NAVEGUE AQUI

terça-feira, 31 de agosto de 2010

QUE DROGA!!

Eu odeio meu pai! Ele bateu no meu rosto! Exclamava o moço com dor e ira.
A dor de dez anos ainda ardia em sua face e o grito da alma era como se estivesse ocorrendo naquele momento.
Meu nome é Walter e sou esse pai odiado.
O que escrevo hoje, o faço olhando pelo retrovisor do tempo. Sou pai de três filhos, todos casados, somos uma família feliz! Nos amamos, nos respeitamos e resolvemos nossas diferenças de forma cristã.
Nem sempre foi assim, no período da adolescência, perdi um deles para o álcool e as drogas. Foi um período muito triste em nossas vidas. Foram doze anos sem café e almoço à mesa, sem sorrisos, sem abraços e sem noites sossegadas. Tínhamos medo, insegurança, ira, amargura, tristeza, coisas roubados, dinheiro sumido e um pressentimento que a morte rondava nossas vidas. Deixamos de viver como família.
Como isto pode acontecer dentro de minha casa? Buscava resposta nas diversas áreas da minha vida e de alguma forma sempre me via justificado: trabalhador, correto nos negócios, pastor evangélico e comprometido no casamento. Não via nada que pudesse ter gerado a crise. Bete e eu, oramos a Deus, pedindo que nos ajudasse a encontrar a porta por onde a droga entrou na vida de nosso filho e em nossa casa. Pois todos nós sofríamos com a droga.
Um dia, mesmo dopado, a dor foi expressa: “Meu pai me bateu no rosto, em frente aos meus amigos. Ele me humilhou! Eu o odeio.”
Pedi e Deus mostrou a porta por onde o mal nos atingiu. Fiz o que Bíblia manda. Aguardei um momento de sobriedade do Esdras e olhando dentro dos olhos dele, confessei o meu pecado e pedi perdão. Abraçamos e choramos. Deus iniciou um processo de cura na vida dele. Os sentimentos ruins foram removidos e sem nenhum tratamento de desintoxicação, Deus o libertou! Oito anos já se passaram desde que voltamos a ser família! É como se nunca tivesse acontecido!
Ele é um discípulo de Jesus Cristo, um bom filho, esposo e pai!
Lição: Nem sempre a origem do mal está lá fora!
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lágrimas da Terra

A crise no clima revela o lado ilusório da globalização, que é a possibilidade de se globalizar os bens e setorizar os males. A famosa aldeia global nos ensina que poucos não podem prosperar às custas da exploração e opressão de muitos, sem que uma onda gigante retorne em sentido contrário arrastando de volta o que lhes foi tirado. É engano pensar e agir como se a destruição do ecossistema não vai atingir a todos.
Se as mudanças no clima tornarem os campos improdutivos e o produtor passar a condição de consumidor, caminharemos para a auto-extinção, pois teremos: desabastecimento; alta dos preços, bolsões de miséria; agravamento dos desajustes sociais, manifestados por alcoolismo e consumo de droga; estrangulamento dos sistemas de saúde, educação e segurança; maior paternalismo do Estado, com a conseqüente a anulação de autonomia cidadã; crise habitacional; escassez de água e energia.
É salutar que em nível mundial, os governos e ONGs se mobilizem a fim de frear a degeneração do planeta e estruturar, no que ainda for possível, a reparação dos danos à casa de todos nós, pois ela deve ser entregue às gerações futuras em condições de habitabilidade. Isso faremos, por meio de leis de proteção ao meio ambiente; equipar os educadores quanto a questão ambiental e inseri-la como matéria obrigatória em todos os níveis escolares; viabilização da coleta seletiva do lixo e reciclagem; implementar projetos de energia limpa e renovável; dar um basta no desmatamento predatório; proteger os mananciais; restaurar as matas ciliares; impor restrição aos produtos cuja a origem é alta finte de poluição; investimento em irrigação controlada, tratamento do solo e preparo técnico do homem do campo; valorização do produtor libertando-o das algemas do atravessador; viabilização do escoamento da produção e pequenas indústria junto ao setor de produção.
Tudo isso, passa por valorizarmos mais o ser humano e menos as estruturas econômicas que estão montadas em cima do pensamento que a terra nunca ia chorar suas perdas.

Walter da Mata
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como votar no Brasil?

Estamos com a campanha política em função dos cargos em todos os níveis do poder da República Federativa do Brasil. Ouvimos de tudo no programa de radio e TV, lemos de tudo nos panfletos, mas não temos a menor garantia de que nada daquilo será cumprido. Em suma, é permitido mentir ao eleitor sem a menor conseqüência para o mentiroso, mas com todas as mazelas para o cidadão. Isto é, pagamos para sermos enganados. Que tal se enquadrassemos estes mentirosos no Art. 171?
Porque político tem que mentir?
 
1- Creio que é porque se falar a verdade não se elege. Parece que brasileiro não é lá muito amante da verdade;
 
2- Não existe partido com ideologia no Brasil, tudo é fisiologia. É só ouvir os discursos do então candidato, comparar com suas ações e ouvir suas explicações. Em tempo, ele não é o único, apenas repetiu a história. Já observou a historia política do Senador dono do Maranhão? Quanto ela tem de ideologia e quanto tem de fisiologia? Fisiologia é fazer o que me interessa, enquanto ideologia é um compromisso moral com uma proposta política para o país.
 
3- Por não se ter identidade ideológica, votasse em personalidades. Estas por sua vez fazem um monte de promessas, que servem de engodo, pois até as boas intenções, muito raras, mas existem, morrem no jogo de interesse das casas legislativas e nas falcatruas dos executivos.
 
4- Salvou o judiciário? Ledo engano, pois os tribunos chegam ao poder por indicação dos políticos. Como pode o fiscalizado, indicar seus fiscais? Já ouviu falar de algum político que se gabou de ter seus processos todos absolvidos? O matuto, roceiro e sem muita informação, mas com muita formação, não coloca raposas para vigiar seu galinheiro.

REFORMA POLITICA JÁ!!
TEM ALGUÉM COM FICHA LIMPA PARA CONDUZIR?
Deus Salve a Pátria!!
Walter da Mata
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Ameaça de fechar os templos

Vivemos dias de preocupação. Muita gente acredita que os templos evangélicos podem ser fechados por algum legislador sectário ou mesmo possuído por demônios. Na pior das hipóteses, se isso viesse acontecer, se fecharia templos, mas nunca a igreja, pois a igreja é o templo de Deus instalado no coração de cada um de seus discípulos.

O que me chama atenção é que a Bíblia relata que o próprio Deus desejou que o templo fosse fechado, não por ação externa, mas por causa do “culto” profano que se fazia dentro dele. O SENHOR Todo-Poderoso diz aos sacerdotes: Gostaria que um de vocês fechassem as portas do Templo. Assim vocês não acenderiam mais fogo inutilmente no meu altar. Eu não estou satisfeito com vocês; não vou aceitar as suas ofertas. Ml.1.10

Esses são dias de preocupação, igrejas tem se tornado comitês políticos, pastores em cabos eleitorais, crentes em militantes, em lugar da ministração da Palavra, temos pronunciamentos de restauração do Brasil e chamam isso de culto.Que saudades do sacerdote Finéias. Nm 25. 6-8. Com esta fibra, ele seria o “alguém” que Deus procurou nos dias de Malaquias e com certeza muito útil nos dias de hoje. 

Walter da Mata
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O Mito da Bancada Evangélica

Tenho 56 anos de vida, sigo a Jesus desde minha infância. Só nos últimos 15 anos conheci o mito de que precisamos de eleger parlamentares para a defesa dos interesses da igreja.

Observações:
  • Desconheço que exista algum poder na terra que possa impedir o avanço da Igreja;
  • O período em que a igreja foi mais autêntica, o Estado a perseguia;
  • Se algumas leis forem aprovadas a igreja acaba. MENTIRA!
  • A maior crise da igreja se deu quando casou com o Estado, ficou rica e sem autoridade;
  • Os males internos da igreja, são mais nocivos que os externos;
  • Parlamentar que tem visão de gueto, seja ele qual for, e não se dedica ao bem comum, não é parlamentar, é "pralamentar";
  • A cada pleito eleitoral, cria-se uma "ameaça maligna" contra os evangélicos. MANIPULAÇÃO!
  • Um bom político, pode ser evangélico ou não, precisa ser honesto e entender de gestão pública;
  • Politico evangélico corrupto, envergonha e não abençoa;
Então, como escolher?
  • Olhe a vida pessoal. Ficha limpa!
  • Olhe para o casamento do candidato!
  • Olhe para a competência do candidato!
  • Se ele te oferecer alguma coisa em troca para voce ou sua igreja, fuja dele! É corrupto.
  • Observe se o candidato passa por este crivo e VOTE NELE!!
  • Se além de bom cidadão e bom gestor, ele for discipulo de Jesus de Nazaré, então dê seu voto ao nosso irmão.
BOA ELEIÇÃO!!!
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O Sapo Virou Príncipe

Por mais de uma década ouvimos a condenação ao inferno, do PT e qualquer um que nele votasse . O atual presidente, Lula da Silva, foi declarado como a encarnação do satã. Mensagens "proféticas" e "visões", todas proclamadas em nome de Deus, varreram o meio evangélico, confirmando o lado demoníaco do partido dos trabalhadores.
 
O tempo passou, o Lula ganhou, O PT despedaçou, a visão mudou, o profeta calou, o partido enricou, a teologia política flexibilizou, e muita "gente boa" decidiu cortar o rabo e o chifre do grande satã e vesti-lo com vestes angelicais, adornadas com notas reai$.
 
Quando o PT era dos trabalhadores, pois hoje o vejo como dos aproveitadores, pois dele se aproveitam até os antigos profetas do apocalipse, que se lançam nos braços da Dama candidata, pois é impossivel resistir a atração do poder.
 
Pasmem, acabei de receber um convite para uma reunião em um templo das Assembléias de Deus em Brasília, com "politicos do evangelho" e a candidata do partido.
 
Afinal de contas, quem mudou? O Partido ou a Igreja?
 
Chego a pensar que ninguém mudou, pois ninguém nunca foi! São todos camaleões da conveniência.
 
Partido e "Igreja", ambos são apaixonados pelo poder, pois na lingua portuguesa, poder não é verbo, é VERBA!!!
 
VUVUZELAS NELES!!!
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Eu tinha que ouvir isto

Dia dez de dezembro. Todos corriam aos bancos, muitos servidores nas filas para recebimento de seus salários ou benefícios de aposentadoria. Lá estava eu pagando taxas de serviços públicos. Foi honroso ver uma fila exclusiva para as pessoas da terceira idade, privilégio que mostra que começamos honrar aqueles que dedicaram suas vidas na construção de nossa capital.
Olhava para aquelas cabeças brancas, faces marcadas pelo tempo, que festejavam o reencontro com amigos de antigas lidas profissionais e esperei encontrar pérolas de sabedoria nos diálogos entabulados. Minha frustração foi grande.
Lá estava um antigo servidor, reclamando que o atual governo o estava perseguindo. Sua concessão de transporte alternativo estava sob júdice por envolvimento em acidente com vítima nas estradas de Brasília. Até aí, por não conhecer a verdade dos fatos, não elaborei juízo algum em minha mente, até que outro ancião, que se gabava de sua vitalidade aos oitenta anos para desfrutar dos proventos de servidor inativo, revelou seus valores como cidadão.
Com expressões fortes, tais como: “Quem mandou votar neste homem? A gente tem que votar é em ladrão e desonesto, eles é que seguram as nossas pontas. Temos que votar é em quem tem bezerra que urina ouro. Esse “arrudiador” quer fazer as coisas certas e está acabando com alegria de Brasília.”
Mantive meu silencio, porém me indignava em meus pensamentos. Que tipo de servidor teria sido aquele homem? Que modelo de pai e marido seria ele? Que conselhos daria a seus netos e bisnetos? Seria ele um representante da maioria de nós os brasilienses? Será que nós realmente estávamos satisfeitos com anos de gestão pública que se fazia de cega e permitia perpetuar a ilegalidade no transporte publico, na questão fundiária, e comercial, sustentada pela fome de voto, criando a cultura de que no Distrito Federal a melhor forma de viver é à margem da lei?
Em quanto eu me indignava, lembrei de meu pai, candango desde agosto de 1959, servidor inativo, hoje, octogenário, meu referencial de homem e cidadão e me alegrei por nem tudo estar perdido. Se os canalhas envelhecem, também o fazem os homens de bem. Posso continuar a acreditar que viver obedecendo às leis, pode até não gerar fama, mas dá a garantia de que meus netos habitarão em uma cidade digna.

Com este texto, honro a meu pai, Francolino Rodrigues da Mata, servidor público, pastor evangélico de caráter ilibado, pai e marido exemplar e a todos os candangos que vieram construir e não apenas usufruir de nossa cidade.

Walter Silva da Mata
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