NAVEGUE AQUI

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Poemas Para Noivos - Parte III - Festa do Amor




Beijam-se sorridentes os noivos
Celebrando novembros eternos.
Pois o festivo se casa com a alegria
Celebrando o fim a solidão

Solteiro, solitário, solidão
A alma flerta na busca de alguém,
Não quer viver só
Assume então, o risco de amar

Se me virem sorrir,
 É porque tenho alguém
Se me virem chorar
É por isso também

Que amar, dói e abre feridas
Os amantes do tempo,
Afirmam que sim.
Preferem sofre-las, à solidão

Se me virem sorrir,
É porque tenho alguém
Se me virem chorar
È por isso também

Desconhece o poder do beijo
Quem fugindo da dor
Deixa de amar
Sofre só, por não abraçar

Se me virem sorrir,
É porque tenho alguém
Se me virem chorar
È por isso também

Sorrindo, Rumo ao futuro
 Estes amantes se encontram
Para sorrir e chorar
Mas nunca deixar de amar

Poema em homenagem aos noivos Ageu Leandro & Grazy
Que se casaram na AD Manancial em novembro de 2010. 
COMPARTILHE:

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As Corujas



O cerrado do planalto central, já tão desprovido de suas espécies na flora e fauna, tem lá sua reserva minúscula de proteção daquilo que garante boa respiração, saúde e esperança de que nem tudo está perdido no coração do Brasil.

Em um recanto nada escondido, pois está incrustado no coração do poder, manteve-se oculta uma cova, na maior parte do tempo abandonada em sua missão, mas que ressurgiu para um encontro solene: corujas fêmeas e machos, togadas de preto, óculos de lentes grossas, debruçavam-se sobre uma montanha de folhas, processadas em forma de papel, para descobrir a verdade sobre uma conspiração gerada e fomentada por chacais que se instalaram no coração do ecossistema brasileiro, contra a existência do cerrado, e não só dele, mas da floresta amazônica, da caatinga, pantanal, pampas e mata atlântica.  O que se sabe é que se instalariam parasitas em todos os galhos da árvore do poder e em curto prazo, todas as árvores, mesmo de pé em sua forma visível, teriam, cada vez mais, sangue sugas em suas entranhas, sem força alguma para frutificar.

Entre todas as corujas, um corujão chamava especial atenção, sua toga e tez confundiam-se, as penas acima da face eram raras, nem sempre conseguia manter-se acomodado em seu galho na árvore da justiça plantada bem no meio da cova, pois suas vértebras se comprimiam não só sob o peso de seu corpo, mas também sob o peso de ser responsável por relatar a acusação aos chacais, por isso, muitas vezes trabalhou de pé, apenas apoiado em seu galho, mas não fugiu ao dever: fundamentou juridicamente e acusou os chacais de conspirarem contra a terra brasileira, a fim de devastá-la da flora de justiça, ética e moral, e usarem os últimos mananciais não poluídos para lavarem o dinheiro sujo que financiou a conspiração.

Consciente de que a omissão mataria não só a floresta, mas também a fauna e com elas sepultaria a esperança dos outros animais, deixando assim, terra devastada, ambiente propício à sobrevivência de chacais; bateu o martelo e os apenou, usando a lei da floresta e os condenou a pagarem os danos causados a terra brasilis.

A justiça exalta as nações, mas a impunidade é o opróbrio dos povos
Pv 14.34 (paráfrase)

Obrigado, Ministro Joaquim Barbosa, por nos fazer acreditar, novamente, que a justiça é para todos!
COMPARTILHE:

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Eu e Meus Bichos III - O Macaco e o Gato



No vasto repertório de estórias de meu pai, tem uma que ele contava para nos ensinar a sermos cuidadosos nos relacionamentos interpessoais. Eu disse contava, pois hoje ele não conta mais, pois o Alzheimer o mergulhou em mundo silencioso.

Mas vamos ao caso. O macaco, bicho conhecido por sua esperteza e malandragem, estava de olho em uma deliciosa batata doce que o matuto colocou para assar sob a cinza quente do borralho. O macaco, em sua cobiça, tentou por várias vezes puxar o petisco aquecido sob a cinza quente, sem sucesso, pois o calor queimava-lhe os pelos e a palma da mão. Mas macaco, que é macaco, não desiste facilmente; ficou por ali matutando como ter êxito em arrastar a deliciosa batata.

Entre uma coçada e outra, observou quando um gato, em busca de um lugar para se aquecer de um banho de chuva involuntário, deitou-se displicentemente junto ao borralho, deixando a patinha distendida, enquanto dormia. Foi nesse instante que a ambição do macaco foi maior do que o seu respeito pelo felino doméstico; aproximou-se sorrateiramente e, em um lance de mestre, agarrou a pata do gato e puxou, de dentro da cinza quente, a desejada batata. 

Assim, meu pai falava um dito com fundo moral: “puxar a batata quente com a mão dos outros”

Na vida existem pessoas que vivem como o macaco da estória, têm ambição e desejo, mas, de forma alguma querem se expor ao trabalho e aos riscos. Vivem espreitando a quem pode ser usado para atingir seus objetivos, não se importando com os males que eles sofrerão. Outras se parecem com o gato dormindo à beira do borralho, estão próximas ao perigo, mas acreditam que não existe maldade entre os humanos e pagam caro pela inocência.

Muitos macacos já cruzaram meu caminho, alguns eu percebi e me recolhi em tempo hábil, outros não, e quando despertei tinha sido usado de maneira indigna. 

Quando coisas como essas acontecem, temos a tendência de olhar todo mundo que se aproxima, com identidade símia, isto nos coloca sempre na defensiva nos relacionamentos. Não relaxamos, não dormimos, ficamos sempre cautelosos e assim perdemos grandes amizades, mas podemos constatar que a maioria se identifica mais com o gato da estória que com o macaco.

Se sua mão foi queimada, você foi usado em um relacionamento, perdoe a você mesmo por ter dormido tão próximo do perigo, e depois, deixe o passado no passado.

Portanto, relaxe, abra-se para os relacionamentos, mas evite dormir muito próximo ao borralho!

Walter


COMPARTILHE:

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Bicho Pegou



 Eram dias difíceis na parte norte da terra santa. Seus habitantes mais ilustres e mesmo os pobres da terra foram arrastados presos uns  aos outros pelo pescoço, como em uma fieira de peixes.
           
Sem piedade alguma os assírios os espalharam pelo império e, em sentido inverso, povos de nações diversas vieram ocupar a terra, formando um caldeirão multirracial, cultural e religioso, gênese dos nossos tão conhecidos Samaritanos dos dias de Jesus. Cada um, com seu próprio deus e sua forma de culto, buscava fugir das angústias próprias desse mega campo de refugiados, pois que em ambiente assim, ninguém se sente seguro.
           
Como o que é ruim ainda pode piorar, alguns leões invadiam as cidades desprovidas de muros e tragavam seus habitantes. De início, até pensaram que se tratava de um desequilíbrio ecológico, já que nas conquistas as florestas eram devastadas, gerando desequilíbrio na cadeia alimentar. Porém, os ataques ocorriam em conexões com as oferendas religiosas, vindo à constatação de que havia um vínculo direto entre as investidas dos leões e o que acontecia nesses cultos; percepção que em nossos dias não teria acolhida.
           
Interessante que a Bíblia é categórica em dizer: “... o Senhor enviou entre eles leões, que mataram alguns deles” II Rs 17.25. Leões vieram por ordem divina.
           
O fato foi anunciado ao rei da Assíria, que deu a seguinte ordem: “Levem de volta alguns sacerdotes que estão no exílio. Eles poderão voltar a viver em Samaria para instruir o povo a respeito do que o Deus da terra espera deles. Um dos sacerdotes voltou... os ensinou a honrar e adorar o Eterno” (II Rs 17.27,28 Mensagem).
           
Interessante como um povo pagão e idólatra teve a percepção de que, quem está na “terra de Deus”, lugar da promessa feita a Abraão, tem que viver de modo que agrada a Deus, caso contrário, o bicho voltaria a pegar. Providências de aprender a Lei do Senhor foram tomadas, com o propósito de salvar a própria pele.
           
Fico imaginando, pessoas que povoam as igrejas, habitam nos templos, mas sem a preocupação com o que o Deus da igreja espera deles. Não raramente, o diabo tem usado seu apetite leonino para destruir muitas vidas. Pessoas que por olvidar a voz sacerdotal do ensino bíblico, não desenvolvem um estilo de vida que agrada a Deus. Tem seu deus, seu altar, não ouvem o rugido do leão e nem sentem seu hálito satânico fungando em suas retaguardas.
           
Conclamo a todos que “moram na terra de Deus”, que façam culto exclusivo a Deus, que vivam segundo a Palavra de Deus, caso contrário, o bicho vai pegar.
           
“Sede sóbrios, vigiai! O vosso adversário, o diabo, anda ao derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” I Pd 5.8
           
Que Deus me ajude a:

  • Morar na terra do Senhor;
  • Conhecer a Palavra do Senhor;
  • Fazer o que o Senhor espera de mim.

Walter da Mata
COMPARTILHE: