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sábado, 8 de abril de 2017

ASSEMBLEIA DE DEUS E SEU PARTIDO POLÍTICO





Partido Republicano Cristão que está sendo articulado com a ajuda da Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil, hoje com 30% dos 42 milhões de fiéis no Censo 2010, oficiosamente tem sido chamado de Partido da Assembléia de Deus.

Que os cristãos devem estar em todos os espaços da sociedade para que possam vivenciar o papel bíblico de sal e luz é fato e sem dúvida alguma, a política é um desses espaços de maior visibilidade e com reflexo na construção da vida comunitária.

O dilema é que tipo de cristão temos oferecido a política? Temos pessoas cristãs de carteirinha, outros que se declaram evangélicos, presos por corrupção, usando tornozeleiras de monitoramento da justiça, por envolvimento em diversas situações que não honram a Deus e nem sua igreja. Mas a política é atraente, muitos pastores migraram para lá, outros funcionam como articulistas e são mais políticos que os parlamentares e muitos tiram vantagem pessoal por meio da “venda” dos votos de seus fiéis.

Se na política eclesiástica, que hipoteticamente, é exercida por pessoas tementes a Deus,  escândalos análogos a política partidária pipocam a cada eleição para mesas diretoras das instâncias regionais e nacionais, onde o volume financeiro é proporcionalmente pífio, nem por isso, é administrado com a transparência devida;  o que se pode esperar desses homens nas casas legislativas, onde o dinheiro corre em propinodutos? Se não há integridade nas “coisas santas”, o que esperar desse tipo de cristão no sistema político brasileiro?

UMA COISA É UM CRISTÃO EXERCENDO A POLÍTICA DE OFÍCIO, OUTRA COISA É UMA IGREJA POLÍTICA.

Me arrisco, com temor a alguns pensamentos:

·          1-Os pastores das igrejas locais serão vistos como presidentes comitês;

·                         2-O membro será visto como eleitor;

·                      3-O membro que tiver ideologia partidária diferente, será tido por adversário;

·               4-Os pastores serão designados para igrejas, dependendo de seu comprometimento político partidário;

·                     5-Os púlpitos oficialmente transformados em palanques;

·                   6-A ideologia será o centro da prédica em substituição a cruz de Cristo, onde todos são nivelados;

Leo Gonçalves, escreveu assim no “Púlpito Cristão”:

“Voltando ao caso da Assembléia de Deus, fica difícil saber se toda essa vontade de exercer a política é fruto de um chamado genuíno para exercer o poder público, ou trata-se de mais uma manobra articulada para aumentar o império e legislar apenas de acordo com interesses pessoais. A real intenção da legenda pentecostal, só o tempo dirá. Para formar o partido político são necessárias 486 mil assinaturas”.

Uma das belezas da Igreja é sua capacidade de agregar na pessoa de Cristo, pessoas de ideologias diferentes e  uma igreja com identidade partidária tem tudo para ser desagregadora, então temos aqui um contra senso.  Isso é apenas um ponto de vista e não a vista do todo, mas esse pequeno vislumbre já me coloca em desacordo com uma igreja partidária.

                                                    Walter da Mata

                                                                          08/04/2017
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