NAVEGUE AQUI

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O QUE DIZER LÁ EM CASA?

Não foi fácil voltar para casa. Na verdade, peguei uma vereda alternativa, esperei e penumbra e entrei em casa pela porta dos fundos, pois não gostaria que as pessoas me vissem e muito menos que me identificassem. Afinal, fazia semana que eu saíra de casa, pela porta da frente, muito festejado: minha esposa e meus filhos acenavam com folhas de palmeira, cantando e chorando, um misto de alegria e apreensão; meus vizinhos, idosos e crianças, me cumprimentavam com a esperança de que o futuro tão desejado estava chegando.
Todos depositavam em mim suas expectativas de que chegaram ao fim os sete anos de opressão: de gado roubado, lavoura saqueada e de filhos assassinados. Muito emocionado, acenei para eles e fui atender ao toque da trombeta que convocava os homens de Israel para lutarem ao lado de Gideão, contra os midianitas.
Hoje, era diferente, era o dia da volta, entreguei ao comandante a provisão e a trombeta, pois quando soube que nossas armas eram trombetas, cântaros e tochas, me filiei à maioria dos outros vinte e dois mil soldados que assumiram publicamente sua covardia e timidez, afinal é melhor um covarde vivo, que um herói morto. (Jz 7.3,8) Só ainda não sei o que dizer a minha esposa e filhos, mas eu sabia: o homem da casa era um covarde.
Esta me parece ser a crise atual dos homens, pois estão cada vez mais se submetendo a jugos, opressões e sistemas iníquos, silenciados pela conveniência de continuarem vivos, mesmo que à custas de sua integridade e autoridade.
Que Deus me ajude a caminhar com os poucos que exercitam a fé, mesmo com risco de suas vidas, a caminhar com aqueles que precisam explicar em casa, tamanha covardia!
Walter da Mata
COMPARTILHE:

6 comentários:

  1. Muito bom, parabéns pela riqueza de sabedoria que Deus lhe deu para de uma passagem biblica trazer a tona a realidade de nossa vida presente. Infelizmente a maioria dos homens escolheria ser o covarde e me incluo dentre eles, Deus tenha misericórdia de nós e aumente a nossa fé para termos coragem para sermos um dos 300 e não apenas mais um dos covardes.

    ResponderExcluir
  2. Estou diante de uma situação em que necessito deixar a covardia de lado e correr riscos para romper. Que Deus abençoe e avive uma geração de homens que tem sofrido da crise de hombridade.

    Fique na paz.

    Guímel.

    ResponderExcluir
  3. Ótimo artigo!!! Meus parabéns!!!

    No amor do Mestre,

    Bruno Oliveira.

    ResponderExcluir
  4. Graça e Paz á todos!!!

    Muito oportuno essa passagem biblica meu caro Pastor,com certeza é um dos sérios problemas por qual as igrejas estão atravessando,há um espirito maligno dentro das igrejas que produz a covardia espiritual.
    Mencionamos ser cristãos,mas temos vergonha de pregar-mos o evangelho, Mencionamos ser cristãos mas,sentimos vergonha de falarmos de Jesus para as pessoas,é muito triste,é sempre o mesmo jargão...não devemos misturar religião com trabalho ou vida social!!Que Deus nos ajude,a nos libertar-mos desse espirito de covardia.

    Shalon!!

    ResponderExcluir
  5. Ótima colocação, realmente a humanidade vive um padrão pregado pela grande mídia e nessa humanidade está inserida a igreja, que infelizmente tem sofrido mais influência do que tem influenciado, é triste ver a direção de igrejas hoje, apoiando políticos e até mesmo pastores se candidatando, vamos ficar coma as trombetas e os cântaros.

    ResponderExcluir
  6. Deus lhe abenções pastor, e fico admirado com Deus pode através da sua multiforme graça usar os seus Servos. Fico felz pois sei que ainda tem profeta na terra. Deus seja louvado.

    ResponderExcluir