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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015








Lucro vindo da Cocaína 

Embaixador brasileiro, Paulo Alberto da Silveira Soares, apresenta-se ao Governo e no Itamaraty em Brasília,  para “prestar esclarecimentos”, uma forma de retaliação do governo brasileiro pela execução de Marco Archer, como demonstração de que “as relações entre os dois países está estremecida”.
Sugestão de palavras para o Dr. Paulo Silveira falar com a PresidentA.
PresidentA – Dr. Paulo, o que o Senhor tem a dizer sobre nosso honroso compatriota, em solo Indonésio?
Dr. Paulo – Bem, Senhora presidenta, ele, como mesmo declarou, fez várias incursões à Indonésia, apenas para negócios.
PresidentA – Então, trata-se de um homem de negócios que exportava nossos produtos,  como uma forma de contribuir para o desenvolvimento do Brasil?
Dr Paulo – De certa forma sim, pois durante sua vida, milhões de reais foram negociados, aumentando assim nossas divisas no comércio exterior.
PresidentA- Qual era mesmo o produto de exportação do empresário Archer?
Dr. Paulo – Coca, presidenta, Coca...                                    
PresidentA- Puxa, nos nivelamos aos imperialistas?  Eles inventaram a coca e nós é que a espalhamos pelo mundo?
Dr. Paulo – PresidentA, não é aquela de beber, é a de cheirar...
PresidentA – Eu nem sabia que já tínhamos criado uma variante da Coca. Seria a Pepsi?
Dr. Paulo – Não presidentA! Não é a Pepsi, essa também é de beber. Essas duas são bebidas refrigerante, usadas para alegrar festas familiares. Essa coca que o Marcos vendia só trás tristeza  e entra todos os dias nas fronteiras mal vigiadas do Brasil, vinda de nossos parceiros bolivarianos;  daquela que enche nosso país de violência, que está destruindo nossos adolescentes, fazendo deles infratores... que tem feito muitas mães chorarem... que afasta nossos jovens da escola... que acrescenta, a cada ano, um monte de crianças e adolescentes em casas como a antiga FEBEM... que mantém milhares de homens e mulheres brasileiras em presídios... que mata policiais todos dias no Brasil, deixa viúvas e órfãos aos montes, que mantém uma rede de corrupção tão forte que, nos presídios, são os traficantes, e não a lei, que ditam as normas...  sabe, eles fazem até festa nos presídios, usando coca, não o refrigerante, mas em pó, com TV LED, churrasqueira e com muito sexo...  É isso que o governo indonésio está evitando; eles não querem isso por lá.
PresidentA-  Que bom que dessa vez eu acertei. Trouxe você do outro lado do mundo para esclarecer coisas que eu nunca ouvi falar... eu juro que não sabia... vou investigar...
Dr. Paulo – Entendo isso como um fato e estou à sua disposição... tem mais um monte de coisas que a Senhora não sabe... mas vamos deixar para a próxima convocação...
PresidentA – Obrigado, vou tomar medidas enérgicas...  mas antes,  vou perguntar ao Lula  se ele sabia dessas coisas....

Walter da Mata
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015




Uma pena, e essa de Morte

      O  brasileiro  Marco Archer  Cardoso  Moreira, de 53 anos,   foi  executado   na madrugada deste domingo (18) na Indonésia, 16h deste sábado (17), horário de Brasília.
       Sem fazer  nenhuma  apologia  à  pena  de  morte, ao direito de matar,  mas  é  bom  lembrar  que  a Indonésia tem leis rígidas e nosso  compatriota  infringiu  essas   leis,   não na condição de inocente, mas porque o tráfico, ao lado da corrupção, é um dos mecanismos de enriquecimento célere; fontes sedutoras do dinheiro fácil. 
       Pode se imaginar o quanto de dinheiro renderia 13kg de coca?   Não tenho dados para saber se ele já havia feito, com sucesso, essa mesma empreitada.  Pode se imaginar quantos jovens seriam iniciados no vício?     Quantas famílias seriam destruídas?   Quem já lidou com um membro da família aprisionado nas drogas sabe de que eu estou falando. Escrevo com conhecimento de causa.
      As leis rígidas da Indonésia, permitem que casas de câmbio movimentem muito dinheiro, funcionem em biroscas às margens da avenida, sem segurança, seguras apenas nas leis.  Aqui assalta-se agência do banco central e a Petrobras, e os transgressores é que se apoiam nas leis. A lei não apena, estimula o risco.
      Sinto pela família de Marcos Archer, sinto pela vida dele, mas se no Brasil nossas leis fossem menos frouxas, se sua aplicação fosse equânime, talvez se pensaria duas vezes antes de transgredi-las.
        Aqui, traficantes e corruptos andam de jatinho e dão risadas na cara de nossos juízes.
Escrevendo com tristeza....
         Este texto gerou  perguntas, após muitas leituras e comentários na rede social. A principal delas: "pastor, o senhor é a favor da pena de morte?" Respondi assim: sou a favor do direito à vida, principalmente de quem anda direito. Traficante não é a favor da vida. Ele vive da morte, da morte dos adolescentes, jovens, dos sonhos, das famílias e da sociedade. Que ninguém sofra pena de morte, mas também não apene os outros com a morte, fazendo dela um meio de vida.

Walter da Mata
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