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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Arão, 90% no IBOPE

Um governo bom quase sempre é medido pelo índice de aprovação popular e nosso último presidente deixou o governo com índices de até 90% de aprovação. Isso fez dele um homem festejado no Brasil e fora dele. A dose amargosa de controlar o Estado ficou de herança para sua sucessora.

Toda aprovação popular parece boa, mas quando pensamos que um líder deve fazer o que a nação precisa e não o que ela quer, fica óbvio que nem sempre popularidade significa sucesso. Nas palavras do James Hunter, em o Monge e o Executivo, “líderes e pais existem para suprir necessidades e não vontades”. Em suma, líder existe para fazer a coisa certa.

No livro de Êxodo, capítulo 32, temos um líder que transigiu os princípios divinos para atender a voz do povo. Enquanto Moisés estava no monte, um movimento popular criou um programa intitulado: Saudades do Egito. O poder manifesto do Deus invisível agindo nas dez pragas, abrindo o mar vermelho e enviando o maná gracioso, eram coisas do passado, agora se desejava um deus visível, à moda egípcia. 

O líder Arão, toma a decisão populista, fazer o que o povo pediu, mesmo sabendo que isto feria a santidade do Senhor que os tirou da terra do Egito e, como ele mesmo se justificou diante de Moisés, o povo era inclinado para o mal (32.23).  Logo a festa pagã estava instalada, um bezerro de ouro, com selo de fabricação de Arão, ocupava o coração dos israelitas. O líder prevaricou. E como todo populista, ao ser confrontado por Moisés, ele justificou com um clássico: “Eu não sabia. Simplesmente o povo me entregou o ouro e quando eu joguei no fogo, saiu um bezerro.” Milagre!!!!

A busca de popularidade teve um preço muito alto: as tábuas da lei foram quebradas e três mil homens foram mortos pela espada dos levitas. Moisés faz intercessão pelo povo, mas a jornada segue com a marca do pecado: “conduz o povo... mas no dia da minha visitação, punirei o pecado deles” (32.34). O prejuízo só não foi maior porque o índice não era de 100%, os levitas se mantiveram fiéis à aliança. Quando se trata de princípios, 10% valem mais que 90%.

Arão era escolhido de Deus, um líder no qual Moisés se apoiava, e veio a ser o primeiro sumo sacerdote hebreu, mas sucumbiu ante à tentação de agradar aos homens em detrimento à vontade de Deus. 
Arão e os seguidores do “Twitter - Saudades do Egito”, tiveram de engolir, em forma de suco, o bezerro de ouro, o deus criado por eles. (32.20)

Em tempos em que aprovação popular tem peso considerável entre líderes cristãos e que se aprecia ouvir nomes e títulos sendo ovacionados e muita mentira é vendida, vendida mesmo, como verdade, vale perguntar: A quem queremos agradar?  De quem precisamos receber aprovação? No futuro, o que teremos de engolir?

Que Deus me ajude a viver como um levita!

Pr. Walter da Mata
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