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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A VERGONHA DO EVANGELHO

Ouvindo o relato de Samuel Nelson, filho do Missionário  Nellis Nelson, pioneiro da obra a Assembleia de Deus no Brasil (1930 a 1950), quando de sua visita ao Museu da AD em Belém do Pará, me levou a uma análise de minha vida e da minha geração de pastores e de minha denominação. Somos essa potência evangélica, por ter homens em nossa história, como Nellis Nelson e outros semelhantes a ele.

Em tempos que temos ocupados as manchetes por escândalos morais e financeiros, por ter um número elevado de pastores sendo levado às barras dos tribunais; não por causa do nome de Cristo, mas por práticas que envergonham o nome de Cristo. Não é sem razão que a maior especialidade buscada pelos pastores, há muito deixou de ser na linha teológica, para migrar para o mundo do direito. Os advogados tem mais autoridade em nossas conclaves que os pastores. Isso envergonha o Evangelho

Observe a síntese da biográfica desse pioneiro:

Como homem:
·         Teve vontade de abandonar a missão: Foi ao Cais do Porto e em lágrimas  orou com não posta em um navio americano, pedindo a Deus que o removesse do Brasil diante de tanta escassez e sofrimento.
·         Coragem: enfrentou a evangelização no Piauí, em tempos de muita perseguição; tempos que ser evangélico, ou crente como éramos chamados,

Práticas:
·         1- Oração todos os dias 5h da manhã: entendia que buscar a Deus é fundamental para fazer a obra de Deus;
·         2- Ganhar almas para Cristo: a  missão maior e razão de existir da igreja. Levar as pessoas a deixar a idolatria, paganismo, a miséria dos vícios e abrirem o entendimento que só na pessoa de Jesus Cristo há salvação. O resto é engano;
·        3- Desapegado ao dinheiro: lhe faltava tudo, mas não lhe faltava desapego do pouco que tinha para investir na obra de evangelização do nordeste brasileiro;
·        4- Amoroso: “nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”;
·         5- Fiel: capacidade de suportar provações e tentações, sem negar a fé;
·         6- Honra a família e a igreja: sabia o lugar de cada uma em sua vida. Cuidou da igreja e cuidou da família;

Seus conselhos aos filhos e aos novos obreiros:
·         Nunca engane ninguém: Fale a verdade, viva a verdade, ande na verdade;
·         Pague suas dívidas: compre o que você pode pagar;
·         Mantenha nosso nome limpo: você representa Cristo na terra. Não envergonhe o Evangelho;
·         Seja bom crente: tenha compromisso com Deus e com a igreja;

Minha geração de pastores, marcada pela falta de integridade, verdade, disputa pelo poder e paixão descomunal em participar da política, assimilando e trazendo para os contexto eclesiástico o que de pior tem lá; e assim envergonhando o evangelho, precisa reencontrar o caminho da honra ao nome de Jesus, pois só assim teremos um legado a deixar, pois “reproduzimos segundo a nossa  espécie”. 
 
                                                                                                                          Walter da Mata




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