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terça-feira, 2 de julho de 2013

Quando a Cauda Sacode o Cachorro



No dia da criação dos animais, a linha de produção estava em andamento, quando uma peça se desarticulou, exatamente na criação do cachorro. A engrenagem que colocava a cauda falhou e os primeiros cães vieram mundo sem cauda. 

Logo se percebeu a forma desarticulada que o bicho andava sobre suas patas e sustentava a cabeça, que variava de tamanho em cada raça. Acidentes se tornavam comuns, cachorros de despencavam das pinguelas e na busca da presa suas quedas o deixavam em desvantagem, colocando a espécie em risco de extinção. O criador, que sempre admirou as habilidades caninas, mas insatisfeito com seu baixo desempenho, trouxe a produção para um “recall” e logo todos se equilibravam com suas caudas e ainda a aperfeiçoaram na arte da comunicação. Cauda baixa: sentimento de humilhação e tristeza; cauda erguida: postura de ataque; cauda balançando freneticamente: alegria, excitação e acolhimento.

Mas todo remendo tem suas disfunções e logo algumas raças apresentaram um desvio genético; caudas cresceram demais, adquiriram autonomia e se moviam independentes da cabeça e logo muitos cães já não balançavam suas caudas, mas todo corpo passou a ser controlado e movido pela cauda. O que veio para servir, se tornou senhor.

Nossa fábula, representa a dinâmica dos poderes no Brasil, o executivo, o legislativo e o judiciário, que foram colocados na sociedade para equilibrar as relações sociais, mas se corromperam, desligaram-se  do povo, tornaram-se  autônomos e numa mutação estranha, roubaram o “poder que emana do povo” e passaram a dominar, em lugar de dar equilíbrio; ricos, mas não promovem a riqueza; seguros, mas espalhando insegurança; saudáveis, mas promovendo epidemias. 

As manifestações da sociedade brasileira são um novo “recall” no “melhor amigo do homem”, que só conseguiu este título honroso e carinhoso, por duas razões: não conhecer dinheiro e nem mulher, principais vícios de nossos poderosos.

Walter.
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