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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Orelhas de Burro



Foi assim, com orelhas de burro e puxando carroça, parte da vida de Pinóquio, o pequeno boneco de madeira criado por Gepeto, mestre de marcenaria.

Na tentativa de tornar-se um menino igual aos outros, Pinóquio foi educado sobre os valores de uma pessoa de bem, entre eles o da educação escolar. Por menos prazeroso que isto lhe parecia, dia após dia, sua caminhada para escola era sagrada, afinal, queria ser reconhecido como gente do bem.

Sua estória mudou quando encontrou uma Raposa, bicho insinuante e de sorriso atraente, que ficou admirada que existisse ser tão diferente; logo travou amizade e pagou a travessia de Pinóquio e de outras crianças para a ilha da diversão, lugar mais alegre e prazeroso que a Escola. Mas como toda raposa que se preze, não informou como seria o final da aventura e a noite Pinóquio e todos os meninos ganharam orelhas e rabo de burro e deveriam cumprir a sina de puxar carroças com carvão mineral. Desesperados para saírem da Ilha, correm para o barco, mas esse não tinha piloto para os conduzirem de volta. A fada azul veio em socorro deles, levando Pinóquio de volta à casa de Gepeto, seu criador.

É assim a vida de muitos humanos, meninos ou adultos, que valorizam o prazer, em detrimento do dever, são seduzidos por raposas amistosas, mas que não aceitam a existência de pessoas diferentes delas, logo se dispõem a oferecer uma mão “amiga”.  Então, meninos abandonam a escola, jovens abandonam faculdade, trabalho e viajam para a ilha das drogas e do sexo, homens e mulheres deixam casamento e família e embarcam para a ilha dos prazeres, crentes abandonam as Igrejas; todos são bem recebidos e ganham a viagem para o novo mundo encantado, mas não tarda a noite chegar e todos perceberem que foram brindados com um par de orelhas e uma cauda de burro. Uma carga de escravidão lhes é imposta e logo correm em busca do caminho de volta, mas descobrem que a própria raposa  lhes roubara o barco.  

No mundo real, as fadas não existem, mas todos nós invertemos valores em algum momento da caminhada, mas se clamarmos a Jesus de Nazaré, vamos perceber sua mão generosa, curando as nossas deformidades no corpo e na alma e acharemos Nele o caminho de volta à casa de nosso Criador, de onde nunca deveríamos ter saído.

Não fomos criados para escravidão, mas para viver a liberdade na casa do Pai.

Walter da Mata
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2 comentários:

  1. Querido Pastor achei fortíssima essa mensagem, embora tenha uma aparência tão simples de conto infantil, retrata a história de vida de muitos de nós. Tenho esperança que muitos que lerem acordem desse sonho, dessa ilusão, provocada pela "raposinha" chamada satanaz!

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  2. Pastor Jonas Mendes:
    No texto "Orelhas de burro",assistí o filme PINÓQUIO traz lições interessantes . Um comportamento muito comum hoje em dia é o que chamam de EDONISMO,prazer sem culpa ou medo de consequências é bom quando lembramos as pessoas que um prazer pode ter um gosto amargo no fim.Walter,obrigado por me enriquercer com esses textos.

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