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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Poema Para Noivos - Parte II - A Quem Pertenço



 Pertencer apenas a mim mesmo
Me tirou significado e aceitação
Busquei a quem pertencer
Não nasci para solidão

Não busquei pertencer a Deus
Pois o via tão santo, morando no céu
Na solidão de minh’alma
No gemido do meu espírito
Fui encontrado por Cristo
Agora pertenço ao céu

Busquei pertencer a alguém
Que sentisse o mesmo por mim
Que tivesse amor, pudesse sorrir
E que soubesse chorar
Te encontrei,  Denise, e fui encontrado
Eu agora te pertenço, amo e sou amado

Aqui estou no altar
Já não busco mais ninguém
Pertenço-te com a vida, amor e o eu
Nos pertencemos,  e a mais ninguém
O coração de Denise, alardeia:
“Agora sou do meu amado
E o meu amado é meu

Pertenço a você, que me pertence
Pertencemos a Deus, a quem tudo pertence
Pertencemos a famílias, que nos pertencem
Pertencerão a nós filhos que Deus nos der
Até o dia quando buscarem, também a quem pertencer
Felicidades!

Walter da Mata

Poema composto para homenagear o casamento de Arley Gusmão e Denise Kubo, filha de meu irmão Antonio Pereira e Tamiko, em 28/06/2004, no templo da ADS 12, Sobradinho-DF
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Homenagem a Bete por seu aniversário

Felicidades, a você Bete, por mais um ano de vida:



 Se Bete, a mulher, fosse flor
Com matizes, formas e aromas
Jardineiro seria eu
Pois te amar é viver no Jardim

Não és flor, és mulher
Virtuosa esposa
Carinhosa mãe
Sensata sogra
Vovó açucarada

Na vida, és simples
Com pouco, faz-se bela
Na fé, uma heroína
Vencedora, na oração quieta

Já a vi, avançar, recuar, esperar
Medir suas forças, ante aos sentimentos
Perder, enquanto ganhava
Ressurgir, para desafios vindouros

Tens na jornada dos 59
Coração e beleza de menina
Envelhecer a alma, seu humor não deixa
Sabes sorrir, chorar, amar... Sabes viver!

Com amor
Walter da Mata
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Poema Para Noivos - Parte I

A Saga do Amor
(Walter da Mata)


A terra quase sempre seca
Queimada pelo sol implacável;
Muitas vezes afugenta seus filhos
Desgastados no labor inútil.

O verde falso da caatinga árida
Produz mandacarus, carnaúbas e palmas;
O inóspito, insiste em gerar vidas -
Homens fortes, mulheres belas.

Na guerra árdua de sobrevivência,
O pacífico Eliel se rende à estrada;
Recebe aqui, entre outros sonhadores,
O aconchego da terra capital.

O homem, bravo ou pacífico,
Não pode, não sabe e não quer
Sonhar com a vida, sem ter um amor;
Amor que enleva, amor de mulher.

Na terra da representação nacional -
Norte, Sul, Leste, Oeste...
Para ele não houve beleza ou encanto
Que não fosse em mulher, do querido nordeste.

No Carvalho frondoso, à sombra, uma mulher,
Não uma deusa...  olhar encantado;
Menina-moça, flor da terra sertaneja,
No amor de um homem, tornou-se divina.

Nascidos de gente que olha para o céu
Querem entender o caminho nas nuvens,
Aguardam o agir da provedora mão,
Pois sem ela, a planta não brota, a vida seca;

Reproduzem eles, no amor, o clamor da terra,
Esperando, como chuva, a divina graça;
O cuidado de Deus para as estações da vida.
Assim, os joelhos dobram e os corações se unem.

Homenagem aos nubentes
Eliel Pacífico e Deusilane Carvalho
9/11/2006
Celebrado na AD Manancial
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QUANDO OS PAPÉIS SE INVERTEM




Não é legal ver  policial, praticando bandidagem!
Não é legal ver   gestor público, roubando!
Não é legal ver o Estado que arrecada, sonegando os direitos do cidadão!
Não é legal ver  médico, matando!
Não é legal ver  juiz, burlando a lei!
Não é legal ver  mãe, deixando de cuidar dos filhos!
Não é legar ver  pai, que não protege!
Não é legal, ver  babá que espanca!
Não é legal ver  Escola, deseducando!
Não é legal ver  igreja, ferindo!
Não é legal ver deputado, legislando em causa própria!
Não é legal, ovelha se comportar como lobo!
Não é legal, pastor em pele de lobo!
Não é  legal, quem passou a vida cuidando, morrer sem cuidado!
Não é legal, fazer da mentira, verdade!
Não é legal, fazer da verdade, mentira!
Não é legal, Senador sonegar e o povo pagar a conta!
Não é legal, adquirir doença em hospital!
Não é legal, sacerdote explorar suas ovelhas!
Não é legal, ver o protetor, violentando!
Não é legal, querer dinheiro, sem trabalho!
Não é legal, “sonzão”, para a rua inteira!
Não é legal, ver o bandido livre e o cidadão preso!
É legal, termos o legislativo mais caro do mundo, mas é imoral!
  
Walter da Mata
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

ME AJUDEM A ENTENDER


Saiu na página do IG:

Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e prestigiado pastor no meio evangélico, consolidou-se, nas eleições de domingo (7), como um importante líder político em âmbito nacional. repetindo os passos de outras influentes denominações, como a Igreja Universal e a Assembleia de Deus.
 Malafaia apoiou 40 candidatos vencedores no pleito pelo País – 24 a prefeito (quatro estão no segundo turno) e 16 a vereador. Com 48 indicados no total em sete Estados, sua performance foi de 83% de sucesso.
Confesso que estou confuso com o que significa ter um ministério pastoral relevante. Fui ensinado que meu papel como pastor é de praticar o escrito em Lucas 4: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.”

Não sou juiz do Pr Silas , nem sou critico de carteirinha e sei que ele não está só neste barco, pois muitos líderes da Assembleia de Deus também viajam nas mesmas águas, mas se nosso papel é encabeçar movimentos políticos, preciso urgentemente de repensar meu chamado, vocação e práticas pastorais.

Pode ser que, de fato, eu esteja errado. Neste caso, preciso de uma atualização da teologia pastoral aplicável neste momento histórico.

Que Deus me ajude a fazer o que é certo e não o que eu acho que é certo. Sou todo ouvidos!

Walter da Mata

Pastor da Assembleia de Deus.
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Quem Está Certo?

“Deus me ama e não existe nada que eu faça que diminua seu amor por mim”

O amor de Deus não é direcionado apenas aos que pensam que são justos, mas também àqueles que têm a certeza de que estão caídos no pecado e sem ver qualquer possibilidade de levantar-se: “Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
 
Esta verdade inconteste é um convite ao arrependimento, à mudança de vida e ao desejo de nos tornarmos semelhantes a Jesus. “Gostar das coisas que Ele gosta e aborrecer as coisas que Ele aborrece”. Não é um aval para termos um estilo de vida fazendo incursões para longe do Pai, visitando com regularidade o chiqueiro dos porcos, abusando da certeza de que seremos sempre bem acolhidos. A volta ao chiqueiro precisa ser um acidente com dor, e não uma alegre aventura.

“Deus me ama e não existe nada que eu faça que me torne merecedor de seu amor”. 

O amor de Deus não é uma resposta obrigatória às nossas pretensas ações de justiça, pois, “todos nós somos como o imundo, e nossos atos de justiça, como trapo de imundícia; todos nós caímos como a folha, e os nossos pecados como um vento nos arrebatam”. Is. 64.6
 
Esta verdade também é irretocável: não existe obra, ministério, jejum, oração, arrebatamento, visão, unção, pastorado, apostolado, tempo de “crença inerrante” e qualquer pirotecnia pentecostal que me coloque como credor do amor do Pai ou com direito ao rebanho de cabritos para fazer festa.  Somos todos filhos por graça.
 
Quase sempre ouço gente defendendo o filho pródigo e sentando o bambu no irmão mais velho, por isso acha engraçado viver visitando o chiqueiro dos porcos. Tem mais alegria em relatar os feitos do chiqueiro do que os da festa da restauração. Isto é antinomianismo.  Outros defendem o irmão mais velho e sentam o bambu no pródigo, então vivem uma religião ritualística, com obrigações e sem relação com o Pai. Isto é legalismo.
 
Quem é o melhor?
 
Nem um nem outro, o melhor personagem da historia é o Pai, que ama tanto um como outro, mas se recusa a deixar qualquer um deles na condição em que está.

Walter.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012


AOS MESTRES

Quem pode medir o valor de um professor? Depois dos pais, são eles que abrem as cortinas do mundo, por meio das letras, frases, textos e estórias.
E quando este professor, enxerga além do banco escolar e percebe que seu aluno está muito aquém do que poderia estar e se aproxima como um libertador de potenciais, até então escondidos, projetando este aluno para a corrida da vida, da mesma forma que um treinador faz com seu atleta olímpico? Então ele, merecidamente pode ser nominado pelos títulos de Educador,  Mento e formador de vidas.
Tive muitos professores em minha formação, alguns dignos de honra, outros nem tanto. Não é bom para um menino ser ridicularizado por quem o  deveria  estimular. Assim foi  bem início de meus estudos. Depois daquele dia, ir à escola, não era mais algo prazeroso. Durou pouco tempo, mas deixou marcas negativas, que arrastei por uns cinco anos. Este tipo de professor, a gente não esquece o nome, mas prefere não dizer.
Mas,  faço questão de mencionar o nome de ALDERICE FRANÇA SANTOS, minha educadora da quinta série, pois ela viu em um aluno de constantes fracassos, algo que nem mesmo eu via e com uma palavra de afirmação e estímulo, me projetou para me tornar um aluno bem sucedido. Depois dela, desconheci a palavra fracasso em qualquer empreitada do conhecimento.
Hoje, dia dos professores,  quero honrar todos a todos que exercem magistério por profissão ou vocação: Heroina, minha mãe e primeira mestra, Heronildes,  Eloides, Helenita, manas e educadoras, Bete, mestra de meus meninos. Estendo também esta honra a: Josué Mendes, Josué Silva, Maria Alves, Helio Mendes, Anete Almeida, Maria Tereza ,Cesarina, Willi, Marta Alves, Marta Gonzaga, Assis, Francisca, Solange Coelho, Severo,  e no contexto eclesiástico,  a todos que se dedicam a ministério de Ensino na Escola Bíblica Dominical, na Assembleia de Deus Manancial em Sobradinho –DF, e em todas as igrejas espalhadas no mundo. (não consigo lembrar de todos)
Honro,  com especialidade aos professores da pré-escola e ensino fundamental, vocês são colocadores de alicerces. Chego a pensar que 80% é de vocês, pois é nesta fase que se define se estudar vai ser prazeroso ou fardo a ser carregado. Tudo que começa bem, tem maior probabilidade de terminar bem.
Parabéns pelo dia dos Professores, educadores, mestres, mentores e orientadores!
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O CLIENTE



O negócio só é um bom negócio se houver clientela, pois é o consumidor que faz o mercado.  Então, podemos reclamar do comerciante da igreja chamada negócio pela sua ausência de caráter, pela exploração dos incautos, por mentir em nome de Deus, por gerar frustração, por falta de temor a Deus, por manipulação do texto bíblico e das pessoas, por ser ambicioso, por gerar ambição e por fazer da piedade fonte de lucro. Porém, não podemos reclamar por manter as portas do negócio abertas, pois elas só continuam abertas, porque existe consumidor do produto.
            
Temos então que admitir que esta igreja chamada negócio só é  bom negócio porque tem uma clientela ávida por participar do negócio, na expectativa de se dar bem. Eu deixo de pagar minhas contas e depois vou fazer uma corrente de oração para que a documentação que comprova minha dívida desapareça. Ah, isto, se chama bênção. O prejuízo do outro não conta.
             
Vejamos, nos dias de Jesus, os senhores do templo fizeram um excelente negócio, investindo dinheiro em Judas Iscariotes, pois o ensino libertador de Jesus afetava o rentável negócio do templo, principalmente depois daquela intervenção de purificar o templo; aquilo foi péssimo para os negócios.  Tirar Jesus de circulação era um bom negócio, então, investir umas moedas em Judas era parte do negócio, para eles e para Judas.
            
As trinta moedas de prata,  o preço pago por Jesus, era pouco significativo para o rico mercado do templo, mas, para  Judas, que por um momento acreditara que Jesus era o melhor da terra, e como os outros discípulos, deixou tudo para segui-lo, esse capital era muito significativo, pois em valor de mercado, deu para comprar um campo. (Mt 27.7)
            
Os mercadores não contavam com a angústia que as moedas causariam em Judas, que numa tentativa desesperada de livrar-se, tenta devolvê-las, mas rejeitado, as joga no pátio do templo, e o dinheiro agora é visto como maldito para voltar ao tesouro, mas não fora quando saiu para comprar a vida de um inocente. Em negócio escuso, sempre alguém paga a conta.
            
Os clientes pagam por suas ambições e necessidades, por acreditarem que o seu dinheiro pode atrair a “graça” do Todo Poderoso, porque para os que vendem e para os que compram, a graça não é dom divino, imerecido, mas é tudo uma questão de negócio.

Parece-me que muita gente entendeu mal a frase: “Negociai até que eu venha”

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