreja: o combate as injustiças.

Imagino a igreja, acima de qualquer cor ideológica e sem ser fisiológica, fazendo do dia do evangélico ou dia  do aniversário da cidade,  um dia de manifestações por estes direitos básicos. 

Sonhe comigo: todos os pastores das cidades, arregimentando seus fiéis e protestando contra a situação vergonhosa que é a saúde pública.  Quem sabe cercando de mãos dadas o hospital da cidade, com faixas em nome dos evangélicos, fazendo oração pelos enfermos e  cantando louvores a Deus .

Por que nós pastores não fazemos isto? Não o fazemos, porque um número significativo está encabrestado por verbas recebidas, empregos fantasmas e concessões ilegais. E quem come da mesa do rei, têm que aplaudir o rei, mesmo que não queira.

Pense no impacto de um movimento deste!

Como a impressa noticiaria isto?

O mundo inteiro saberia que os crentes em Jesus tem visão de cidadania e não de balcão de negociatas.
Sonhe com independência dos nossos pastores, para toda vez que nosso governo Federal, Estadual e Municipal, pisar na bola, independente de qualquer partido, nossos Conselhos, Convenções, Sínodos e outros,  soltarem uma nota paga na imprensa, clamando por lisura com o bem público.

Para que isto aconteça, precisamos ser livres e independentes. E isso ainda não somos, mas podemos ser.

Que Deus nos ajude!!
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os Amputados

A cena é trágica. Setenta reis, reduzidos em sua dignidade. Subnutridos, esqueléticos e humilhados, aguardavam que algumas migalhas caíssem da mesa. Por mais que desejassem voltar a serem os homens de valor de antes, já não podiam, seus polegares dos pés e das mãos foram cortados sobre o tronco na frente do palácio. Estavam inutilizados por uma forma de dominação cruel.

Este foi o cenário encontrado pelos guerreiros de Judá quando chegaram ao palácio de Adoni-Bezeque. (Jz. 1. 5-7)

Vejamos quais capacidades aqueles reis perderam:

•    De liderar outros;
•    De liderar a si próprios;
•    De usar a espada;
•    De se equilibrar;
•    De prover seu próprio alimento;
•    De retornar à realeza;
•    De ter identidade.

Nesse sistema maligno de governar e que ainda tem seguidores nos dias hoje em níveis de governo, empresarial e eclesiástico, um bom líder é aquele que amputa todas as habilidades dos seus liderados, subjugando seus corpos e mentes.

Há alguns anos fui conhecer uma das “modernas” formas de ser igreja; tudo ia razoável, até chegar ao sistema de governo. O líder daquele encontro apanhou uma lasca de madeira e nos perguntou o que ele tinha na mão.  Fomos unânimes em responder o que estava evidente aos olhos e já é cientificamente comprovado: tratava-se de madeira. Nessa hora, manifestou o espírito de Adoni-Bezeque: “Se eu sou o seu líder e lhe afirmar que não é madeira, mas ouro, você tem que defender essa idéia, mesmo a custo de sua vida”.

Hoje, por razões legais, são raras as amputações físicas, mas não as amputações de “cabeças”, pois pensar, questionar e conhecer os quês e os porquês, tem sido proibido em muitos contextos, com destaque ao eclesiástico.

Paulo, preocupado com a liberdade dos crentes em Colossos, destaca:

2.4   Ninguém vos engane com belas palavras;
2.8   Não se deixem aprisionar por meio de tradições humanas;
2.18  Ninguém vos prive sob o jugo da “espiritualidade”;

Aqui aparecem as três ferramentas “modernas” de amputação: o belo discurso, a tradição e "um anjo me falou".

Que Deus me ajude a viver em submissão, sem perder a identidade e nem a realeza.

Walter da Mata
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domingo, 26 de setembro de 2010

O que dizer lá em casa - Parte II

Hoje minha volta para casa tem caráter triunfal. Montado em uma mula de porte garboso, conseguida como despojo de guerra, percorro os estreitos caminhos de volta à aldeia onde moro. Meus vizinhos congratulam-se comigo e com os demais combatentes, pois varremos do nosso território a ocupação midianita e ainda impusemos baixa significativa em seu exército, o que o impede de, por muito tempo, voltar a nos atacar.

Foi bom receber o beijo restaurador de minha esposa e o abraço de confiança de meus filhos, pois nenhuma sequela de minha covardia impediu que a confiança fosse restaurada e que o lugar de honra de chefe da família pudesse ser novamente ocupado por mim. Era um dia de celebração e o meu sentimento é de quem recupera um trono perdido.

Talvez a madrugada mais significativa de minha vida tenha sido a que ouvi um novo toque de trombeta ecoando nas montanhas de Naftali. Firmei os ouvidos e percebi que era um toque de reconvocação. Gideão e seus trezentos espalharam os midianitas por todo o norte de Israel e agora precisavam de homens que os cassassem, despojassem e pusessem fim à dominação. Era a minha remissão. Levantei de minha covardia, mesmo que sofrendo vergonha de minha história, e me apresentei ao comando da batalha. Recebi as provisões de guerra, uma espada confiscada do inimigo e parti com outros para libertar Israel.

Enquanto caminho e sou homenageado, me lembro de Deus que, em sua graça, me concedeu uma segunda oportunidade. Meu nome está entre os heróis de guerra e Gideão, se precisar de um homem valente, sabe onde encontrar. É só avisar lá em casa.

Agradeço a Deus pelas muitas oportunidades que recebi de recomeçar e por Ele não me rejeitar pelos meus erros do passado, pois, enquanto cuido da pequena lavoura, fico cantado assim:

“Eu quero estar com Cristo onde a luta se travar
No lance imprevisto, na frente me encontrar
Até que eu possa o ver na Glória
Onde Ele vai me coroar."
(Hino da Harpa Cristã)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

DEUS TE MANDOU FLORES

No livro do profeta Jeremias 1:11-12, Deus usa um belo trocadilho entre as palavras hebraicas “amendoeira = SHAQUED = vigilante” que é semelhante foneticamente a “velar = SHOQUED = (vigiar)”, significando que da mesma forma como a amendoeira é chamada de vigilante por florescer anunciando a chegada da primavera, Deus vela, ou vigia a sua Palavra, para que ela se cumpra.
Desde a criação, quando foram estabelecidas as estações, aconteça o que acontecer, Deus no comando do universo faz com que a primavera, estação das flores, embeleze a terra, trazendo alegria, esperança e despertando o cio do amor entre os animais.
Em Israel, a flor de amendoeira anuncia a primavera, se fosse no Brasil e Jeremias fosse um dos nossos bravos nordestinos, Deus teria mostrado um mandacaru florido no meio da caatinga, anunciando que Ele continua desperto para fazer sua Palavra se cumprir.
Hoje, a primavera chega ao Brasil, oro a Deus que está velando por sua Palavra, que dias melhores cheguem, fazendo florescer a esperança em meio a tantas incertezas, sofrimentos, corrupção e apostasia.
Faço contextualizar o texto da Palavra: Deus está sempre desperto, não tira nenhum cochilo enquanto guarda a mim, a você e o nosso Brasil, portanto olhe para as flores da primavera, Deus quer te dizer algo por meio delas. Se Ele falou, vai acontecer.
Não esqueça: flores antecedem os frutos!
Walter da Mata
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Lei PINÓQUIO

Um projeto de lei tramita na câmara dos deputados caracteriza crime, o mentir quando se apresenta um currículo e gera responsabilidade legal, pois as empresas se sentem prejudicadas ao contratarem uma pessoa que não tem habilitação, mas declarou estar preparada para desempenhar a tarefa. Parabéns ao deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) por estar preocupado com o cerne da questão: a moral e ausência de integridade.
Caso seja aprovado, tal prática será punida com detenção de dois meses a dois anos, pois causaram danos a terceiros e obtiveram benefícios oriundos da falta de verdade.
Salomão, rei Israel, escreveu que mentir é insensato:
“Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho.” Pv 20:17
Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso. Pv 30:6
Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso. Pv 17:7
O profeta Jeremias ressalta que a mentira destrói a confiança entre os pares: "Guardai-vos cada um do seu próximo, e de irmão nenhum vos fieis; porque todo o irmão não faz mais do que enganar, e todo o próximo anda caluniando". Jr 9:4
Creio ser oportuno, fazer uma emenda aditiva ao projeto lei, que os ocupantes de cargos eletivos também sejam enquadrados na mesma lei, caso aconteça de mentirem para serem eleitos. Basta gravar as promessas de campanha e depois comparar com o desempenho do mandato.
Mentir é tolice, falar a verdade é ser inteligente, pois constrói o fundamento sólido para integridade sobre o qual podemos construir nossa reputação. Nosso cônjuge, filhos, amigos sabem que somos confiáveis.
Walter da Mata
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O QUE DIZER LÁ EM CASA?

Não foi fácil voltar para casa. Na verdade, peguei uma vereda alternativa, esperei e penumbra e entrei em casa pela porta dos fundos, pois não gostaria que as pessoas me vissem e muito menos que me identificassem. Afinal, fazia semana que eu saíra de casa, pela porta da frente, muito festejado: minha esposa e meus filhos acenavam com folhas de palmeira, cantando e chorando, um misto de alegria e apreensão; meus vizinhos, idosos e crianças, me cumprimentavam com a esperança de que o futuro tão desejado estava chegando.
Todos depositavam em mim suas expectativas de que chegaram ao fim os sete anos de opressão: de gado roubado, lavoura saqueada e de filhos assassinados. Muito emocionado, acenei para eles e fui atender ao toque da trombeta que convocava os homens de Israel para lutarem ao lado de Gideão, contra os midianitas.
Hoje, era diferente, era o dia da volta, entreguei ao comandante a provisão e a trombeta, pois quando soube que nossas armas eram trombetas, cântaros e tochas, me filiei à maioria dos outros vinte e dois mil soldados que assumiram publicamente sua covardia e timidez, afinal é melhor um covarde vivo, que um herói morto. (Jz 7.3,8) Só ainda não sei o que dizer a minha esposa e filhos, mas eu sabia: o homem da casa era um covarde.
Esta me parece ser a crise atual dos homens, pois estão cada vez mais se submetendo a jugos, opressões e sistemas iníquos, silenciados pela conveniência de continuarem vivos, mesmo que à custas de sua integridade e autoridade.
Que Deus me ajude a caminhar com os poucos que exercitam a fé, mesmo com risco de suas vidas, a caminhar com aqueles que precisam explicar em casa, tamanha covardia!
Walter da Mata
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

QUE DROGA!!

Eu odeio meu pai! Ele bateu no meu rosto! Exclamava o moço com dor e ira.
A dor de dez anos ainda ardia em sua face e o grito da alma era como se estivesse ocorrendo naquele momento.
Meu nome é Walter e sou esse pai odiado.
O que escrevo hoje, o faço olhando pelo retrovisor do tempo. Sou pai de três filhos, todos casados, somos uma família feliz! Nos amamos, nos respeitamos e resolvemos nossas diferenças de forma cristã.
Nem sempre foi assim, no período da adolescência, perdi um deles para o álcool e as drogas. Foi um período muito triste em nossas vidas. Foram doze anos sem café e almoço à mesa, sem sorrisos, sem abraços e sem noites sossegadas. Tínhamos medo, insegurança, ira, amargura, tristeza, coisas roubados, dinheiro sumido e um pressentimento que a morte rondava nossas vidas. Deixamos de viver como família.
Como isto pode acontecer dentro de minha casa? Buscava resposta nas diversas áreas da minha vida e de alguma forma sempre me via justificado: trabalhador, correto nos negócios, pastor evangélico e comprometido no casamento. Não via nada que pudesse ter gerado a crise. Bete e eu, oramos a Deus, pedindo que nos ajudasse a encontrar a porta por onde a droga entrou na vida de nosso filho e em nossa casa. Pois todos nós sofríamos com a droga.
Um dia, mesmo dopado, a dor foi expressa: “Meu pai me bateu no rosto, em frente aos meus amigos. Ele me humilhou! Eu o odeio.”
Pedi e Deus mostrou a porta por onde o mal nos atingiu. Fiz o que Bíblia manda. Aguardei um momento de sobriedade do Esdras e olhando dentro dos olhos dele, confessei o meu pecado e pedi perdão. Abraçamos e choramos. Deus iniciou um processo de cura na vida dele. Os sentimentos ruins foram removidos e sem nenhum tratamento de desintoxicação, Deus o libertou! Oito anos já se passaram desde que voltamos a ser família! É como se nunca tivesse acontecido!
Ele é um discípulo de Jesus Cristo, um bom filho, esposo e pai!
Lição: Nem sempre a origem do mal está lá fora!
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lágrimas da Terra

A crise no clima revela o lado ilusório da globalização, que é a possibilidade de se globalizar os bens e setorizar os males. A famosa aldeia global nos ensina que poucos não podem prosperar às custas da exploração e opressão de muitos, sem que uma onda gigante retorne em sentido contrário arrastando de volta o que lhes foi tirado. É engano pensar e agir como se a destruição do ecossistema não vai atingir a todos.
Se as mudanças no clima tornarem os campos improdutivos e o produtor passar a condição de consumidor, caminharemos para a auto-extinção, pois teremos: desabastecimento; alta dos preços, bolsões de miséria; agravamento dos desajustes sociais, manifestados por alcoolismo e consumo de droga; estrangulamento dos sistemas de saúde, educação e segurança; maior paternalismo do Estado, com a conseqüente a anulação de autonomia cidadã; crise habitacional; escassez de água e energia.
É salutar que em nível mundial, os governos e ONGs se mobilizem a fim de frear a degeneração do planeta e estruturar, no que ainda for possível, a reparação dos danos à casa de todos nós, pois ela deve ser entregue às gerações futuras em condições de habitabilidade. Isso faremos, por meio de leis de proteção ao meio ambiente; equipar os educadores quanto a questão ambiental e inseri-la como matéria obrigatória em todos os níveis escolares; viabilização da coleta seletiva do lixo e reciclagem; implementar projetos de energia limpa e renovável; dar um basta no desmatamento predatório; proteger os mananciais; restaurar as matas ciliares; impor restrição aos produtos cuja a origem é alta finte de poluição; investimento em irrigação controlada, tratamento do solo e preparo técnico do homem do campo; valorização do produtor libertando-o das algemas do atravessador; viabilização do escoamento da produção e pequenas indústria junto ao setor de produção.
Tudo isso, passa por valorizarmos mais o ser humano e menos as estruturas econômicas que estão montadas em cima do pensamento que a terra nunca ia chorar suas perdas.

Walter da Mata
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como votar no Brasil?

Estamos com a campanha política em função dos cargos em todos os níveis do poder da República Federativa do Brasil. Ouvimos de tudo no programa de radio e TV, lemos de tudo nos panfletos, mas não temos a menor garantia de que nada daquilo será cumprido. Em suma, é permitido mentir ao eleitor sem a menor conseqüência para o mentiroso, mas com todas as mazelas para o cidadão. Isto é, pagamos para sermos enganados. Que tal se enquadrassemos estes mentirosos no Art. 171?
Porque político tem que mentir?
 
1- Creio que é porque se falar a verdade não se elege. Parece que brasileiro não é lá muito amante da verdade;
 
2- Não existe partido com ideologia no Brasil, tudo é fisiologia. É só ouvir os discursos do então candidato, comparar com suas ações e ouvir suas explicações. Em tempo, ele não é o único, apenas repetiu a história. Já observou a historia política do Senador dono do Maranhão? Quanto ela tem de ideologia e quanto tem de fisiologia? Fisiologia é fazer o que me interessa, enquanto ideologia é um compromisso moral com uma proposta política para o país.
 
3- Por não se ter identidade ideológica, votasse em personalidades. Estas por sua vez fazem um monte de promessas, que servem de engodo, pois até as boas intenções, muito raras, mas existem, morrem no jogo de interesse das casas legislativas e nas falcatruas dos executivos.
 
4- Salvou o judiciário? Ledo engano, pois os tribunos chegam ao poder por indicação dos políticos. Como pode o fiscalizado, indicar seus fiscais? Já ouviu falar de algum político que se gabou de ter seus processos todos absolvidos? O matuto, roceiro e sem muita informação, mas com muita formação, não coloca raposas para vigiar seu galinheiro.

REFORMA POLITICA JÁ!!
TEM ALGUÉM COM FICHA LIMPA PARA CONDUZIR?
Deus Salve a Pátria!!
Walter da Mata
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Ameaça de fechar os templos

Vivemos dias de preocupação. Muita gente acredita que os templos evangélicos podem ser fechados por algum legislador sectário ou mesmo possuído por demônios. Na pior das hipóteses, se isso viesse acontecer, se fecharia templos, mas nunca a igreja, pois a igreja é o templo de Deus instalado no coração de cada um de seus discípulos.

O que me chama atenção é que a Bíblia relata que o próprio Deus desejou que o templo fosse fechado, não por ação externa, mas por causa do “culto” profano que se fazia dentro dele. O SENHOR Todo-Poderoso diz aos sacerdotes: Gostaria que um de vocês fechassem as portas do Templo. Assim vocês não acenderiam mais fogo inutilmente no meu altar. Eu não estou satisfeito com vocês; não vou aceitar as suas ofertas. Ml.1.10

Esses são dias de preocupação, igrejas tem se tornado comitês políticos, pastores em cabos eleitorais, crentes em militantes, em lugar da ministração da Palavra, temos pronunciamentos de restauração do Brasil e chamam isso de culto.Que saudades do sacerdote Finéias. Nm 25. 6-8. Com esta fibra, ele seria o “alguém” que Deus procurou nos dias de Malaquias e com certeza muito útil nos dias de hoje. 

Walter da Mata
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O Mito da Bancada Evangélica

Tenho 56 anos de vida, sigo a Jesus desde minha infância. Só nos últimos 15 anos conheci o mito de que precisamos de eleger parlamentares para a defesa dos interesses da igreja.

Observações:
  • Desconheço que exista algum poder na terra que possa impedir o avanço da Igreja;
  • O período em que a igreja foi mais autêntica, o Estado a perseguia;
  • Se algumas leis forem aprovadas a igreja acaba. MENTIRA!
  • A maior crise da igreja se deu quando casou com o Estado, ficou rica e sem autoridade;
  • Os males internos da igreja, são mais nocivos que os externos;
  • Parlamentar que tem visão de gueto, seja ele qual for, e não se dedica ao bem comum, não é parlamentar, é "pralamentar";
  • A cada pleito eleitoral, cria-se uma "ameaça maligna" contra os evangélicos. MANIPULAÇÃO!
  • Um bom político, pode ser evangélico ou não, precisa ser honesto e entender de gestão pública;
  • Politico evangélico corrupto, envergonha e não abençoa;
Então, como escolher?
  • Olhe a vida pessoal. Ficha limpa!
  • Olhe para o casamento do candidato!
  • Olhe para a competência do candidato!
  • Se ele te oferecer alguma coisa em troca para voce ou sua igreja, fuja dele! É corrupto.
  • Observe se o candidato passa por este crivo e VOTE NELE!!
  • Se além de bom cidadão e bom gestor, ele for discipulo de Jesus de Nazaré, então dê seu voto ao nosso irmão.
BOA ELEIÇÃO!!!
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O Sapo Virou Príncipe

Por mais de uma década ouvimos a condenação ao inferno, do PT e qualquer um que nele votasse . O atual presidente, Lula da Silva, foi declarado como a encarnação do satã. Mensagens "proféticas" e "visões", todas proclamadas em nome de Deus, varreram o meio evangélico, confirmando o lado demoníaco do partido dos trabalhadores.
 
O tempo passou, o Lula ganhou, O PT despedaçou, a visão mudou, o profeta calou, o partido enricou, a teologia política flexibilizou, e muita "gente boa" decidiu cortar o rabo e o chifre do grande satã e vesti-lo com vestes angelicais, adornadas com notas reai$.
 
Quando o PT era dos trabalhadores, pois hoje o vejo como dos aproveitadores, pois dele se aproveitam até os antigos profetas do apocalipse, que se lançam nos braços da Dama candidata, pois é impossivel resistir a atração do poder.
 
Pasmem, acabei de receber um convite para uma reunião em um templo das Assembléias de Deus em Brasília, com "politicos do evangelho" e a candidata do partido.
 
Afinal de contas, quem mudou? O Partido ou a Igreja?
 
Chego a pensar que ninguém mudou, pois ninguém nunca foi! São todos camaleões da conveniência.
 
Partido e "Igreja", ambos são apaixonados pelo poder, pois na lingua portuguesa, poder não é verbo, é VERBA!!!
 
VUVUZELAS NELES!!!
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Eu tinha que ouvir isto

Dia dez de dezembro. Todos corriam aos bancos, muitos servidores nas filas para recebimento de seus salários ou benefícios de aposentadoria. Lá estava eu pagando taxas de serviços públicos. Foi honroso ver uma fila exclusiva para as pessoas da terceira idade, privilégio que mostra que começamos honrar aqueles que dedicaram suas vidas na construção de nossa capital.
Olhava para aquelas cabeças brancas, faces marcadas pelo tempo, que festejavam o reencontro com amigos de antigas lidas profissionais e esperei encontrar pérolas de sabedoria nos diálogos entabulados. Minha frustração foi grande.
Lá estava um antigo servidor, reclamando que o atual governo o estava perseguindo. Sua concessão de transporte alternativo estava sob júdice por envolvimento em acidente com vítima nas estradas de Brasília. Até aí, por não conhecer a verdade dos fatos, não elaborei juízo algum em minha mente, até que outro ancião, que se gabava de sua vitalidade aos oitenta anos para desfrutar dos proventos de servidor inativo, revelou seus valores como cidadão.
Com expressões fortes, tais como: “Quem mandou votar neste homem? A gente tem que votar é em ladrão e desonesto, eles é que seguram as nossas pontas. Temos que votar é em quem tem bezerra que urina ouro. Esse “arrudiador” quer fazer as coisas certas e está acabando com alegria de Brasília.”
Mantive meu silencio, porém me indignava em meus pensamentos. Que tipo de servidor teria sido aquele homem? Que modelo de pai e marido seria ele? Que conselhos daria a seus netos e bisnetos? Seria ele um representante da maioria de nós os brasilienses? Será que nós realmente estávamos satisfeitos com anos de gestão pública que se fazia de cega e permitia perpetuar a ilegalidade no transporte publico, na questão fundiária, e comercial, sustentada pela fome de voto, criando a cultura de que no Distrito Federal a melhor forma de viver é à margem da lei?
Em quanto eu me indignava, lembrei de meu pai, candango desde agosto de 1959, servidor inativo, hoje, octogenário, meu referencial de homem e cidadão e me alegrei por nem tudo estar perdido. Se os canalhas envelhecem, também o fazem os homens de bem. Posso continuar a acreditar que viver obedecendo às leis, pode até não gerar fama, mas dá a garantia de que meus netos habitarão em uma cidade digna.

Com este texto, honro a meu pai, Francolino Rodrigues da Mata, servidor público, pastor evangélico de caráter ilibado, pai e marido exemplar e a todos os candangos que vieram construir e não apenas usufruir de nossa cidade.

Walter Silva da Mata
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