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segunda-feira, 24 de julho de 2017

I Samuel 25, uma lição de mentoria.





         No capítulo mencionado de 1 Samuel 25, Abigail, a Carmelita, esposa de Nabal, fazendeiro próspero de Carmelo, região montanhosa de Judá, destaca-se com duas habilidades: ganhar o coração e fazer colocações assertivas, que marcaram a vida do futuro rei de Israel. Possivelmente, por ser casada com um homem insensato, que tomava decisões impensadas e sentia prazer em provocar, Abigail precisou desenvolver essas virtudes por questão de sobrevivência, pois não é fácil para mulher alguma conviver com um homem que não pondera as palavras da sua boca e as decisões do seu coração.
       Nabal faz perguntas de insensato: Quem é Davi? Quem é o filho de Jessé? Não seria ele mais um escravo foragido de seu senhor? Por que tomaria do que é meu para alimentar homens que não sei de onde vêm? Ora, Davi a essa altura era o cidadão mais famoso de Judá, seus serviços prestados a Israel eram mais notórios que os do rei Saul, isso ficou claro nas palavras de Abigail, ao destacar que Deus levantara Davi para suceder o rei Saul; então Nabal não era inocente, era mesmo sem ponderação alguma diante de problemas delicados.
          Abigail percebeu a gravidade da situação, resolveu intervir para salvar sua casa, pois Davi, sentindo-se  insultado, subiu com quatrocentos homens armados à espada para exterminar da casa de Nabal todo o macho. Preparou as provisões e enviou ao exército errante de Davi, e de forma proativa foi ao seu encontro: desceu do jumento, inclinou-se ao pó, lançou-se aos seus pés e, com palavras sensatas, apaziguo-lhe o coração, anulando assim, o efeito do insulto. Abigail abriu a conversação confrontando a Davi sobre as consequências de suas escolhas.
         Sua intervenção levou Davi a repensar sua decisão e livrou o futuro rei de Israel de pecados imperdoáveis: derramar sangue inocente e vingança com as próprias mãos. Davi exalta tamanha prudência de Abigail: “Bendita seja a tua prudência, e bendita sejas tu mesma, que hoje me tolheste de derramar sangue e de que por minha própria mão me vingasse”. Seu trono não teve a marca do sangue de Nabal.
        Nabal morre com o corpo rígido, assim como suas palavras e atitudes, rígidas, irrefletidas e insensatas e Abigail, por sua sensatez, torna-se esposa de Davi.
        Mulheres que se destacam por sua moderação, respondem bem a pergunta de Provérbios 31.10: “Mulher virtuosa, quem a achará?”. Eu, Walter, mesmo não achei, Deus me deu de presente. Enquanto escrevo, volto ao tempo, vinte três anos, quando, diante de circunstâncias difíceis, um filho preso pelas drogas, ambiente de violência em casa, ameacei irado, por duas vezes, expulsá-lo de casa, então a voz sensata de minha esposa Bete, diante de um homem, o pastor da igreja e seu marido, fez a pergunta: “Você pode tomar essa decisão, então esse será o conselho que você dará às famílias da igreja, quando trouxerem os conflitos com seus filhos?” Tais palavras me fizeram retroceder. Por graça divina, Deus interveio e libertou das drogas meu filho e o pai dele da insensatez.
       Que vejamos as mulheres como mentoras, não apenas para outras mulheres, mas também para homens, seus maridos e filhos. E que possam ser mentoreadas não apenas por outras mulheres, mas também por homens.
Texto de Ilaene Schuler e Walter da Mata

Walter da Mata
É bacharel em Teologia, pós graduado em Coach Ontológico, casado com Elizabete há 42 anos, pai de três filhos, avô de 4 netos, pastor há 29 anos da Assembleia de Deus Manancial em Sobradinho -DF e Missionário SEPAL, na Equipe de Homens Mentores.

Ilaene Schüler
Missionária Sepal, graduada em Teologia com especialização em Missão Urbana, acadêmica em Análise Transacional. Exerceu ministério pastoral e atualmente coordena o ministério Mulheres Mentoras, visando mobilizar e capacitar mulheres líderes para o pastoreio mútuo e mentoria. É casada com Daniel Vargas.
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sábado, 8 de abril de 2017

ASSEMBLEIA DE DEUS E SEU PARTIDO POLÍTICO





Partido Republicano Cristão que está sendo articulado com a ajuda da Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil, hoje com 30% dos 42 milhões de fiéis no Censo 2010, oficiosamente tem sido chamado de Partido da Assembléia de Deus.

Que os cristãos devem estar em todos os espaços da sociedade para que possam vivenciar o papel bíblico de sal e luz é fato e sem dúvida alguma, a política é um desses espaços de maior visibilidade e com reflexo na construção da vida comunitária.

O dilema é que tipo de cristão temos oferecido a política? Temos pessoas cristãs de carteirinha, outros que se declaram evangélicos, presos por corrupção, usando tornozeleiras de monitoramento da justiça, por envolvimento em diversas situações que não honram a Deus e nem sua igreja. Mas a política é atraente, muitos pastores migraram para lá, outros funcionam como articulistas e são mais políticos que os parlamentares e muitos tiram vantagem pessoal por meio da “venda” dos votos de seus fiéis.

Se na política eclesiástica, que hipoteticamente, é exercida por pessoas tementes a Deus,  escândalos análogos a política partidária pipocam a cada eleição para mesas diretoras das instâncias regionais e nacionais, onde o volume financeiro é proporcionalmente pífio, nem por isso, é administrado com a transparência devida;  o que se pode esperar desses homens nas casas legislativas, onde o dinheiro corre em propinodutos? Se não há integridade nas “coisas santas”, o que esperar desse tipo de cristão no sistema político brasileiro?

UMA COISA É UM CRISTÃO EXERCENDO A POLÍTICA DE OFÍCIO, OUTRA COISA É UMA IGREJA POLÍTICA.

Me arrisco, com temor a alguns pensamentos:

·          1-Os pastores das igrejas locais serão vistos como presidentes comitês;

·                         2-O membro será visto como eleitor;

·                      3-O membro que tiver ideologia partidária diferente, será tido por adversário;

·               4-Os pastores serão designados para igrejas, dependendo de seu comprometimento político partidário;

·                     5-Os púlpitos oficialmente transformados em palanques;

·                   6-A ideologia será o centro da prédica em substituição a cruz de Cristo, onde todos são nivelados;

Leo Gonçalves, escreveu assim no “Púlpito Cristão”:

“Voltando ao caso da Assembléia de Deus, fica difícil saber se toda essa vontade de exercer a política é fruto de um chamado genuíno para exercer o poder público, ou trata-se de mais uma manobra articulada para aumentar o império e legislar apenas de acordo com interesses pessoais. A real intenção da legenda pentecostal, só o tempo dirá. Para formar o partido político são necessárias 486 mil assinaturas”.

Uma das belezas da Igreja é sua capacidade de agregar na pessoa de Cristo, pessoas de ideologias diferentes e  uma igreja com identidade partidária tem tudo para ser desagregadora, então temos aqui um contra senso.  Isso é apenas um ponto de vista e não a vista do todo, mas esse pequeno vislumbre já me coloca em desacordo com uma igreja partidária.

                                                    Walter da Mata

                                                                          08/04/2017
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

VOCÊ SÓ TEM UMA CHANCE




Somos seres que desejam, que sonham e que lutam muito para conquistar algo que não possuímos, mas que, em tese, desejamos muito. Achamos até que alcançaremos o topo da felicidade quando possuirmos aquilo que, o tempo todo, ocupa a nossa mente e emoções. Seria um tipo de “amor platônico”, amor pelo o que está distante, que ainda não alcançamos, mas que empreenderemos toda nossa energia para possuir o objeto do desejo.

Corremos atrás do carro dos sonhos, da casa ideal, da viagem à ilha da fantasia, da pessoa que injeta adrenalina e faz o coração disparar, da família perfeita e melhor que todas as que conhecemos, do tipo de amizade que só nos trará alegria, da formação que nos dará realização; enfim, nos tornamos caçadores do pote de ouro que sempre está do outro lado do arco-íris.

Dedicamos a vida para sermos felizes no futuro, depois de cada conquista descobrimos que a felicidade não mora lá. A casa dos sonhos suga nossa energia para mantê-la e ainda descobrimos que não era bem assim que queríamos, pois vimos que alguém teve uma ideia melhor que a nossa; então, a casa dos sonhos vira a nossa frustração. O amor dos sonhos, quando morava lá, não é o mesmo quando mora aqui. Esse amor tem crises, manias detestáveis e  não está ali para satisfazer nossos desejos, sempre na hora que queremos, pois é um ser possuído de vontades. Os amigos, que tanto sonhamos ter para nos alegrar, não suportam por muito tempo nossas manias, que insistimos serem “virtudes que nos caracterizam e das quais não abrimos mão para uma melhor convivência”; eles se afastam aos poucos.

            O tempo vai passando e vamos envelhecendo com a expectativa da vida ideal; mantemos muito bem guardado, nos porões da alma, um baú de frustrações com os outros e com a gente mesmo, mas sempre bem protegido pela maquiagem de um novo sonho que estamos prestes a realizar e que vai mudar nossa vida.

Que tal ouvirmos essa paráfrase do escritor de Eclesiastes: Vai come o teu pão com alegria, amanhã ele será um pão duro, sem cheiro e sem sabor;  sinta prazer na vida hoje, Deus tem alegria em sua alegria. Aprecie a vida hoje, com a pessoa que você escolheu para amar, com os   amigos de ontem e que ainda estão aqui hoje; não deixe a roupa nova no guarda-roupas, vista o melhor, não por causa do outro, mas porque sua alma está grata pelo dom da vida. Não permita que, em seu velório, sua história seja contada como alguém que não viveu os sonhos alcançados, porque a cada conquista, a felicidade foi protelada para o sonho seguinte. Então, agarre cada oportunidade de relacionar-se, com unhas e dentes, dê o melhor de si e com prazer, pois você só tem uma chance.

O dia de hoje é do dia de desfrutarmos melhor: a relação com Deus, com a gente mesmo, com a família, com amigos e com tudo o que já chegou às nossas mãos, pois a felicidade pode ser  desfrutada enquanto a chuva cai torrencialmente e não apenas além do arco-íris que aparece depois da tempestade.      
                                                                                                                    Walter da Mata
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sábado, 25 de fevereiro de 2017





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PENSAMENTO



Tem coisa que foi...
        Tem coisa que é...
             Tem coisa que está...
                    Tem coisa que será...
                             Tem coisa que nunca será..


                                                                            WM
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OS TRÊS PATETAS



     Espero que ainda possamos aprender o que é ser uma República Democrática. Talvez não na minha geração, pois desde o fim do Regime Militar, os TRÊS PODERES, se tornaram protagonistas de cenas que nem os TRÊS PATETAS conseguiram tanto. 

     Brasília, desde lá, lembra um picadeiro de circo com seus atores bêbados; temos trapalhões de terno e gravata, executando; trapalhões togados, julgando, e trapalhões de calças e saias,  legislando; só nos resta esperar qual é a próxima trapalhada, pois ela certamente virá. 
     Não desejo um regime de força, desejo ver no poder homens cuja força é o caráter e a integridade, e não a habilidade de manipular, subornar, chantagear e ainda sorrir, enquanto o povo chora.


     Quem viver, verá?????
                                      Walter da Mata
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      Palavra que vem do Latim SUPREMUS, o mais alto, mais acima. Que está acima de tudo. Tão isento assim, lembra a pessoa de Deus, o único que de fato é SUPREMO. Daí, o nosso dilema de olhar para o SUPREMO e se frustrar pela ausência dessa pureza.
        Nesse prisma, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é um tribunal humano que deveria buscar chegar mais próximo da justiça divina. Seria o homem perto de um Deus insubornável, que não se deixa assediar por troca de favores e nem por qualquer coisa que represente valor material. Assim deveria viver cada homem ou mulher, quando investidos da mais alta magistratura; nesse caso, a toga poderia ser branca e sem mancha, lembrando um pouco essa vontade de imitar o Justo Juiz.
      Sendo SUPREMO, Deus tem bases legais para condenar a mim e a você, pois não há homem que não peque, tornando réu; por isso é que Jesus veio ao mundo para assumir nossa culpa. Ele não tinha pecado, mas assumiu o meu pecado e foi condenado no meu lugar e eu me tornei justo. Essa justiça que me é imputada, só é validada quando diante do Juiz, se eu assumo humildemente meus pecados e declaro minha fé em Jesus como meu substituto. Esse princípio é legal e ao mesmo tempo gracioso, se aplicável a todos os seres humanos, independente de classe social, raça e credo. 
        Então, não consigo olhar para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, como quem olha para cima, pois a humildade não caracteriza os que ali são julgados e a isenção não é selo que consigo ver em quem julga. Se não há pureza, mantenha-se a toga preta, para que a verdade nunca apareça.
                                                                                                            Walter da Mata
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PENSAMENTO



   Quem se mistura com Gibeonita,
                                pão bolorento come!
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MENTE E EMOÇÃO





Cerebrar, sem celebrar: racionalismo
Celebrar, sem cerebrar: emocionalismo
Celebrar e cerebrar: culto racional
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GIRASSÓIS DA VIDA


Que os girassóis vivam muito
Contorcendo a caule no ciclo do sol
Pois mesmo no escuro da noite
Sua vida colore até o arrebol

         Muitas flores e muitos sóis...
         Encabeça a fila, uma flor maior
         Passarela aberta de tom amarelo
         Pra o desfile de sóis de fulgor menor

Pétalas viçosas estão a murchar
A cada ocaso, a beleza se esvai 
Tapete amarelo, o chão adornar
Aviso que a vida também passará

        O romper belo de muitas flores
        Ao lado da flor que morre ao crisol 
        A vida e a morte, convivem na caule
        Lembrança que sempre teremos o sol

Olhando de perto a flor que morre
Vê-se escondida de forma pungente
O germe de vida em forma de grão
Vida que segue em cada semente

      Que floresçam sempre muitos girassóis
      Que girassóis morram sempre
      Quem a vida mantenha o ciclo do sol
      Nascendo e morrendo... virando sementes
          
                                                        Walter da Mata
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CULTURA DE TIRAR VANTAGEM




        Qual a vantagem de tal cultura? Talvez agora possamos refletir sobre isso. Todas as vezes que um indivíduo ou grupo ganha mais do que deve, em detrimento e prejuízo do coletivo, esse pequeno vai se tornando cada vez mais poderoso e o coletivo cada vez mais enfraquecido, porém, mais irado. Só que esse coletivo vai se esgotando, ou melhor, sendo esgotado, pois de onde só se tira, uma hora acaba e nessa hora o enfraquecido vira bicho. E bicho animal é mais fácil de domar, que bicho gente.
    Foi isso que a classe política do Brasil fez durante décadas: levou vantagem. Tem os maiores salários, menor tempo de trabalho, maior tempo de férias, aposentadoria com privilégios de deuses do olimpo, melhor assistência na educação, saúde e segurança; tudo isso tirando vantagem de um coletivo cada vez mais esgotado em seus direitos básicos. Então, o povo fraco, virou bicho, e o bicho gente, quando vira bicho, não tem domador que controle.
     Então, que os “deuses endemonizados” do olimpo dos três poderes, abram as comportas de devolvam tudo que nos foi roubado e ponham fim a essa sangria desatada em nossa jugular. Que nunca mais nos olhem otários, de onde se pode tirar tudo, inclusive a dignidade.
   PELO FIM DOS PRIVILÉGIOS DE QUEM TEVE O PRIVILÉGIO DE ESTAR NO LUGAR FEITO PARA SERVIR!
                                    Walter da Mata
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NO TEMPO QUE AS COBRAS FALAVAM





          Claro que nas fábulas elas falavam e continuam falando nos desenhos animados.    Mas cobra falando, aparece em Gênesis  3 no  diálogo da   serpente   com  Eva,   e palavra “sagaz” (astuta) descreve o perfil da ofídia, que habilidosa com as palavras, estimula a cobiça de Eva sobre o fruto proibido. O restante da história a gente já experimenta.
     A serpente não mais aparece dialogando, mas o perfil de sua sagacidade continua seu trabalho sórdido, na vida dos humanos. Em IISm 13.3, temos novamente a palavra “sagaz” (habilidoso), se referindo a Jonadabe, amigo de Amnom, que mortal como uma serpente, montou a estratégia para que Amnom, eivado de cobiça e sedução, cometesse a loucura que mais tarde lhe custou a vida. Não é coincidência que a palavra sagaz apareça novamente. 
    Então, selecionar amigos, não é segregar, mas muitas vezes, uma questão de vida ou morte. A Bíblia diz: Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes. I Co 15.33
                                                  Walter da Mata
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