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domingo, 23 de dezembro de 2012

Não suba a montanha sozinho.



O alpinista  Aron Ralston Lee (nascido em 27 outubro de 1975, em Indiana, EUA)  ficou preso por uma pedra em maio de 2003, no canyon Blue John Canyon (Canyonlands National Park, Utah) e foi obrigado a amputar a parte inferior do braço direito para libertar-se. Enquanto caminhava por uma fenda, uma pedra rolou da montanha,  prendeu e esmagou seu antebraço direito. 

Por mais que se esforçasse, não conseguia desprender-se e para salvar sua vida; forçou seu braço sobre a rocha até romper os ossos e com suas ferramentas de escalada, cortou tecido muscular e nervoso até, finalmente, deixar seu antebraço na montanha. Destaca-se que toda a sua agonia foi filmada por ele mesmo e tornou-se documentário.

Fico imaginando como a história poderia ter tido um final diferente, se Aron estivesse acompanhado. Alguém que fosse companheiro o suficiente para remover a rocha, deitar-lhe medicamentos sobre a ferida, anestésicos para aliviar a dor ou sair em busca de socorro.  Com certeza não teríamos um filme de superação, mas Aron estaria com seu braço restaurado.


O livro Confissões de um Pastor traz o seguinte pensamento: “Se você está sozinho no topo da montanha (liderança) é porque não levou ninguém consigo durante a escalada”. Não raro, no caminho do sucesso, se afasta dos amigos e quando chega ao topo, descobre-se solitário. Fascinados pelo poder, escalamos pisando sobre os outros; sentindo ameaçados, ferimos quem se aproxima, desprezamos os que nos ajudaram quando ainda não representávamos coisa alguma. Não é sem razão que sempre ouvimos que líderes são solitários.

Neste aspecto, o rei Davi nos dá um ensino: seus companheiros de deserto tornaram-se os homens do palácio. É significativo ver no reino a liderança dos filhos de Zeruia, ver os trezentos valentes em posição de comando no exército, ver Abigail lhe dando um príncipe, ver Abiatar e seus filhos servindo no sacerdócio. É de grande valor ver Joabe confrontando seu amigo, o rei Davi, após a morte de Absalão. Joabe sabia a hora do consolo e a hora do confronto. Isto é um  bom tipo de amigo para se ter quando se está no topo.
Quando estiveres subindo, leve sempre alguém com você. Uma constelação tem maior alcance que uma estrela solitária.

Revendo um filme de nossa história, agradeço a todos os pastores e líderes da AD Manancial-Sobradinho DF, que hoje sobem comigo um pequeno outeiro, mas que pode se tornar uma montanha se soubermos valorizar a participação de cada um. Obrigado pelas palavras de conforto e de confronto, elas me trazem cura e não amputação.

Walter.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Eu e Meus Bichos IV - Um Cachorro Chamado Sheik



 Confesso não ser dos humanos mais afetos aos animais. Respeito e admiro a todos aqueles que se dedicam a cuidar com esmero de seus bichinhos; aqui destaco meus amigos Adilson e Alcântara, com eles bicho tem tratamento vip.  Os bichos que passaram por minha casa, atendiam muito mais aos impulsos dos filhos, quando crianças. Por lá passaram coelhos, canários e alguns cachorros, mas, o cão chamado Sheik, marcou a história. 

Por não ser tão dedicado aos bichos, quase não me lembro de ter dado um banho canino, os meninos, por sua vez, queriam o bicho, não a responsabilidade de cuidar. Mas a minha sogra tinha um coração devotado aos bichos. Como morávamos próximos, sempre que íamos a sua casa, o nosso cão, um vira-lata de cor preta, metido a valente, nos acompanhava. Nessas visitas, o bicho tinha tratamento condizente ao seu nome, tratamento de Sheik. Minha sogra, Nilza Silva, dava-lhe banho de xampu, preparava um angu especial e ainda fazia uns cafunés no bicho. Depois de algumas visitas, não deu outra, o bicho simplesmente mudou para casa da sogra e lá viveu até o final de seus dias, como um valente guardião da casa.

Moral da história: todos gostam de ser bem tratados, até os cachorros.  Ficamos onde recebemos atenção, cuidado, respeito à individualidade, carinho e afeto. Pense nisso, sobre todos os relacionamentos que você cultiva: família, amigos, empregados, irmãos de fé e em todos os ambientes onde você freqüenta.

Moral da história: A gente fica onde é bem tratado.

Walter 
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Poemas Para Noivos - Prisioneiros da Liberdade


De mãos dadas e corações unidos
Passageiros somos, na nave do tempo
Rumo ao futuro que já existe
Traçado apenas em nossos sonhos

Na lente do cronos, vislumbramos
Amor, alegria, família
Com pés firmes no presente
Escolhemos as sementes do futuro

Por livre escolha, nos assentamos...
Como pilotos e passageiros, na jornada do amor
Embarcamos numa viajem sem volta
De quem se une, pra não mais se separar

O nascer do sol, se repetirá aos milhares
Ocasos testemunharão em silencio
As sementes deitadas no solo do tempo
Formação diária de nosso futuro

Queremos, lá em dias distantes
Que chegam, com rapidez de um raio
Pelo retrovisor,  observar na jornada
Poucos acidentes e muito a celebrar

Casamos, porque somos livres;
Amamos por livre escolha;
Livremente nos ligamos para a vida
Para que só a morte, nos separe um do outro
Livremente declaro: Eu te amo

Poema feito para os noivos Kátia e Rodrigo.
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Nem Sabe Quem é o Pai

 “O cara não sabe nem quem é o pai dele!” 

Este era um ditado usado por um colega de trabalho para referir-se a uma pessoa que se tornava desprezível e sem significado para ele.

Conhecer as raízes genealógicas tem peso na formação de uma pessoa.  Assim expressou o Dep Átila Nunes, ao justificar o projeto lei que obrigou que todo registro civil, conste o nome do pai:

A paternidade e a maternidade revelam um imprescindível acontecimento social que concretiza os direitos da personalidade, uma vez que todos têm o direito de conhecer sua própria origem, que não se resume as características genéticas, mas também a aspectos sócio-culturais. Filiação é o vínculo existente entre pais e filhos e vem a ser a relação de parentesco em linha reta, de primeiro grau, entre duas pessoas. A paternidade, que é o lado reverso da filiação, é um direito personalíssimo e imprescindível para os indivíduos que têm necessidade de conhecer suas origens”

Fiquei emocionado quando, na leitura de Falsos Metidos e Impostores, de Brennan Manning, conheci um pouco da vida de um dos homens que admirei em minha transição para vida adulta: George Foreman, campeão mundial de boxe. Numa época em que televisão era raro, cruzávamos a cidade a pé, no meio da noite, para a casa de nossos amigos Carlindo e Dalva, só para assistir seus embates com Cassius Clay. Foreman decidiu que seus filhos teriam segurança quanto a identidade, então cada um deles recebeu o nome do pai em seus registros: George Jr., George III, George IV, George V e George VI, pois para ele, que passou a infância desconhecendo quem era o seu pai, era importante que seus filhos soubessem sempre quem era seu pai”. Todas as vezes que seus nomes eram pronunciados, suas identidades eram reafirmadas.

Tive minha transição de religioso para filho de Deus. Na adolescência, cheguei ao cúmulo da religiosidade, ao construir um projeto de inerrância. O projeto não sobreviveu uma hora, mas acarretou um peso de culpa que levei por muitos anos. Um dia, ouvi um sermão do tipo que estreitava a porta do céu; a cada colocação de preceitos, eu afundado no banco, me auto excluía do reino de Deus e quando o pregador disse amém, eu estava do lado de fora do reino. Parece até ter ouvido a porta bater.

Ali sentado no templo, já construía um novo projeto de vida, fora do contexto da igreja, pois se eu não era do reino, estava apenas enganando e sendo enganado, atitude que nunca condisse com meu perfil.  Foi nessa hora que, algo próprio de uma igreja pentecostal, aconteceu: um profeta de Deus levantou a voz e foi proclamando os sentimentos e intenções do meu coração e como portador da voz de Deus, fui chamado de meu filho, e terminou a mensagem com uma declaração do amor do Pai. Tudo o que havia sido construído para eu fugir, desmoronou diante do amor do Pai. Fico imaginando os céus se movendo por causa de mim. Isso marcou a minha vida para sempre. Walter da Mata, filho de Deus.

A convicção de que sou amado por Deus e que minha relação com Ele não é fruto de ações de minha parte, mas de seu amor incondicional, que vai me atraindo para Ele e me tornando mais parecido com seu Filho Jesus, faz com que a decisão de caminhar com Ele, seja até o fim, pois estarei voltando para casa.

A coisa que mais precisamos não é de ministérios relevantes, mas de ter a identidade de filhos de Deus. “Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, somos chamados filhos de Deus! E é o que realmente somos” I Jo 3.1

Walter da Mata

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