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sábado, 14 de setembro de 2013

Eu Faço Continência a Você




A continência é uma saudação, onde um militar reconhece superioridade de símbolos ou de um companheiro de farda e lhe mostra apreço. Essa superioridade, pode não estar vinculada a patente superior do reverenciado, mas ligada ao apreço, carinho e respeito que se tem à pessoa. Entende-se então, que a continência afetiva tem maior significado que a hierárquica. 

Desde a idade média, usa-se o gesto como sinal de respeito aos reis quando seus soldados se apresentavam antes de partirem para a batalha. Com o tempo, tornou-se regra os superiores  receberem este gesto honroso. 

Os cavaleiros medievais, vestidos de armaduras e cabeças protegidas por elmos, ficavam irreconhecíveis. Ninguém poderia saber quem estava sob a armadura, daí o perigo de se ferir um amigo e deixar passar incólume o inimigo. Destas incertas, veio o costume de se erguer a viseira do capacete, permitindo que não só a face fosse vista, mas que os olhares se cruzassem, permitindo-se ser conhecido.  O gesto feito com a mão direita, era  sinal de paz, pois neste momento estaria desprovida de armas, garantindo que não haveria hostilidade naquele encontro.

Bom seria, se nas relações familiares, eclesiásticas, profissionais e sociais, ninguém andasse de armadura, se protegendo, sem se deixar conhecer, suspeitando que todos ao redor sejam inimigos, desviando  olhares e com espada para ferir, mas com a mão livre para levantar a viseira de nossas máscaras, liberando  o sorriso e firmando os olhos para expressar amor,  e assim, como cavaleiros, teremos vencido nossos maiores inimigos: aqueles que, com nossas armaduras, protegemos dentro de nós.

Pensado nisto, faço continência a você:

  • Por considerá-lo superior a mim, lição apreendida com o apóstolo Paulo, citando a pessoa de Jesus de Nazaré.  (Fp. 2);
  •  Por querer sempre me deixar conhecer. Não quero ter que esconder a minha face, seja em momentos de harmonia ou conflituosos. Não desejo ser uma incógnita, que todos os que cruzarem o meu caminho, saibam o que penso, onde estou indo,  o que desejo e a que povo pertenço;
  • Para ter minha mão desprovida de qualquer arma que venha ferir seu coração;
  • Por desejar sempre, não ter nenhum inimigo;
  • Para não tratar ninguém com indiferença;
  • Por não desejar ter nenhuma razão para me esconder. Meus erros e pecados, eu os confesso a Deus e aos homens, quando assim couber;
  • Por saber, que tem muita gente com habilidades que eu não tenho e devo honrá-los por isto;
  • Por saber que quando nivelados no pó da terra, não existem superiores nem subalternos;
  • Por ser seu igual e ter a certeza que me protegerás no campo de batalha;
  • Porque  és autoridade sobre mim, não por títulos ou hierarquia, mas por seres dotado de dons e virtudes que não tenho e sempre os coloca para abençoar a mim e outros pessoas;
  • Por saber, que tem gente que não mostra o rosto, não por se sentir melhor, mas porque crueldades da vida as fizeram sentir piores, e uma reverência de minha parte, pode ajudá-las a levantar a viseira e sorrir para a vida;
  • Por ter o privilégio de assentarmos à mesa e comer do pão e tomarmos do cálice, celebrando a aliança de sermos um só corpo em Cristo Jesus.
Tentem pensar como Cristo pensava. Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito  dessa condição, de modo algum. Quando a sua hora chegou, deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano” (Fp 2. 5-7  - A Mensagem)

Faço a mais honrosa continência à pessoa de JESUS DE NAZARÉ.

Walter da Mata
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