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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RECEBI UM PRESENTE DO REV. MOON


Alguém, em nome de uma instituição por nome Federação Inter-Religiosa Internacional para a Paz Mundial – IIFWP me presenteou, deixando na secretaria na igreja onde sou pastor um livro com o título de: Um cidadão do Mundo que Ama a Paz.
A dedicatória era efusiva e desafiadora: eu estava sendo convocado para uma parceria de construir um Mundo de Deus.
O livro é uma autobiografia do comentado Rev. Moon. Nele, sua vida quase octogenária é exposta desde sua mísera infância até sua opulenta vida de milionário. Um grande empreendedor, um místico, uma teologia própria e diz ter um chamado especial para completar a obra que Jesus de Nazaré não deu conta, pois, deixar-se crucificar foi obstrução ao plano divino: Jesus fracassou.
Alguns de seus pontos doutrinários conflitantes com a bíblia:
  • Deus lhe comissionou a construir um mundo onde não há pecado e nem a Queda; (83)
  • O pecado do Éden foi relacionamento sexual antes da hora; (83)
  • Seu escrito: Principio Divino é citado como Palavra de Deus; (127)
  • Jesus virá em corpo físico à Coréia, do mesmo modo que Elias veio como João Batista; (130)
  • O meu sofrimento tem o objetivo de limpar o pecado original cometido por Adão e Eva; (151)
  • O sofrimento de alguém hoje expia o pecado de seus antepassados; (245)
  • O casamento tem significado na eternidade. Ele mesmo realizou o casamento do espírito de seu filho falecido com uma moça pretendida. Ela entrou no templo com a foto do noivo. (228)

Sem dúvida é um homem influente em todas as nações. Sua instituição acumula uma fortuna invejável, seu sonho com a paz mundial atende anseios dos povos, porém, sua doutrina confusa e mística nega a pedra principal de nossa fé: O sacrifício de Cristo na cruz é única forma de expiação do pecado. Só em negar isso, já negou toda a Bíblia.
Mesmo sendo sua teologia um desastre, ele tem atraído muitos líderes cristãos, pois $eu$ valore$  $ão muito atraente$.
"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis" (2Jo 10)
Eu nem sei como me acharam...
Walter da Mata

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AJUNTANDO O LIXO

Confesso que fiquei indignado, pois os três sacos de lixo que foram deixados no ponto de coleta em frente minha casa, não foram recolhidos no dia certo e algumas pessoas passaram pela rua em busca de alimento ou mesmo objetos que lhes fossem úteis e rasgaram todos os sacos de lixo dos moradores do conjunto onde moro. Não havia nenhum que não estivesse revirado e com restos alimentares, garrafas pet, pratos e copos descartáveis espalhados nas calçadas.
Indignado com quem espalhou o meu lixo, recolhi e recondicionei tudo aguardando a coleta.
Depois de meu acesso de indignação, uma pergunta me perturbou: será que minha indignação era justa? Fiquei envergonhado, pois eu nem pensei porque seres humanos, todos iguais a mim, precisam viver como se fossem cães vadios em busca de alimento.
Então voltei a indignar-me, agora comigo mesmo, por tê-lo feito pela razão errada.  Porque nunca aprendi a me indignar pelas razões certas? O meu lixo pareceu-me mais importante que um ser humano. O que tem de tão errado em meus conceitos? O alívio vem de poder pensar que o único torto sou eu. Será?
Porque em um país tão rico, alguns patrícios precisam viver assim? Talvez alguns estejam lá por escolhas erradas, outros porque foram feridos em suas emoções e perderam o brilho da vida e outros, por certo, nem tiveram opção, já nasceram na sarjeta. Os porquês têm suas respostas, mas não apresentam as soluções.
Nós brasileiros precisamos deixar a passividade de ver gente na miséria profunda, enquanto somos sugados, roubados, espoliados e engodados por uma casta política endemoninhada que se compraz na opressão, pois, a bíblia diz que o papel do satã é matar, roubar e destruir, então posso inferir que quem executa essas três ações, no mínimo, está sob influência do bicho ruim.
Aqui, não faço exceção, pois neste final de governo que se dizia antielitista, vimos proletários tornarem-se burgueses e, no apagar dar luzes, o congresso vota o salário mínimo de miséria para o povo, enquanto o “polvo” recebe um percentual astronômico. Lembrei-me de uma frase: “Nada mais burguês que o operário no poder”
Talvez, por não saber indignar-me de forma correta contra os tentáculos que geram a pobreza, fico indignado porque o pobre existe.
Preciso matricular-me numa escola de cidadania. Será que ela existe?  Se existir, será que temos professores? Se alguém souber, passe-me o endereço, pois pretendo indignar-me pelas razões certas.

Walter da Mata


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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

DIAMANTES

Para se tornarem a jóia que hoje são
Pedra preciosa, diamante sem comparação
Francolino e Heroína, nas mutações do tempo
Suportaram a pressão e  o calor da provação

Não se faz do casamento, uma jóia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

O homem duro, lavrador, garimpeiro de ilusão
Se encanta com Heroina, a frágil escrivã
E em campo de futebol e pista de avião
Deram asas ao amor, se renderam a paixão

Não se faz do casamento, uma jóia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

Ocultos no coração da terra, sob fogo e pressão
Como  o amor da juventude, Nascem os diamantes,
Prontos, surgem preciosos na rocha do tempo
E seres apaixonados, se fundem em corpos amantes


Não se faz do casamento, uma joia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

Filhos, noras, genros, netos e bisnetos
Aprendizes, com vocês, na arte de garimpar
Mas em nossos casamentos
Há muito, muito o que lapidar

Não se faz do casamento, uma joia para durar
Quem o calor e a pressão, decidiu não suportar

POEMA EM HONRA AOS 60 ANOS DE CASAMENTO DE MEUS PAIS:
FRANCOLINO E HEROINA. 15/11/1950 - 15/11/2010

Walter da Mata




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UM BISPO DE VERDADE!


Na sessão especial do Senado Federal, realizada  nesta terça-feira, 21 de dezembro, vimos algo inusitado, quando se trata da liderança religiosa do Brasil: um expoente religioso recusar uma comenda pública.
O estranho e o inusitado, não é a oferta, mas a recusa. Sempre haverá uma oferta para nos deixar inebriados, o que precisamos decidir é o que fazer diante do cheiro do “ensopado de lentilhas” e a nossa fome de sermos reconhecidos pelos homens.  Tal recusa não é do nosso perfil, pois mesmo com prejuízos significativos para o nosso ministério e chamado, somos seduzidos por uma proposta da “raposa”. (Lc 23.8 e 13.31-32).
Digno de reflexão para nós pastores, é o fato de que tal líder não milita na raia evangélica, é um bispo católico que nos dá uma lição de ética e respeito pelo seu povo.  O bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda, em protesto contra o aumento de 61,8% aos parlamentares aprovado pelo Congresso Nacional na última semana, enquanto o mesmo Congresso, se mantém conivente com a política opressora, quando se trata do reajuste do salário mínino.
Na visão de Dom Manuel, se aceitasse a  Comenda de Direitos Humanos,  estaria agindo contra esses direitos. Suas palavras: "O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria. Isso não acontece! O que acontece é um atentado contra os direitos humanos de nosso povo".
Não ouvi e nem li, pronunciamento dos parlamentares evangélicos contra os desmandos da “casa da raposa”, tanto mandatários atuais, como dos que assumirão o próximo mandato. Nenhuma Convenção Nacional ou Regional de qualquer denominação fez uma nota de protesto na TV ou Jornal.
Não é fácil falar contra a raposa e em beneficio do povo, pois afinal “a raposa” dera uma força para a reforma do Templo e a religião está funcionando com a benção do Estado. Só o peripatético de Nazaré poderia enfrentar a raposa, pois o seu reino não é deste mundo, mas enquanto aqui estava, cuidou da fome e da saúde de seu povo.
Meu desejo é ver os pastores do Brasil, levantando suas vozes e exigindo do Estado sua responsabilidade social com a Educação e a Saúde de nosso povo. Particularmente, estou desafiando os pastores da cidade de Sobradinho-DF, onde moro, a que em Maio, no dia do aniversario da cidade, façamos um manifesto publico, em frente ao hospital da cidade, exigindo que o pronto socorro do hospital, seja substituído por uma estrutura nova e que revele respeito a pessoa humana. 
Walter da Mata

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EU ME ENVERGONHO

Paulo disse: “ Não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para Salvação de todo o que crê.” Nos seus dias, assumir seu compromisso com o Evangelho, significava pensar e viver diferente  da religião, política, da filosofia e da ciência.
  • Na religião, era vergonhoso crer na ressurreição de Cristo, ter uma vida sem ostentação, e aguardar a volta de Jesus em glória;
  • Na política, assumir Jesus como seu Senhor e Rei, era confronto certo;
  • Na filosofia, ter um Deus, que “não teve por usurpação ser igual a Deus”, mas que se humilha e se permite crucificar, era vergonhoso;
  • Na ciência, a história de ter se encontrado com Deus e escutado sua voz e chamado, quando ia a Damasco, fugia à razão;
Mas Paulo, não se envergonhava, continuava recontando seu encontro com Cristo, pregando o cumprimento das Escrituras, os ensinos de Cristo, sua morte, ressurreição, seu retorno glorioso, ressurreição dos mortos e o arrebatamento da igreja. Disto também, eu não me envergonho.
MAS EU ME ENVERGONHO:
  • Da mercantilização do evangelho. Vendemos relíquias como meio de graça: rosas, toalhas com suor santo, sabonete, sal grosso, espada de São Jorge para lutar contra satanás, óleo do monte das oliveiras e outras tantas;
  • De como visões, sonhos e as experiências de “arrebatamento”  individual, se tornam como fonte de doutrina;
  • De ver, como em nosso meio, boatos são vendidos como fatos, mas quando se é conveniente, fatos são vendidos como boatos;
  • De que pastor tenha outro preço, além do sangue precioso de Jesus;
  • De fazermos política eclesiástica, e ainda usando as mesmas regras e valores mundanos;
  • Da ausência de qualidade e integridade de pessoas que portam uma credencial de pastor;
  • De quem despreza o estudo teológico, mas me envergonho mais ainda de quem confunde formação teológica, com o chamado de Deus para pastorear;
  • De ver a igreja assumir posturas “politicamente corretas”, mesmo contrariando os princípios da Palavra de Deus, apenas para “ficar bem na fita”;
  • De chegarmos tão fragmentados ao centenário das Assembléias de Deus no Brasil,  a ponto de não termos condições de celebrar juntos;
  • De nossa fragmentação, pois ela nos impede de termos uma rede educacional, do básico ao superior;
  • De que este “negócio chamado igreja”, está cada vez mais desvalorizado, enquanto cresce, e como cresce,  esta “igreja chamada negócio”;
  • De que não sentimos vergonha de todas essas mazelas;
Como eu sonho com uma nova maneira de ser pastor, de liderar, de gerir as finanças eclesiásticas, de formar e  ordenar obreiros. Que Deus me ensine a me envergonhar das coisas de que se deve envergonhar e a não me envergonhar dos fundamentos do evangelho de Cristo, pois “eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar. Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar”
Walter da Mata

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