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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Investimento

Jesus nos ensinou a regra áurea de investir corretamente: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mt. 6.33.
           
Um dos problemas dessa passagem é o entendimento que fazemos do que é o reino de Deus.  David Kornfield, em seu livro O Líder que Brilha, assim expressa: “Para alguns o reino de Deus é apenas um conceito teológico. Para outros é algo que virá, quando Cristo se manifestar em glória e outros entendem que o reino existiu enquanto Jesus caminhou fisicamente entre os homens”. Tem gente que visualiza que o reino é sua denominação ou até mesmo sua igreja local, portanto, quem não está nela não está no reino. O paradoxo dessa última é que eu posso estar trabalhando muito por uma igreja e, em nível pessoal, estar totalmente desconectado do reino de Deus.
           
Quando oro “vem a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, imagino estar expressando o melhor sentido do reino de Deus: é toda manifestação visível ou invisível, onde a vontade de Deus é executada plenamente. Isto extrapola o ambiente da religião e atinge o meu estilo de vida na família, nos negócios, no trânsito, nos relacionamentos, no namoro, casamento, administração financeira, no meu vocabulário, nas roupas que visto, e esta lista é bem mais extensa. O fato é que esta oração pede que, do mesmo modo como as coisas, na esfera do céu, acontecem somente segundo a vontade de Deus, eu deseje que o mesmo aconteça em minha vida.
           
Entre o que oramos e praticamos existe um abismo, pois nossos investimentos, em sua maioria, não caracterizam quem vive na dimensão do reino de Deus.
Vejamos:

  • Compram-se roupas, carros, casas, jóias, fazem-se festas, viagens, define-se a igreja onde congregar, o ministério que vai exercer, tudo com a preocupação de ostentar ou como resposta à ostentação dos outros. Não aceitamos que os outros tenham o que eu não tenho e que sejam o que não sou.  O espírito de emulação está presente nos cristãos.
  • Criam-se filhos, de propósito não usei a palavra educar, pois na maioria das vezes não se educa, mas, apenas cria-se, inculcando valores distorcidos. Eles são valorizados pela roupa, tênis, pela grandeza das festas que, na maioria das vezes, nem fazem sentido para eles. A eles é negada a aceitação de sua raça, conformação física, sexo, estética, condição social, então se dá coisas, na tentativa de compensar o que não se aceita. Aqui, dizer não, cheira a profanação, pois os filhos são divinizados e, divino que é divino, pode tudo, decide tudo e até impõe sua vontade aos demais.
  • Foi-se o tempo, que identificar-se como evangélico, era sinônimo de honestidade, verdade, humildade, integridade e vida simples. Descobriu-se que o melhor da terra é nosso, então não medimos esforços e nem dispensamos nenhum método para alcançá-lo.  

Que Deus resgate em minha vida o desejo pleno de viver, fazer e celebrar sua vontade, independente de ter a notoriedade de um Daniel no palácio caldeu, ou o anonimato do menino que cedeu seus pães e peixinhos para que Jesus alimenta-se a multidão.

“Senhor, ajuda-me a viver para ti, pois se não conseguir, não vivi.”


Walter da Mata
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