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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

APRENDENDO A DANÇAR

A dança não fez parte de meu aprendizado, penso até que para sorte de minha esposa Elizabete, pois minha coordenação e jogo de cintura jamais fariam de mim um pé de valsa, mas o pé de quem dançasse comigo sofreria muito. Hoje, entendo que preciso aprender a dançar, pois a vida é um bailado de nossos espíritos, almas e corpos, e não harmonizá-los a uma música é viver de atropelos, rigidez e ficar no fundo do salão reclamando da alegria dos outros.

Então, hoje convido você para dançar. Mas precisamos, antes de tudo, escolher a música, pois ela vai ditar o ritmo, o estilo e a emoção do bailado.

Estudando os Sete Hábitos, S.C, me deparei com duas músicas que regem nossos relacionamentos: A Ética do Caráter e a Ética da Personalidade.

No Baile da Ética da Personalidade, a música é alta, o ritmo é frenético, luzes multicoloridas fazem as pupilas dilatarem e contraírem em alta velocidade, e corpos ofegantes de emoções fortes tornam-se sombras em meio da fumaça.

Que música foi tocada? Qual sua mensagem? Quem era a pessoa com que dividi a pista do baile? Com quem partilhei minha alma e meu corpo? Lá estas perguntas não precisam de respostas, pois o importante é que emoções eu vivi. Nesse baile, a dor foi anestesiada, a ferida recebeu  band-aids, as palavras perderam-se nos gritos energizados,  e não se pode negar que foi uma noite maravilhosa, mas passada a festa, o que se viu foi cada qual no seu canto, em cada canto uma dor, depois que a banda passou tocando coisas de amor”.


No Baile da Ética do Caráter tem música, mas ela não entorpece, ilumina; tem luzes, mas elas não confundem, esclarecem; o  ritmo dá os movimentos, mas sabe-se para onde se está indo; e lá se experimenta emoções, mas elas não dirigem a vida.

A música que se ouve é da  “integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e reciprocidade. Aqui a dor  é tratada em suas causas, perdão é pedido e oferecido, prestação de contas não são arranjos contábeis, o barulho é celebração e a luz transcende às maquiagens.

Por isso, resolvi dançar, mas no baile da ética, pois lá sou conduzido por princípios cristãos, o pobre e rico têm lugar na pista;  o abraço não compra pessoas, dá amor; o sorriso não engana, restaura; pois eu sei que uma hora qualquer, a música para, as luzes se apagam e o que restará não são emoções e dores, mas uma certeza de que não dancei iluminado pela luz negra,  sob a qual a verdade é mascarada pelo brilho, mas na luz de Cristo, onde minhas vestes sujas são lavadas e purificadas pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Insisto no convite: VEM DANÇAR COMIGO!

Walter da Mata
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