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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CASA ABANDONADA


         O templo de Jerusalém estava com a obra paralisada. As muitas intrigas entre os povos da terra e o rei da Pérsia resultaram em suspensão da reconstrução por parte de Zorobabel e sua equipe.
         Tal fato deveria resultar em oração, jejum e clamor por uma intervenção divina contra os opositores, mas não foi isso que aconteceu, pelo contrário, as pessoas acomodaram-se e voltaram-se para seus próprios interesses. Suas casas foram ampliadas com luxo, seus campos expandiram-se, ficando notória a prosperidade dos moradores de Jerusalém, mas Ageu os convida a  refletirem sobre um detalhe muito intrigante: a prosperidade não trouxe a satisfação esperada.
  • Semearam muito, mas a colheita não dava para matar a fome;       
  • Comiam, mas não se saciavam;
  • Vestiam-se, mas continuavam com frio;
  • O pagamento entrava, mas era como se o bolso estivesse furado;
  • O muito nunca bastava, sempre havia uma necessidade a mais.
           O profeta faz o diagnóstico do paradoxo econômico: a insatisfação tinha sua origem na falta de investimento na casa do Senhor. Como o que era de Deus ficava retido, Deus soprava uma necessidade que arrebatava para longe o recurso trazido para casa e isso impedia a satisfação. (1.9) Isto parece com a historia vivida por muitos membros das Igrejas: quanto mais ganha, mais falta.
           Ageu desafia o investimento. Trazei madeira. Minha é a prata e o ouro. O povo atendeu e Deus lhes deu satisfação.
          O profeta lembra que, antes de obedecer, o povo esperava muito e levava pouco (2.15-16), mas agora, com a casa do Senhor abastecida pela contribuição de cada um, olhe só a promessa de Deus: “Mesmo que não haja trigo nos depósitos, mesmo que as parreiras, figueiras, as romãzeiras e as oliveiras não tenham produzido nada, de hoje em diante eu os abençoarei”.
             A mensagem de Deus é: seu sustento e sua satisfação vêm de mim!
             Que a prosperidade pessoal reflita na prosperidade da Igreja, lembrando que nossa satisfação vem de Deus e não do quanto ganhamos, pois é a benção do Senhor que enriquece!

Para refletir:
1- Você conhece alguém que recebe pouco em salário, mas investe com regularidade na casa do Senhor e por isso desfruta de satisfação?
2- Você conhece alguém que recebe salário significativo, mas retém o que é de Deus e seus recursos nunca lhe dão satisfação?


Walter da Mata    
AD. Manancial - Sobradinho -DF
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4 comentários:

  1. Muito bom texto. Calou fundo ao meu coração. Quero neste novo ano, ser como o 1º. Investir com regularidade no Reino na minha vida e familia em prol do reino!

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  2. Ricardo (blackmano)8 de janeiro de 2011 08:45

    Temos que realmente colocar prioridade neste pensamento, pois a "Obra do Senhor" precisa muito da nossa ajuda, e como povo escolhido temos que ter grande satisfação em compartilhar nossos ganhos com a Igreja. Que Deus abençoe cada dia mais, esses pensamentos, e nos faça crescer como filhos do Senhor, em reflexão e obras.

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  3. Realmente, quantos de nós não estamos exatamente dessa maneira: insatisfeitos apesar de até mesmo ganharmos um bom salário, porém esquecemos que tudo provém d'Ele e é para Ele.
    Meu amado e querido Walter que bom foi refletir sobre essa grande realidade, onde o povo que se chama pelo nome d'Ele gosta de mudar as ordens estabelecidas por Aquele que tudo pode!!!

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