NAVEGUE AQUI

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lágrimas da Terra

A crise no clima revela o lado ilusório da globalização, que é a possibilidade de se globalizar os bens e setorizar os males. A famosa aldeia global nos ensina que poucos não podem prosperar às custas da exploração e opressão de muitos, sem que uma onda gigante retorne em sentido contrário arrastando de volta o que lhes foi tirado. É engano pensar e agir como se a destruição do ecossistema não vai atingir a todos.
Se as mudanças no clima tornarem os campos improdutivos e o produtor passar a condição de consumidor, caminharemos para a auto-extinção, pois teremos: desabastecimento; alta dos preços, bolsões de miséria; agravamento dos desajustes sociais, manifestados por alcoolismo e consumo de droga; estrangulamento dos sistemas de saúde, educação e segurança; maior paternalismo do Estado, com a conseqüente a anulação de autonomia cidadã; crise habitacional; escassez de água e energia.
É salutar que em nível mundial, os governos e ONGs se mobilizem a fim de frear a degeneração do planeta e estruturar, no que ainda for possível, a reparação dos danos à casa de todos nós, pois ela deve ser entregue às gerações futuras em condições de habitabilidade. Isso faremos, por meio de leis de proteção ao meio ambiente; equipar os educadores quanto a questão ambiental e inseri-la como matéria obrigatória em todos os níveis escolares; viabilização da coleta seletiva do lixo e reciclagem; implementar projetos de energia limpa e renovável; dar um basta no desmatamento predatório; proteger os mananciais; restaurar as matas ciliares; impor restrição aos produtos cuja a origem é alta finte de poluição; investimento em irrigação controlada, tratamento do solo e preparo técnico do homem do campo; valorização do produtor libertando-o das algemas do atravessador; viabilização do escoamento da produção e pequenas indústria junto ao setor de produção.
Tudo isso, passa por valorizarmos mais o ser humano e menos as estruturas econômicas que estão montadas em cima do pensamento que a terra nunca ia chorar suas perdas.

Walter da Mata
COMPARTILHE:

Nenhum comentário:

Postar um comentário