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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CICLO VICIOSO

    Todas as vezes que a história se repete, trazendo com ela os males que causam dor, vergonha, destruição, impunidade, sofrimento, escravidão física, moral  ou espiritual, chamamos isto de ciclo vicioso.
      Este ciclo é retratado no livro bíblico de Juízes, evidenciado pelo repetitivo refrão:  Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, então o Senhor os entregou nas mãos de seus inimigos. Isto é, o pecado recebia sua recompensa manifestada na espoliação do país; o povo clamava e chorava, Deus se compadecia, expulsava o opressor, e aquilo que parecia arrependimento revelava-se apenas uma dor pelas perdas físicas e não uma volta genuína para Deus.
     Por cerca de trezentos  anos, o ciclo vicioso repetiu-se e, por fim, a identidade relacional com Deus desapareceu, a ponto de, na magistratura de Eli, a bíblia dizer que os sacerdotes do Templo do Senhor eram filhos de Belial e não conheciam ao Senhor.  Ser filho de Belial é ser: "inútil, sem valor. Sinônimo de Satã com o sentido de malvado, nocivo e inútil. É também Belzebu designativo do chefe dos demônios (Dicionário de Personagens Bíblicos de José Schiavo). É muito contraditório ter alguém servindo no altar do Senhor, sem conhecer o Senhor do altar.
      Para cura de males crônicos, não adianta  paliativos, pois não se toma aspirinas para tratar de tumores e males enraizados; a cura se dá pela remoção completa, extirpando qualquer resquício de retorno do mal. 
Qualquer ciclo vicioso em nossas vidas, famílias, igrejas, cidades e nação, só pode ser interrompido por mudanças nos sistemas, e não se muda os sistemas sem mudar os homens, pois todos os males que vivemos são produzidos, direta ou indiretamente, em nós.  É isso que Tiago nos ensina, em 4.1: De onde vêm as guerras e as contendas entre vós? Não vêm por ventura das contendas e guerras que tendes dentro de vós?; quando não resolvo minhas guerras interiores, eu as levo para o campo exterior.
      Então, mudança interior já, a começar por mim, assim o ciclo vicioso transformar-se-á em ciclo virtuoso.
POR MUDANÇAS, URGENTES!!!

WalterdaMata
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

APRENDENDO A DANÇAR

A dança não fez parte de meu aprendizado, penso até que para sorte de minha esposa Elizabete, pois minha coordenação e jogo de cintura jamais fariam de mim um pé de valsa, mas o pé de quem dançasse comigo sofreria muito. Hoje, entendo que preciso aprender a dançar, pois a vida é um bailado de nossos espíritos, almas e corpos, e não harmonizá-los a uma música é viver de atropelos, rigidez e ficar no fundo do salão reclamando da alegria dos outros.

Então, hoje convido você para dançar. Mas precisamos, antes de tudo, escolher a música, pois ela vai ditar o ritmo, o estilo e a emoção do bailado.

Estudando os Sete Hábitos, S.C, me deparei com duas músicas que regem nossos relacionamentos: A Ética do Caráter e a Ética da Personalidade.

No Baile da Ética da Personalidade, a música é alta, o ritmo é frenético, luzes multicoloridas fazem as pupilas dilatarem e contraírem em alta velocidade, e corpos ofegantes de emoções fortes tornam-se sombras em meio da fumaça.

Que música foi tocada? Qual sua mensagem? Quem era a pessoa com que dividi a pista do baile? Com quem partilhei minha alma e meu corpo? Lá estas perguntas não precisam de respostas, pois o importante é que emoções eu vivi. Nesse baile, a dor foi anestesiada, a ferida recebeu  band-aids, as palavras perderam-se nos gritos energizados,  e não se pode negar que foi uma noite maravilhosa, mas passada a festa, o que se viu foi cada qual no seu canto, em cada canto uma dor, depois que a banda passou tocando coisas de amor”.


No Baile da Ética do Caráter tem música, mas ela não entorpece, ilumina; tem luzes, mas elas não confundem, esclarecem; o  ritmo dá os movimentos, mas sabe-se para onde se está indo; e lá se experimenta emoções, mas elas não dirigem a vida.

A música que se ouve é da  “integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e reciprocidade. Aqui a dor  é tratada em suas causas, perdão é pedido e oferecido, prestação de contas não são arranjos contábeis, o barulho é celebração e a luz transcende às maquiagens.

Por isso, resolvi dançar, mas no baile da ética, pois lá sou conduzido por princípios cristãos, o pobre e rico têm lugar na pista;  o abraço não compra pessoas, dá amor; o sorriso não engana, restaura; pois eu sei que uma hora qualquer, a música para, as luzes se apagam e o que restará não são emoções e dores, mas uma certeza de que não dancei iluminado pela luz negra,  sob a qual a verdade é mascarada pelo brilho, mas na luz de Cristo, onde minhas vestes sujas são lavadas e purificadas pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Insisto no convite: VEM DANÇAR COMIGO!

Walter da Mata
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Morte na Flor da Idade



A média da expectativa de vida no Brasil para 2013 foi de 73 anos (IBGE) ,  um salto considerável quando comparados às de 1960, quando a média era de 48 anos. O IDH,Índice de Desenvolvimento Humano, subiu como resultado de melhoria na  educação e saúde, dando origem a uma população de idosos que freqüentam restaurantes, shoppings, praias, aeroportos e com acesso aos bens de consumo, antes inacessíveis.

Paradoxalmente, enquanto os idosos vivem mais, nossos jovens fazem o caminho inverso. Mesmo mais bem  informados,  fisicamente mais saudáveis, estão caminhando para morte  em passos largos, envolvidos pela violência urbana, na qual os papéis de protagonista e vítima se confundem.

Quando  reflito nos primeiros capítulos do livro de I Samuel, vejo na experiência da família do sacerdote  Eli, quase em nível de laboratório, o quadro do que vivemos em nossos dias. A Bíblia diz que naquela família não haveria idosos em sua descendência, pois seus jovens morreriam na flor da idade e, em pouco tempo, os filhos de Eli anteciparam suas mortes.

As causas da morte prematura podem ser entendidas no texto:
Falta de educação religiosa. 2.12. Eles não conheciam ao Senhor. Serviam no altar, sem nenhum entendimento da pessoa de Jeová;
Profanação religiosa. 2.13-17. Esta é conseqüência da anterior. Por não conhecer a pessoa de Deus, os atos sacerdotais eram ritualísticos, sem qualquer relação com o sagrado;
Promiscuidade. 2.22. Nada mais favorece a promiscuidade que um ambiente onde um crê que o outro é quase divino, e o quase divino não está  submisso à divindade;
Sensação de impunidade. 2.25. O fato de não se crer que se prestará contas, aqui e agora, ou no futuro, perante um tribunal onde todas as coisas são conhecidas pelo Juiz, faz com que cada um viva como bem parece aos seus olhos.
Falta de limites em relação às vontades dos filhos.  2.29. Eli honrava mais a seus filhos que a Deus. A vontade daqueles jovens era soberana e o pai se quedava a elas e todos se beneficiavam.  Tu e eles se beneficiam das ofertas.
Coação e ameaças como forma de obter-se o que se deseja. 2.16. Aquilo que não é meu por direito, torna-se meu por meio da força. Aqui o poder viola o direito.
Muita religiosidade e pouco temor. 2.13. Aqui fica claro que religião não resolve o problema. Os jovens eram mestres da religião e ignorantes quanto à relação com Deus. Trabalhavam no serviço de Deus, mas comportavam-se como se Deus não existisse.
Autoridades, sem autoridade. Eli e seus filhos eram Sacerdotes e Juízes, representavam o poder religioso e também o civil; não fica difícil entender porque a nação se enfraqueceu, a guerra veio e com ela a morte de trinta e quatro mil jovens;
Cada um destes pontos representa nosso comportamento social: os templos estão cheios, mas não se conhece a Deus; o respeito pelo sagrado está em baixa; a vida promíscua há muito invadiu a comunidade cristã; a idéia de que Deus vai julgar e condenar os que vivem na prática do pecado faz muita gente debochar; filhos, ainda pequenos, já impõem suas vontades aos pais; a coação é o método de convencimento mais usado nas famílias e nos templos; nunca tivemos tantos jovens caminhando para templos, mas com tão pouco temor a Deus; finalmente, nunca tivemos tanta gente ocupando postos de autoridade no Estado e na Religião, mas com o índice de descrédito tão elevado.

Por isso, um grande número de jovens são sepultados diariamente  em nosso Brasil, pois não temem  a Deus  e nem respeitam os homens.

Nossas flores são colhidas sem ao menos desabrocharem e virem a ser frutíferas!

Walter da Mata
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