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terça-feira, 11 de outubro de 2016

REJEIÇÃO


Sentimento de rejeição é quando se está em um ambiente e se sentir excluído. Isso pode acontecer desde o dia que se foi gerado e percebe-se  estar em um útero que não se alegra com a presença do novo ser e se estende ao longo da vida, com o sentimento de não pertencer, seja na família, escola, igreja, trabalho e na comunidade onde se vive. Numa época de implantes, de aplicações de silicone no corpo, sabe-se bem o que é rejeição no físico e o mesmo acontece nos relacionamentos, com pessoas que vivem como se fossem agentes que precisam ser expulsos.
Ninguém escapa da rejeição, nela todos são vítimas, mas também protagonistas, ouve-se  e diz muitos “nãos”. Quando se ouve um não, ao um pedido de namoro na adolescência, a rejeição se manifesta de forma intensa e alguns não conseguem lidar com isso ao longo da vida,  como se fosse uma chaga incurável, chegando em alguns extremos, a desistir da vida.
Mas é necessário encarar a  rejeição ou ela causará destruição. Se ouvir a história de cada pessoa, todos possuem marcas da rejeição. O próprio Cristo lidou com a rejeição. O profeta Isaías descreve assim: “olhamos para Ele e não havia nada nele que nos agradasse. Era  desprezado e o mais rejeitado dentre os homens, dele se desviava o olhar e não fez dele caso nenhum”.  Anos mais tarde, João declara assim: “Veio para os que eram seus e os seus não o receberam” ; Lucas diz que os de Nazaré, sua cidade natal, o expulsaram e sobre seus irmãos de sangue, assim está escrito: “até seus irmãos não criam nele”.
A rejeição acontece nos testes de beleza, nos campinhos de chão batido onde meninos brincam de bola, nas peneiras do futebol profissional, na formação do grupo de balé da escola,  trabalhos em grupo, no convite para ir ao cinema e num pedido de casamento. Se é real,  que não se pode evitar a rejeição, então é aprender a lidar com ela, não da perspectiva do rejeitador, mas do rejeitado. A cura não acontece lá fora, no outro, mas dentro da pessoa que se sente rejeitada.
Olhando para Jesus, se tem um referencial de como lidar com a rejeição:
1-      Ser convicto de sua identidade. Não precisou  provar isso a ninguém, nem ao diabo na tentação do deserto. “Se tu és o filho de Deus , faça isso ou aquilo” Ele não fez, estava seguro de quem ele de fato era. Seja você mesmo!
2-      Saber que é amado. Tinha muita gente que o odiava, mas ele se firmou nas declarações mais significativas: “Tu és meu filho amado, e Eu me alegro em você” . Não se arraste porque quem te rejeita, aproxime-se de quem te ama!
3-      Sentido de Missão: “Convém que eu vá pregar em outros lugares, pois para isso vim”. Cada um tem o perfil para desenvolver a missão de sua vida e basta se aperfeiçoar para isso. Se a missão de uma pessoa não é ser top nas passarelas de beleza, para que viver a angústia de não se encaixar no padrão?
4-      Não ter medo de chorar. Jesus chorou porque Jerusalém o rejeitou, mas não ficou preso em suas lágrimas.  Não guardou ressentimentos, sabia que a perda não era sua, mas da cidade que o rejeitou. Mais tarde, ele entra na cidade e todos queriam vê-lo.
5-      Dedicar-se a amar. A bíblia diz que Ele amou os seus e os amou até o fim. Quando se ama o próximo, a alma rejeitada alcança cura. Ame, mesmo que seu amor seja rejeitado, deixe-o disponível.
6-      Não viva para agradar, a fim de ser aceito. Jesus não deixou de fazer o que tinha de ser feito, não deixou de dizer o que tinha de ser dito. Alguns o deixaram e foram embora. É triste viver em função do desejo dos outros. 
Enfim, não fazer da  vida uma busca de aceitação externa, pois quem assim vive, atrai mais rejeição, pois se faz de vítima para ganhar atenção,  cheia de melindres, pegajosa, controladora , manipuladora e quando recebe um pouco de aceitação, não sabe dividir a pessoa com o grupo, tenta ser exclusiva. Buscar aceitar-se como se é, com suas potencialidades e limites, deixando o passado no passado e crer que Jesus em sua morte levou sobre si os pecados, as enfermidades físicas e emocionais, é mergulhar na fonte da cura para rejeição.


                                 Walter da Mata
10/10/2016



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