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sexta-feira, 18 de abril de 2014





EVIDENTE, NÃO VIDENTE

          Marcos 13, o Evangelista faz uma pausa na narrativa do andamento dos fatos e lança seus olhos ao futuro.  Dois episódios são destaque: a volta de Jesus e o fim do mundo.
         Para ambos não são fixadas datas, mas são dadas evidências.  Sinais de menor relevância, mas que indicam  que tudo vai desembocar em algo maior previstos. Marcos usa a frase: Quando ouvirdes  e virdes(13 e 29), para nos despertar à leitura dos sinais.
        As evidências não são enigmáticas, códigos misteriosos que só alguns “iluminados” podem decifrar, são coisas tão comuns e por isso mesmo nos acostumamos, sem ao menos interpretá-las como parte de algo maior que está por vir: guerras, rumores de guerras, terremotos, tribunais injustos, conflito na família, perseguição por causa da fé e abominação no lugar onde deveria haver santidade.  
         Quero chamar atenção não só para os fatos, mas para a intensidade deles. Um broto na figueira tem um peso menor, mas uma arrebentação de brotos,  indica que teremos uma grande safra. Daí a advertência: Vigia! Você não é vidente, mas evidente!
     Aqui, penso podemos dividir a cristandade em três classes os alarmistas, insensíveis e os comprometidos. Os primeiros não conseguem celebrar, vivem de sobressalto, há sempre uma nova data fatídica; são videntes, sem evidências; passam a vida sem viver, como se ele já tivesse acabado a cada sinal.  A segunda classe,  a dos insensíveis, vivem como se tudo começasse e terminasse aqui. Vivem para conquistar, deleitar e nem se quer ouvem ou vêem os fatos acontecendo. Vivem para si.  A terceira classe, a dos comprometidos,  sabem que Deus os entregou a terra e dela desfrutam;  sabem sorrir, amar, chorar, mas o coração não está apegado aqui. Anelam viver a plenitude da vida que é a casa do Pai. Tornam Jesus conhecido na terra por meio do cumprimento diário, relacional e vivencial da grande comissão, pois entendem que ela precisa ser experimentada no lugar onde  se come o pão,  na cidade onde vive e em todas as nações.

Walter da Mata





  
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