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terça-feira, 16 de outubro de 2012

ME AJUDEM A ENTENDER


Saiu na página do IG:

Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e prestigiado pastor no meio evangélico, consolidou-se, nas eleições de domingo (7), como um importante líder político em âmbito nacional. repetindo os passos de outras influentes denominações, como a Igreja Universal e a Assembleia de Deus.
 Malafaia apoiou 40 candidatos vencedores no pleito pelo País – 24 a prefeito (quatro estão no segundo turno) e 16 a vereador. Com 48 indicados no total em sete Estados, sua performance foi de 83% de sucesso.
Confesso que estou confuso com o que significa ter um ministério pastoral relevante. Fui ensinado que meu papel como pastor é de praticar o escrito em Lucas 4: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.”

Não sou juiz do Pr Silas , nem sou critico de carteirinha e sei que ele não está só neste barco, pois muitos líderes da Assembleia de Deus também viajam nas mesmas águas, mas se nosso papel é encabeçar movimentos políticos, preciso urgentemente de repensar meu chamado, vocação e práticas pastorais.

Pode ser que, de fato, eu esteja errado. Neste caso, preciso de uma atualização da teologia pastoral aplicável neste momento histórico.

Que Deus me ajude a fazer o que é certo e não o que eu acho que é certo. Sou todo ouvidos!

Walter da Mata

Pastor da Assembleia de Deus.
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9 comentários:

  1. Rev. Walter,
    Admiro sua coragem de trazer o assunto à tona. O que o Pr. Silas faz com o auxílio de sua mala direta de 180 mil nomes, companheiros nossos gostariam de fazer também.
    Como ele conseguiu 180 mil nomes de pessoas? Ele é empresário e publicitário dentre outras atividades.
    Assim como vários pastores são de tempo parcial em Brasília que é nossa realidade, Silas Malafaia é dono de várias empresas. Então, como uma atividade paralela ao ministério, empresta seu nome para a política, pelo que entendi no texto do portal IG.
    Eu não caibo neste papel, sou tímido demais para isso e mesmo que não fosse não faria.
    Não necessito do poder político. A evangelização é a maior arma de transformação social. A política é poder humano. Eu necessito muito é de poder proveniente dos céus.

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  2. Ageu Leandro - via Face
    Hoje, para as pessoas, sucesso é a capacidade de um homem influenciar as massas. Na Bíblia, pelo conheço dos profetas e do mestre Jesus, sucesso resulta em ser rejeitado pelas massas e caminhar pela vereda do descrédito, pois o Evangelho não tem glória em nós mesmos. (Isaías 53.1-3)

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  3. João Ribeiro, por email:
    O sucesso de alguns incomoda outros.
    Importa que ele cresça... Disse João a respeito de Jesus, para mim será sempre assim. Meu chamado não é ficar cuidando do sucesso dos outros, mas sim lutar pelo meu.
    Favor não responder.

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  4. "mas se nosso papel é encabeçar movimentos políticos, preciso urgentemente de repensar meu chamado, vocação e práticas pastorais." É certo que o nosso papel não é esse, mas, por que não usar a oportunidade de fazer uma coisa sem, contudo, esquecer a outra? Entendo que cada um é chamado de uma forma; o meu chamado não é o chamado do João, do Silas, do Walter ou de qualquer outro. Meu nobre pastor, eu creio que o senhor não precisa "repensar" e sim, seguir em frente com "o seu chamado" a despeito do que os outros estão fazendo em nome do chamado que receberam. Sonhe os seus sonhos; não tente sonhar os sonhos de ninguém, pois, sonhos, cada um tem os seus.

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  5. Sabe, lendo seu texto e pensando em algumas incoerências que tenho visto e vivido (ou melhor, sofrido), penso que talvez eu também "preciso de uma atualização da teologia pastoral aplicável neste momento histórico". Vejo que há problemas de distorção das funções pastorais não só apenas porque os, uns ou alguns líderes se envolvam em política (ou politicagem), mas também porque tais líderes começam a disseminar um ministério pastoral farisaico que se enquadrada bem nas palavras de Jesus: "Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-lo" (Mt 23:4). São aqueles que ensinam e exigem determinadas atitudes de seu rebanho, mas eles mesmos não vivem o que ensinam! São bons para cobrar, exigir, sobrecarregar, mas péssimos em seguir, obedecer, praticar, dar exemplo.
    Talvez seja hora de, realmente, repensar o ministério! Em que momento houve a transição e eu não fui avisado? Será mesmo que nossa função como pastores e líderes é encabeçar movimentos políticos? Será que, como líderes, devemos mesmo priorizar o terreno, efêmero e passageiro, em detrimento aos "tesouros nos céus, onde a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam" (Mt 6:20)? É realmente nossa chamada aumentar o rebanho, de forma a possuir nome, fama e templos confortáveis? Fomos chamados para sermos agentes das "Pequenas Igrejas, grandes negócios"?
    Não sei, não, Pr. Walter... Mas, se qualquer uma das perguntas acima tiver a resposta "sim", por favor, me diga onde você fará a reciclagem, porque eu também estou precisando!

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  6. Pr Sidraque por email:

    Quantos estão sendo encaminhados e aprovados ou (eleitos) ao Reino dos Céus?

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  7. Pastor Clóvis Avelar, por email:
    Olá Pr Walter,

    Vi sua preocupação, através do e-mail de 16 deste. Nosso papel, nunca foi encabeçar movimentos políticos. Continue na posição em que está. Conte comigo. A missão que o senhor nos confiou, é muito mais importante do que encabeçar movimentos políticos, ou apoiar este ou aquele candidato.
    Infelizmente, a igreja evangélica brasileira, está enfrentando problemas doutrinários sérios, por causa de líderes como o que foi citado.

    Forte abraço,

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  8. Pastor Antonio Pereira Marinho, por email:
    Mano Walter,
    Compreende a sua angústia, pois compartilho do seu pensamento.
    Não sei onde vai parar isso... o desvirtuamento está gritante (sob todos os aspectos)
    Oremos uns pelos outro
    Grande abraço

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