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quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Canto das Sereias

Li um texto do Pr. Ricardo Gondim que reforçou muito a minha convicção de que pastores precisam ser pastoreados, acompanhados e, até mesmo, protegidos dos ataques externos e dos que nascem dentro deles. Paulo, falando aos pastores de Éfeso, advertiu: lobos entrariam no meio deles (At 20.29), e que eles mesmos produziriam lobos em pele de pastor (At 20.30). Russell Shedd e Jeremias Pereira falaram: "há um pouco de lobo em cada um de nós.” (Líder que Brilha – 153 - David Kornfield)


A mitologia grega  fala de uma ilha onde habitavam sereias, famosas não só por seu canto, mas, muito mais por seu encanto.  Nenhum navio atravessava aquelas águas sem que terminasse  estourado nas rochas e marinheiros mortos nas praias. A cena era o regozijo das sereias, sentiam-se fortes, poderosas e dominadoras.

Um dia, um deus grego por nome de Orfeu, que era poeta e músico, filho de Apolo e da musa Calíope, aceitou o desafio de vencer o encanto das sereias. Montou um barco e quando chegou próximo à ilha do encanto e seus marinheiros começaram a perder o controle de suas vidas e do barco, Orfeu saca sua Lira e dela extrai uma canção de envolvimento superior. Seus marujos se voltam para ele, pois diante de tanta magia, a música das sereias tornara-se desprezível. Assim, atravessar aquelas ilhas deixou de ser algo impossível, pelo menos para um deus grego. Ele as venceu por sua força, habilidade e superioridade.

Um homem grego, chamado Ulisses, decide percorrer a trilha do perigo e para tanto, orienta seus companheiros de navegação quanto ao perigo da travessia, pois nenhum humano saíra de lá vivo:

1- Eles poriam cera nos ouvidos, menos Ulisses;
2- Eles amarrariam Ulisses no mastro e o prenderiam, não importasse  quanta força fosse necessária;

A lenda termina com Ulisses e seus marujos vivos, embora eles tivessem alguns ferimentos causados pelos seus leais companheiros de caminhada.  Eles resistiram por algumas razões:

1- Sabiam de suas fraquezas, pois não eram deuses;
2- Acercaram-se de companheiros. Sozinhos não;
3- O próprio Ulisses delegou  autoridade sobre sua vida. Podiam apertar o nó.
           
Nós pastores, não somos deuses e em nossa jornada ouvimos sempre o canto das sereias. É muito bom quando estamos caminhando com um grupo, no qual se desenvolvem relacionamentos comprometidos e saudáveis para proteção mútua.  Isso é pastoreio de pastores. É gente que sabe que precisa de gente.

Walter da Mata
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Arão, 90% no IBOPE

Um governo bom quase sempre é medido pelo índice de aprovação popular e nosso último presidente deixou o governo com índices de até 90% de aprovação. Isso fez dele um homem festejado no Brasil e fora dele. A dose amargosa de controlar o Estado ficou de herança para sua sucessora.

Toda aprovação popular parece boa, mas quando pensamos que um líder deve fazer o que a nação precisa e não o que ela quer, fica óbvio que nem sempre popularidade significa sucesso. Nas palavras do James Hunter, em o Monge e o Executivo, “líderes e pais existem para suprir necessidades e não vontades”. Em suma, líder existe para fazer a coisa certa.

No livro de Êxodo, capítulo 32, temos um líder que transigiu os princípios divinos para atender a voz do povo. Enquanto Moisés estava no monte, um movimento popular criou um programa intitulado: Saudades do Egito. O poder manifesto do Deus invisível agindo nas dez pragas, abrindo o mar vermelho e enviando o maná gracioso, eram coisas do passado, agora se desejava um deus visível, à moda egípcia. 

O líder Arão, toma a decisão populista, fazer o que o povo pediu, mesmo sabendo que isto feria a santidade do Senhor que os tirou da terra do Egito e, como ele mesmo se justificou diante de Moisés, o povo era inclinado para o mal (32.23).  Logo a festa pagã estava instalada, um bezerro de ouro, com selo de fabricação de Arão, ocupava o coração dos israelitas. O líder prevaricou. E como todo populista, ao ser confrontado por Moisés, ele justificou com um clássico: “Eu não sabia. Simplesmente o povo me entregou o ouro e quando eu joguei no fogo, saiu um bezerro.” Milagre!!!!

A busca de popularidade teve um preço muito alto: as tábuas da lei foram quebradas e três mil homens foram mortos pela espada dos levitas. Moisés faz intercessão pelo povo, mas a jornada segue com a marca do pecado: “conduz o povo... mas no dia da minha visitação, punirei o pecado deles” (32.34). O prejuízo só não foi maior porque o índice não era de 100%, os levitas se mantiveram fiéis à aliança. Quando se trata de princípios, 10% valem mais que 90%.

Arão era escolhido de Deus, um líder no qual Moisés se apoiava, e veio a ser o primeiro sumo sacerdote hebreu, mas sucumbiu ante à tentação de agradar aos homens em detrimento à vontade de Deus. 
Arão e os seguidores do “Twitter - Saudades do Egito”, tiveram de engolir, em forma de suco, o bezerro de ouro, o deus criado por eles. (32.20)

Em tempos em que aprovação popular tem peso considerável entre líderes cristãos e que se aprecia ouvir nomes e títulos sendo ovacionados e muita mentira é vendida, vendida mesmo, como verdade, vale perguntar: A quem queremos agradar?  De quem precisamos receber aprovação? No futuro, o que teremos de engolir?

Que Deus me ajude a viver como um levita!

Pr. Walter da Mata
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eu não sei seu nome, mas obrigado.

Foto: Steven Chenn
 A corrida podia ser dada como ganha. Vanderlei Cordeiro estava com boa vantagem sobre o segundo colocado; de surpresa, um padre irlandês, ativista religioso, invadiu a pista e arrastou nosso compatriota para a calçada, tirando-o da corrida. Seus quarenta segundos de vantagem desapareceram, desconcentrado, perdeu o ritmo e seus concorrentes tomaram-lhe a dianteira. Tudo isso não o tirou do foco, logo que se desvencilhou, voltou à pista e sua medalha de bronze teve brilho de ouro.

A imprensa deu o destaque merecido ao feito do atleta, fez suas críticas ao comitê organizador e criticou a descabida trapalhada do vigário, porém, quem viu as imagens sabe que alguém muito importante ficou fora dos noticiários. Um homem idoso, calvo e de barbas brancas, salta o cordão de isolamento, trava uma batalha com malfeitor e liberta nosso atleta e o devolve para a corrida. Que gesto honroso e digno de admiração!

A bíblia diz em Hb 12.1-2, que nós também estamos numa corrida, a maratona da fé, e muitos atletas, alguns listados na galeria dos heróis da fé, já a completaram com louvor, não obstante os muitos “irlandeses”  que surgiram no meio da corrida,  impedindo-os de avançarem. Com certeza, para cada um deles, Deus levantou alguém para ajudá-los a escapar dos embaraços: Moisés teve Jetro, Davi teve Natã, Josué teve Moisés, Eliseu teve Elias, Marcos teve Barnabé, e muitos outros.

Talvez, você esteja embaraçado, à margem da pista, foi arrastado para a calçada do desânimo, materialismo, engano, sensualidade, amargura, auto-piedade, auto-suficiência e sabe que, se ninguém te ajudar, você não voltará à pista da corrida da fé. Deus, por meio de um grupo de mentoria e pastoreio, tem pessoas dispostas a lutarem com você para devolvê-lo à maratona da fé e lida ministerial, para que sua corrida temporariamente interrompida, não se transforme em derrota. A bíblia não apresenta lista, mas faz menção de um grupo de derrotados (Hb 10.39), e você não vai querer fazer parte dele.

Volte para a corrida, procure um grupo de mentoria e pastoreio para que você tenha parceiros que possam arrancar você das mãos malignas que querem te impedir de chegar ao pódio.

“...Portanto, deixemos de lado tudo que nos atrapalha e o pecado que agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós.” (Hb 12.1)

Lembre-se disso: Deus tem um pódio para você e sem ajuda você não voltará para a corrida.

Na sua cidade: procure o grupo de pastoreio de pastores e esposas.
No DF, temos em:
Sobradinho: AD Manancial Qd 15 AR 01 - 61-35917664
Plano Piloto: CEADDIF, L2 Sul.  61-3224-9817
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