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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Dança das Cadeiras


 
A cena é assim descrita: Uma bela paisagem do mar da Flórida e na varanda do hotel cadeiras enfileiradas lado a lado, uma quase centena de pessoas mirando o horizonte. A cena era muda, imóvel, sem sorrisos e sem abraços, cada um voltado para si mesmo. Larry Crabb, em seu livro “O lugar mais seguro da terra”, a descreve como inefavelmente triste. Sua esposa sentiu vontade de dançar e cantar bem alto na esperança de trazer para vida, pessoas tão ricas, mas que estavam vivendo de maneira tão pobre em um dos lugares mais aprazíveis da terra.

Sua vontade era quebrar a ordem das cadeiras que afastava as pessoas e as mantinha seguras, enquanto protegiam suas inseguranças e implementar a desordem dos relacionamentos, que não tem muita liturgia, mas, aproxima as pessoas a fim de  sentirem-se seguras para externar suas inseguranças. A palavra de ordem seria: virem as cadeiras.

Que bom que muitas igrejas têm sonhado com cadeiras  viradas, já realizaram um sonho que eu ainda não pude viver, substituir bancos por cadeiras desconectadas, móveis e que permitem pequenos grupos de compartilhamento em qualquer momento de um culto. Mas não basta virar as cadeiras e colocá-las para dançar. Nossos corações precisam estar voltados uns para os outros, nossas almas precisam desejar o baile dos relacionamentos, algumas vezes movidas por música de celebração, outras por gemido do sofrimento, da confissão, do abraço que cura e, até mesmo, dançar o silêncio altissonante da morte, antes mesmo de virarmos as cadeiras. Antes de mover o corpo, precisamos mover a alma e o espírito.

A forma como nos organizamos como comunidade, seja ela família, igreja, presbitério, corpo de obreiros e convenção se parece muito com uma vitrine de loja de perfumes, os frascos são belos, ornamentais, mas hermeticamente fechados, um jamais sabe odor que tem dentro do outro.  Pasmem, descobri em uma pesquisa que muitas vezes o frasco tem custo maior que a essência. Você paga mais pela estética do que pelo perfume.

Em minha corrida ministerial, desejo ver Deus removendo a tampa da minha vida e dos belos frascos que estão ao meu redor, seja na família, igreja, cidade ou convenção de pastores, para que sejamos conhecidos não pelo “design” e pelo colorido que exibimos nas vitrines das igrejas, mas pelo odor, se mal cheiroso, como no caso de Jacó entre os Siquemitas: “ ... fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra...” (Gn. 34.30 - ACRF), subamos a Betel,  lugar onde tudo começou, para um recomeço (Gn 28. 10-22); se for “o bom perfume de Cristo” (II Co. 15-16), que se exale de nós o olor que cura a alma de quem se permite sentar ao nosso lado nas cadeiras do pastoreio de pastores e esposas, que estão  espalhadas por todo o Brasil e em muitas partes do mundo.

Procure uma destas cadeiras!

Visite:
• Site do MAPI – Ministério de Apoio a Pastores e Igrejas, ele oferece cadeiras do pastoreio em vários países.
• Blog: http://ichtus.com.br/ppad/ -Pastoreio entre os líderes da Assembleia de Deus.
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