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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Atraído Por Deus


Eu, um pastor?

Aos doze anos, tomei minha decisão: seria um discípulo de Jesus. Desci às águas do batismo, recebi a graça do batismo no Espírito Santo e passei a sonhar com a igreja triunfante, fazendo diferença na terra por meio da evangelização.  O estudo das Escrituras prendeu-me a atenção e logo o desejo de conhecê-la cada vez mais empolgava minha vida, com o mesmo ardor que ainda sinto quarenta e cinco anos depois.


O chamado ministerial veio em meu coração e eu imaginava em envolver-me com qualquer um deles: evangelismo, ensino, administração, menos o pastoral.

Mas por razões que são definidas no céu, Deus não raramente se manifestava em minha vida e colocava o chamado pastoral em meu coração adolescente. Mas eu fugi, tinha um sonho de tornar-me um profissional, ganhar dinheiro, casar-me, formar uma família e dar um pouco de tempo em algum ministério na igreja.  Paradoxalmente, enquanto fugia do chamado, preparava-me teologicamente, como se o buscasse.
             
Nesta rota de fuga, Deus cercou-me várias vezes. Ele colocou um “espinho na carne”, algo que me limitava, que me fazia lembrar a minha humanidade: passei a sofrer de fragilidade pulmonar. Pequenas pneumonias e pneumotórax repetiam-se em um mesmo ano. Mesmo assim, conheci Elizabete, nos casamos e eu fui para minha aventura: formar uma família e dar a ela o melhor que eu pudesse.
             
Como profissional autônomo, trabalhava dia e noite, desconhecia domingos e feriados, não tirava férias, pois desejava chegar aos trinta anos com a base formada: os três filhos desejados e uma casa para morar.  Não me esqueci de Deus, cursava teologia com o desejo de conhecer mais sobre Deus, enquanto construía uma estrada para longe da vontade dele.
              
Foi aos 27 anos que entendi uma coisa: minha saúde não me garantia mais que três anos de vida e sem pestanejar disse a Bete que ela se preparasse para criar nossos filhos sem minha presença. Isto me fez trabalhar ainda mais, pois tinha que deixar tudo arrumado na minha partida.
             
Aos trinta anos, depois de rejeitar uma proposta de viajar com família, pois tinha que trabalhar, fui acometido de um rompimento alveolar, sem precedentes, o que me levou ao que seria uma breve internação hospitalar. Considero esse período como “o caminho que desce para a casa do oleiro”. Ali, deitado no quarto andar do Hospital de Base de Brasília, enfermaria 406, leito 2, eu finalmente parei para ouvir o que Deus tinha para me dizer. Ele bem que falou várias vezes antes, mas como eu não tinha tempo para ouvi-lo, por amor inexplicável Ele me preparou um lugar e um tempo para tratar comigo e o que Ele me disse mudou minha história, tanto no tempo, quanto no propósito.

Ensino da primeira lição: “Eu sei, ó Senhor que não é do homem o seu caminho, nem é do homem que caminha o dirigir os seus passos. Corrige-me, ó Senhor, mas com medida, não na tua ira, para que não me reduzas a nada” Jr 10. 23-24
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