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domingo, 17 de outubro de 2010

Como a igreja deve fazer política

Quando considero que política é arte de cuidar dos interesses comuns e aqui estão os principais: educação, saúde, segurança e trabalho,  pois pertencem a todo cidadão, seja ele de qualquer sexo, classe social, religião, ou mesmo sem religião, entendo que a igreja deveria encabeçar esta luta. A grandeza desta luta é que ela não é de direita, nem de esquerda, conservadora ou reacionária, não pertence a nenhum partido, não está restrita a um país,  portanto cabe direitinho dentro de um dos papéis da igreja: o combate as injustiças.

Imagino a igreja, acima de qualquer cor ideológica e sem ser fisiológica, fazendo do dia do evangélico ou dia  do aniversário da cidade,  um dia de manifestações por estes direitos básicos. 

Sonhe comigo: todos os pastores das cidades, arregimentando seus fiéis e protestando contra a situação vergonhosa que é a saúde pública.  Quem sabe cercando de mãos dadas o hospital da cidade, com faixas em nome dos evangélicos, fazendo oração pelos enfermos e  cantando louvores a Deus .

Por que nós pastores não fazemos isto? Não o fazemos, porque um número significativo está encabrestado por verbas recebidas, empregos fantasmas e concessões ilegais. E quem come da mesa do rei, têm que aplaudir o rei, mesmo que não queira.

Pense no impacto de um movimento deste!

Como a impressa noticiaria isto?

O mundo inteiro saberia que os crentes em Jesus tem visão de cidadania e não de balcão de negociatas.
Sonhe com independência dos nossos pastores, para toda vez que nosso governo Federal, Estadual e Municipal, pisar na bola, independente de qualquer partido, nossos Conselhos, Convenções, Sínodos e outros,  soltarem uma nota paga na imprensa, clamando por lisura com o bem público.

Para que isto aconteça, precisamos ser livres e independentes. E isso ainda não somos, mas podemos ser.

Que Deus nos ajude!!
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4 comentários:

  1. Parabéns pela lucidez no texto. Isso mostra que ainda há líderes preocupados com ética e moralidade. Até quanto teremos de nos distanciar da luta por ver a nossa cidade ser alvo de uma boa administração, só o tempo dirá.

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  2. Vou sonhar com o Senhor pastor,e orar para que Deus levante cada vez mais homens e mulheres que comprometidos com Ele, comprometam-se também com o próximo, e façam a diferença.... eu amei a ideía de ir pra frente dos hospitais e fazer uma marcha como em Jericó, orando e louvando a Deus e clamando pelas mudanças.
    Grande abraço
    Sandra

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  3. Caro Walter,
    Concordo plenamente com você.
    Estou cada dia mais convencido de que Deus espera que nós, os cristãos, preocupemo-nos menos com a posição a ser ocupada e muito mais com a influência a ser exercida em nosso tempo.
    Quando olho para exemplos bíblicos vejo homens como Elias e João Batista que não estavam em posições privilegiadas, mas faziam os governantes tremerem diante da assertividade de suas palavras.
    Até mesmo a menina judia, servindo na casa do general Naamã, fez a diferença em seu contexto. Mesmo com a distância dos séculos a nos separar, ainda podemos ouvir a sua voz firme: “...Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” (2Rs 5.3).
    Não necessitamos da posição, e sim de posicionamento.
    Não precisamos estar todos os dias nos “palácios”, mas quando formos convocados a comparecer, que o façamos com autoridade profética.
    Um grande abraço,
    Pr. Elias Teixeira da Silva

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  4. ESTOU FELIZ...
    MUITO FELIZ POIS ACREDITO NUMA IGREJA QUE NÃO DEVE NADA PRA NINGUÉM...
    A NÃO SER O "AMOR"...

    PARABENS!

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