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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Este negócio chamado igreja. Esta igreja chamada negócio.



Na Bíblia encontramos Jesus cuidando dos negócios do Pai. Lc 2.49

“E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”
             
Quais eram os negócios do Pai?

Lc 4. 18-19 “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.
             
Aqui temos pelo menos seis atividades inerentes os negócios do Pai:

1- Evangelizar – levar boas notícias
2- Curar os quebrantados de coração
3- Libertar os cativos
4- Dar vista aos cegos
5- Libertação dos oprimidos
6- Anunciar o ano aceitável do Senhor

Ao instituir a Igreja, Cristo diz em Mt 16.18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” A igreja seria esta agência de ataque e resistência ao inferno ao ministrar ao mundo com as seis atividades acima.
             
A questão é que em nossa permissividade, podemos usar estes expedientes divinos com benefício mercantil, é só observar a razão da purificação do templo: os sacrifícios da antiga aliança se transformaram em fonte de lucro, mais que isso, lucro desonesto. A casa de oração fora transformada em covil de ladrões e com aparente lógica, pois afinal, com judeus espalhados pelo mundo romano, vindo sacrificar em Jerusalém, nada mais “justo” que animais pudessem ser vendidos no templo e que cambistas trocassem as diversas moedas pela moeda corrente do templo. O problema é que os animais ali negociados pertenciam a um “cartel” e o negócio do Pai transformara-se no negócio dos homens. Jesus reage, expulsando do templo os que fizeram da casa do Pai, uma casa de negócio.
             
Não existe nada de moderno, de neo-evangélico, neo-cristão, nesta Igreja chamada negócio. Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo, lá pelo ano 65 AD, recomenda que se afaste dos vendilhões do templo. I Tm 6.6 “...homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja fonte de lucro. Aparta-te dos tais”. Não é que eles não tinham entendimento, mas que se deixaram corromper no entendimento. Não é que eles não sabiam o que era verdade, mas que se privaram dela. Trata-se de um ato deliberado de perversão. Não eram inocentes úteis, mas pessoas perversas em seus propósitos, seduzidos pelo poder do dinheiro, isto está claro nos versículos seguintes: “Mas as pessoas que querem ser ricas, logo começarão a fazer toda espécie de coisas erradas para ganhar dinheiro, coisas que lhes causam dano e os tornam malvados, e finalmente os mandam para o próprio inferno. ...alguns até voltaram as costas para Deus, por causa do amor ao dinheiro...” (9-10 Paráfrase Mundo Cristão).
            
O que se  conclui é que quando se corrompe intencionalmente a verdade, passa-se a justificar tudo em nome de Jesus: contrabando, falsificação de documentos, dinheiro escondido em Bíblias, remessas de dinheiro para “obra de Deus”, instituições “pilantrópicas” para se receber doações, alianças politicas, invasão de terras para construção do “templo do Senhor” e muitas outras coisas típicas de um “covil de salteadores”
            
Creio e sou apaixonado por este negócio chamado igreja, mas abomino com todas as minhas forças, esta igreja chamada negócio.

Walter da Mata
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