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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

JESUS E A GOIABEIRA







Reservei um tempo para ver e ouvir o vídeo de Damares Alves, pois o tom zombeteiro das postagens e comentários parecia até que tal fala se dera num contexto de Estado. Porém, o testemunho dado pela pastora e agora Ministra Damares Alves foi num contexto de igreja e já há algum tempo, mas passou ocupar as mídias, tão logo ela ter sido convocada para ser a Ministra dos Direitos Humanos. 

Pelo estilo jocoso dos comentários, fica implícito que duvidam da sanidade mental de Damares Alves. Vamos a algumas considerações:

1-      O depoimento foi dado num contexto de igreja e em um culto evangélico de cunho pentecostal, e uma das marcas do movimento pentecostal é a manifestação sobrenatural de Deus. Claro que existem contextos protestantes que não creem nas manifestações sobrenaturais divinas e nem malignas, mas esse nem é o nosso tema aqui, pois falo de um contexto de gente que crê;

2-      Com idade de dez anos, sua diversão e abrigo se dava nas árvores de seu quintal. Foi na condição de criança que ela viveu tal experiência, então é totalmente compreensível que Jesus ocupe esse contexto específico com linguagem visual e verbal próprio da criança, experiência única e pertinente a faixa etária, portanto, não se repetirá. Marcou aquele momento e o restante da vida. Quem lê as Escrituras, encontra manifestações sobrenaturais em diversas ocasiões:  a  Abraão em sua tenda e no cume do monte Moriá; a Moisés,  na sarça que se queimava e não se consumia; a Elias no monte Horebe; aos pais de Sansão em um campo agrícola; a Zacarias no interior do templo; a Maria, mãe de Jesus; a Saulo no caminho de Damasco e no interior de um navio em perigo de naufrágio e outros;

3-      Ela formula não uma doutrina de Jesus subindo em pé de goiaba, elas apenas conta de uma experiência que curou sua alma ferida pela violência sofrida e é princípio teológico que não se faz doutrina em cima de experiências;

4-      O contexto evangélico pentecostal está povoado de incontáveis manifestações sobrenaturais, no qual a pessoa se encontra com Cristo e tem sua vida mudada. Histórias nas quais Jesus  manifestou-se unicamente à pessoa envolvida, entrando como  médico em hospitais, advogados em presídios e outras;

5-      O movimento pentecostal distingue-se no fato de que seus membros creem que os sinais miraculosos dos dias bíblicos, novo e velho testamento, são totalmente pertinentes para os dias atuais: dons de cura, variedade de línguas, interpretação, discernimento de espíritos, palavra da sabedoria, operações de maravilhas; manifestações por sonhos e visões. Isso é real na igreja hoje, muitos curas e milagres acontecem no contexto do culto;

6-      O culto evangélico não é feito em torno de uma filosofia ou em cima de uma ideia. Todas as vezes que uma igreja bíblica se reúne, ela o faz em torno de uma pessoa, a pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de uma virgem, crucificado, ressuscitado e assunto aos céus, mas operante na terra por meio do Espírito Santo;

7-      Em tempo algum se procurou saber o que fazem os líderes de Estado em torno de sua fé, se creem ou não em algo, se adoram o que ou a quem; mas virou moda criticar a fé na pessoa de Jesus ou separar o Jesus da Bíblia e da Igreja, do Jesus histórico, como se conflitassem.

Pessoalmente, creio que Jesus está vivo e continua atuando entre os homens e manifesta-se dentro do nível de compreensão de cada indivíduo. Entre as muitas experiências, recebi sua presença em meu quarto, quando tinha 30 anos de idade;  estava enfermo, lóbulo inferior do pulmão esquerdo indicado para lobectomia e Jesus de Nazaré manifestou-se por meio de espada de fogo que circundava o meu tórax removendo todo sangue ressecado das paredes pulmonares e eu, que não tinha forças para me levantar, saltei da cama, fiz abdominais e corri pela casa exaltando o nome dele. Faz 34  anos que fui curado. Prontuário com toda história deve estar nos arquivos do Hospital de Base e Hospital L2 Norte, vinculado à Universidade.

Intervenções sobrenaturais ocorrem dentro da soberania e graça divinas, não sabemos explicar como, quando,  porque  e quem será contemplado, e o melhor que nossa ignorância faz é manter-se em silêncio reverente.

Walter da Mata





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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

CORTE NA CORTE






Da Corte sinto nostalgia
Da Honra que já tivestes
Se da Corte foi-se a honra
A Corte só deixa saudades

       Da Corte sinto vergonha
       Pois dela se foi “verecundia
       Expostos já não enrubescem
       Os que amam a vilania

Que não corte quem pudor sente
Da “vergonça” abandonada na Corte
Que dispa a toga falta em pudor
Quem na Corte não se faz “veveri

       A “vergonça” é coisa arcaica
      No presente a queremos sentir
      Que se corte da Corte
      Quem a vergonha quer impedir.

                                                                             Walter da Mata  6/12/2018
Os itálicos vem do Latim, verecundia e vergonça: vergonha
                                             veveri: respeito, honra

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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O SUCESSO DA SUCESSÃO



Celebrei esse dia com um poema, sentindo profunda gratidão e certeza da vontade de Deus na vida que ele me permitiu viver e na vida do Sergio Timóteo.



Hoje é dia de sucesso
Sucesso na sucessão
Sucessão não é perda, é adição
O sucesso é correr e o bastão

                  Sucesso é cumprir o chamado
                  Seguir o tempo, viver cada estação
                  Sucesso é resistir as perdas
                  E se manter na missão

Sucesso é discernir o tempo
Tempo de plantar ou tempo de arrancar
É saber chorar, sem se deixar sufocar
Sucesso é claudicar, sem deixar de caminhar

                     Sucesso não é sempre ficar
                    Às vezes é da cena sair
                    Ver a saga ser feita com outro
                    Deixar a vida seguir

Sucesso é plantar a semente
Esperar a arvore crescer
E ver eclodir o fruto
Deixar o outro colher

                      Sucesso é encontrar-se com Deus
                     Na sarça  receber a visão
                     Sucesso é caminhar no deserto
                     Até as margens do Jordão

Sucesso é andar no tempo
Determinado por Javé
E aceitar que canaã
É missão pra Josué

                    História é sucessão de fatos
                    Que se sucedem no tempo
                    Há um tempo para cada homem.
                    Há um homem para cada tempo


Todo sucedido, um dia foi sucessor
Todo sucessor, também será sucedido
 É  alegria do sucedido, o sucesso do sucessor
O modelo de sucesso, (não sou eu).. é Cristo, o Sumo Pastor


                                                                                                  Walter da Mata 11/11/2018
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MÚSICA E A VIDA




A vida é uma música
Para quem ama
Para quem sofre
Para quem tem memórias

A música é a vida
Para o compositor
Para os instrumentista
Para o cantor

Não há música na morte
Só há música na vida
Harmonia nas cordas vocais
Percussão no coração

Se já não há música
É porque não há vida
E já ficou sem vida
Quem não vive com música.

Parabéns a todos os meus amigos Músicos, vocais e instrumentais, solistas e coristas,  compositores, maestros!
22/11/2018


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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

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GRATIDÃO ETERNA





             

           
              Agora, dia 11/11/2018 fecha esse ciclo do chamado de Deus quanto a PRESIDIR esta igreja, registrada como ASSEMBLEIA DE MANANCIAL. Em um culto dia 11 Novembro as 18h, expressando gratidão a Deus e reconhecimento do valor de cada pessoa com quem o exercício do Ministério pastoral me permitiu relacionar, estarei entregando a liderança maior ao Pr. Sérgio Timóteo. 
            Mas lida ministerial não findará aí, na condição de Missionário SEPAL e membro da Equipe MAPI - DF, seguirei o chamado Divino, criando estruturas nas igrejas e denominações, com treinamento e capacitação, para que pastores recebam cuidado para suas vidas, prevenindo por meio de pastoreio mútuo, desgastes emocionais, familiares e relações ministeriais, propiciando pastores e lideranças saudáveis para as igrejas.
           Me lembro que a quase 32 anos cantei o hino 423 da HC, expressando minhas necessidades diante do desafio e do privilégio de ser um pastor para cuidar de vidas; as minhas necessidades ainda são as mesmas: mais amor, mais poder, mais humildade e submissão, ouvir Deus e mais comunhão com ELE.
 Foi assim, de joelhos, que em Maio de 1987, o pastor Wilson do Couto, representando a pessoa do pastor Elizeu Menezes, confiava a minha pessoa a responsabilidade de pastorear a Igreja que está na Qd 15 - Sobradinho - DF.

DE TI PRECISO MAIS
Jesus, preciso mais de amor, 
Reino de Deus, em meu coração; 
Da compaixão Tu és o Senhor; 
De Ti preciso mais. 
De Ti preciso mais, 
Do Teu amor veraz; 
Sei que estás pronto pra me valer, 
De Ti preciso mais!
Jesus, preciso mais de poder, 
Dom do eterno Consolador; 
És o dador que enche meu ser; 
De Ti preciso mais! 
De Ti preciso mais, 
Do Teu poder veraz, 
Da lua graça, ó vem me encher, 
De Ti preciso mais!
Jesus, preciso mais Te imitar, 
Com humildade e submissão; 
Tua instrução eu quero guardar, 
De Ti preciso mais, 
De Ti preciso mais, 
Da graça eficaz, 
Sei que Tu queres ma conceder, 
De Ti preciso mais!
Jesus, preciso mais de ouvir 
No meu silêncio a voz de amor, 
Que dá vigor para eu Te servir. 
De Ti preciso mais. 
De Ti preciso mais. 
A Tua voz veraz 
No meu silêncio sempre atender, 
De Ti preciso mais!
Jesus, preciso mais comunhão. 
Contigo estar em santo Tabor; 
E esplendor, transfiguração; 
De Ti preciso mais. 
De Ti preciso mais. 
Transformação veraz; 
A Tua face eu quero ter, 
De Ti preciso mais!
TUDO DELE, TUDO POR ELE E TUDO PARA ELE!
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

CONTADORES DE HISTÓRIAS






O que foi feito das maravilhas que nossos pais nos contaram? Jz 6.13

Gideão era um jovem desiludido com a história. Entre o que ele ouvia dos anciões de Israel e a sua realidade, havia total desconexão, isso fazia dele alguém sem qualquer coragem para romper com a opressão dos midianitas e amalequitas, pois afinal, era eram em maior número, tinha maior poder econômico e militar, sendo assim, submeter-se era questão de sobrevivência.
A pergunta que inquietava seu coração: Onde estão as maravilhas do Senhor que nossos pais nos contaram? As histórias de Deus, retrocediam aos dias de Abraão, esterilidade de Sara e de Rebeca, as lutas de Jacó, a influência de José no Egito, o menino Moisés sendo protegido dentro do palácio do Faraó que decretara a morte dos meninos hebreus, o Deus que se revela na sarça ardente, dez pragas sobre o Egito, abertura do mar vermelho, as manifestações do Sinai, o maná no deserto, a nuvem que esfria o dia e aquece a noite, as conversas de Deus com Moisés, enfim, estamos na terra que Deus prometeu, mas não temos Deus conosco. Parece que ele nos colocou aqui e nos abandoou. A realidade não se afinava com a história, mas as história ouvidas, criavam um anseio pela realidade que em algum tempo fez parte da história.
Quando as histórias dos feitos de Deus são contadas, mesmo em meio a realidade contraditória, elas criam no coração um desejo trazer para o presente as intervenções divinas. Era tocado da expectativa de que Deus ainda se moveria na história, que os fatos relatados pelos pais não eram lendas, mas experiências que mudaram suas realidades e que o mesmo ainda poderia acontecer de novo, em seus dias, é que Gideão malhava trigo no lagar; quando o anjo se manifesta, as perguntas do coração estavam prontas. Contadores de histórias mudam as realidades.
A realidade negava a história: a terra estava ocupada, a opressão gerava escassez, as cidades estavam cheias de altares aos ídolos cananeus, não havia altar ao Deus de Israel e qualquer reação contrária a isso, seria punida com morte. (Jz 6.30). É importante que Gideão não discute a identidade do Anjo do Senhor, as histórias que ouvira lhe ajudaram a conhecer a presença divina naquela caverna, suas perguntas perdem sentido ao receber as ordens divinas: derruba o altar de Baal e levanta o altar do Senhor Deus de Israel. Ficou evidente o porquê da dicotomia entre história e realidade, então o problema não estava lá fora, em Deus, o problema estava aqui, na minha casa, na minha cidade; bastava remover a causa e “os feitos de Deus” escreveriam uma nova história a ser contada.

Gideão se envolve com Deus e suas perguntas se transformam em novas histórias a serem contadas e por elas, novas intervenções divinas, gerando novas histórias.
“Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado;
o que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram.
Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima
geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas

que fez.

Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e
ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos,
de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos
que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus
próprios filhos.
Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus
feitos e obedecerão aos seus mandamentos

Sl 78.2-7

Conte as histórias de Deus em sua vida, mesmo que os fatos presentes contradigam tudo que está sendo contado, elas vão gerar um desejo de encontros transformadores com Deus e Deus certamente se manifestará.
Walter da Mata

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domingo, 12 de agosto de 2018

MARCAS DE UM PAI




       No pântano do Alasca, a vegetação verde musgo se mostrava um ambiente ameaçador, mas por alí, por séculos, estava a trilha dos Ursos que habitam a ilha de Chichagof. Na travessia, rumo as reservas de alimento, os filhotes caminham sobre as pegadas dos adultos, colocando suas patas exatamente sobre o lugar onde os adultos pisavam. O macho líder guia sua família e assim garante confiança aos aprendizes, pois um dia eles terão que fazer esse percurso sem a presença física do pai, mas cada trecho da caminhada estará impregnado pelas escolhas, gestos e ruídos deixados em suas memórias. Entre animais e homens as gerações se seguem sobre os passos dos ancestrais, daí a importância de avançar para o futuro, com uma boa leitura do passado, pois por mais que se encante com o novo, foi a jornada passada que garantiu o estar aqui hoje.
      Nesse dia dos pais do ano de 2018, quero honrar a memória de meu pai, por algumas marcas que deixou para que seus pequenos "ursos", hoje homens, pais e avós, pudessem caminhar, enquanto deixam suas próprias marcas para as gerações que se seguem. 

Marca 1: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele o fará". 
Marca 2: "Homem de verdade tem o couro da mão mais grosso que o couro da cara". Trabalhe para não passar vergonha. 
Marca 3: Viva num lugar de tal maneira que você não tenha vergonha de voltar lá. Deixe boas marcas e lembranças. 
Marca 4: Não deixe dívidas, para que não tenha que desviar seu caminho, com medo de encontrar seu credor; 
Marca 5- Honre sua família.
Marca 6- Viva na verdade; 
Marca 7- Deixe algumas coisas para trás, pois tem coisa que quanto mais mexe, mais fede. Perdoe e siga em frente.
Assim vivo esse dia, marcado por saudade e boas lembranças!

Que nós pais possamos deixar uma trilha clara e segura para nossos filhos!
Feliz DIA DOS PAIS
Obrigado Pai Francolino da Mata por ter deixado um caminho marcado para seguirmos!
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

NUTRIR-SE DO OUTRO





“Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros”.  Gálatas 5:15
Os relacionamentos são o grande desafio do ser humano, pois diferente dos outros seres, temos a escolha de odiar, brigar, irar, agredir, desprezar e matar, mas também podemos escolher amar, acolher, cuidar e valorizar a vida do outro.
Antropofagia  ou canibalismo é a ação de comer carne humana, que “era praticada em rituais esotéricos como forma de quem come incorporar as qualidades do indivíduo que é comido, como a bravura e a coragem de um guerreiro derrotado”. Na melhor clareza dos humanos, tal prática caminha para a extinção e quando acontece é criminalizada. Com isto, já não  se devora fisicamente os semelhantes, mas na mente humana ainda está plantado o pensamento de que o outro é para ser devorado, eliminado e ainda ser nutrido com tudo o que ele representava de impedimento de ser o maior, mais poderoso, exercer maior controle e ocupar todos os espaços.
Ainda não se aprendeu a olhar o outro pela janela do coração; as vísceras digestivas ainda permanecem desejando que o outro não exista, pois, quem já não ouviu a expressão: “a presença dessa pessoa faz meu estômago revirar”? Isso prova que a relação é ainda digestiva. Evaristo Eduardo, disse que: “Não devorar o outro é o maior desafio da ascensão humana” (1). Migrou-se do estômago para as emoções.  Gasta-se muito tempo planejando como o outro pode deixar de existir e assim liberar o desejo de  unicidade do devorador.
Isso está no DNA das empresas, da política, da religião, do esporte e em todas as áreas onde o belo seria cooperar e não devorar. O apóstolo Paulo apresenta o amor como o único meio de vencer o desejo de destruir o outro.  “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”. Gálatas 5:14-17
Está claro que o canibalismo emocional, desejo de suplantar e remover o outro, só pode ser vencido pelo “andar em Espírito”, que necessariamente produzirá o fruto próprio do Espírito que é o Amor. Sobre isso, o pastor Isaltino Coelho, escreveu: A liberdade que temos para fazer o que queremos é limitada pelo amor. Quem ama nunca agirá de maneira a fazer mal a outra pessoa. E o primeiro fruto que mostra a presença do Espírito na vida da pessoa, escreve o apóstolo, em 5.22, é o amor.  A construção gramatical deste versículo é curiosa. Paulo fala de fruto, mas alista nove atributos. Na realidade, o fruto é o amor. Os oito outros atributos alistados são o amor em ação.”
O andar no Espírito, fará produzir de forma natural o fruto do que é próprio do Espírito, do mesmo modo como um abacateiro produzirá abacates, sem ter que fazer nenhum malabarismo para isso. Quem anda no e com o Espírito de Deus, nutrirá seu ambiente com: “afeição pelos outros, vida cheia de exuberância, serenidade, disposição de comemorar a vida, senso de compaixão no íntimo e a convicção de que há algo de sagrado em toda a criação e nas pessoas” (Gl 5. 22-23 A mensagem). Isso é fantástico, a árvore que produz o fruto fará isso para que os outros sejam saudáveis. Quem “come do outro” se mantém saudável, quem “devora o outro” elimina sua fonte de saúde.
As relações saudáveis são aquelas que reconhecem no outro virtudes maravilhosas e ímpares, e que essas precisam ser preservadas, nutridas para que a vida seja completa por meio da cooperação de cada um. Ninguém será melhor se o outro for devorado; o mosaico da vida ficará incompleto pela ausência do outro.
Que o devorar continue existindo entre os seres irracionais, que se nutrem fisicamente com a morte do outro e assim garante sua existência, mas que seja banida das relações humanas, pois somos nutridos pela vida do outro e não pela destruição.

                                                                                                      Walter da Mata
1    1- O CORPO – território do sagrado. Pg 124

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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A IGREJA SEMPRE PRESENTE



       Os tempos passam e a igreja, apesar das falhas humanas, sobrevive aos mais diversos ataques contra sua existência. Para muitos, ela não deveria existir, para outros muitos, ela foi e é a única possibilidade de continuar existindo. Jesus de Nazaré, o líder maior da igreja, tem transformado vidas, resgatado homens e mulheres da degradação, para uma nova vida.
Isso não faz da igreja uma perfeição, onde há humanos, a imperfeição e muitas vezes a perversão se faz presente. Mas isso não anula o valor da igreja verdadeira que caminha nos passos de Jesus e que tem servido de testemunha da presença visível dele entre os homens.
       Entre os que a combatem, tem os que nunca se aproximaram para conhece-la, falam do que não não conhecem; nunca viram a manifestação do "Verbo que se carne e habitou entre nós", então a criticam por desconhecimento. Mas outros a combatem por conhece-la, sabem de suas virtudes e conhecem os seus males, mas escolheram caminhar longe dela. Afinal, para eles, ela não evoluiu, seus cânticos arcaicos, seus sermões cansativos, a liturgia repetitiva e as restrições maiores que as liberdades.
      Ao contrário desse discurso, muita coisa mudou no contexto eclesiástico: sermões bíblicos e contextualizados com as crises do ser; liturgia mais leve e com participação de todos; as liberdades se ampliaram de um código de certo ou errado, para uma vivência experimental da graça divina sustentada pelo amor de Deus; a hinódia ganhou livre poesia, saiu da métrica do ritmo quaternário e da rima, para a inspiração livre; então ela mudou não não migrou da pessoa de Jesus de Nazaré.
Então, quem ama, ama; quem aborrece, aborrece. Aí surgem os discursos saudosistas de quem escolheu caminhar longe da igreja: "antigamente tudo na igreja era melhor". Só não entendo porque escolheu ficar de fora, quando tudo era melhor.
      Com certeza a vida de cada um passou por transformações, pois tudo que é vivo se transforma e renasce a cada dia, caso contrário, mumifica. A igreja está renascida e se renovará sempre para alcançar aqueles que sedentos de Deus, reconhecem que para caminhar com o Eterno, precisam de graça e de amor para caminhar com os outros humanos imperfeitos.
     Bem vindo ao lugar dos imperfeitos, que sabem de suas imperfeições e buscam uma comunidade de iguais para juntos entrarem num processo de aperfeiçoamento, seguindo os passos Jesus de Nazaré.
                                                                                                    Walter da Mata
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sábado, 24 de março de 2018

O CRUCIFIXO NO SUPREMO TRIBUNAL





Só agora, véspera da Páscoa e assistindo o nível baixíssimo dos valores mínimos da “Suprema Corte”, é que me chamou atenção que toda a bandalheira ocorra sob um CRUCIFIXO, símbolo de que o ambiente ou a pessoa que usa, tem os ensinos de Cristo como base de suas decisões.
Alisto aqui, dois desses valores:
·         VERDADE: parece que ela só apareceu de relance nas palavras de Barroso, ao descrever seu parceiro de Toga e que pode muito bem se estender a outros;
·               JUSTIÇA: é quando a Lei é aplicada sem qualquer distinção.
Analisemos o crucifixo:
·                O crucifixo tem olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve. Talvez isso explica a cegueira diante da verdade escrita na lei e os ouvidos moucos (lerdos, tontos, surdos) ao clamor por justiça em todo o Brasil;
·                Tem pés, mas não anda; tem mãos, mas não faz nenhum labor. Aqui justifica a paralisia dos atos processuais que dormem até caducarem, nas mãos dos “ilustres togados”;
·                Tem nariz, mas não tem olfato. Aqui chegamos ao ápice. Em todos os continentes já chegou o mau odor provocado pelos atos inapropriados da justiça brasileira.
      Mas, vamos a uma divagação: se o cristo que lá assiste fosse um ser vivo, o que ele diria aos “ilustres togados”?
“Perdoa-lhes, porque não sabem o que estão fazendo!” Isso ele não falaria. Eles sabem o que fazem. É tudo bem pensado e articulado, portanto, não são inocentes. Não merecem o perdão, pois nem mostram qualquer arrependimento diante de tantas ações inapropriadas a uma casa de justiça;
“Quem se achar sem pecado, que atire a primeira pedra”. Se ele assim falasse, todos atirariam pedras nos pares pois, quando abrem a boca na verborragia do “juridiquês”, mais parece um concílio de vestais;
“A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Isso penso que também não falaria, pois nessa casa, coisas de Deus vão pra Cesar e coisas de Cesar vão pra Deus, tudo depende de quem está sendo julgado. Não há clareza na lei. Ninguém é de ninguém.
“O que contamina, não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca do homem”. Acho que isso ele diria, pois o que tem saído da boca da justiça dessa casa, tem contaminado o Brasil. Formou-se a cultura da impunidade.
Por fim, acho que ele diria ao espírito que rege a forma de interpretar as leis: “ARREDA-TE SATANÁS!”  Porque de Satanás está escrito: “ele mente desde o princípio”.
BOA PÁSCOA


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sexta-feira, 9 de março de 2018

ROUPA NOVA DO IMPERADOR




As roupas novas do imperador é um conto de fadas de autoria do dinamarquês Hans Christian Andersen, e foi inicialmente publicado em 1837, já se vão ainda quase duzentos anos e o conto de fadas cada vez mais saí do imaginário para entrar no mundo real. O que não falta em nosso tempo são líderes desfilando com suas vergonhas expostas e recebendo aplausos de um público “cego”.
O que faz um líder desfilar nu e se postar como se estivesse vestido? O comportamento de alguns personagens do conto, nos ajuda a começar a entender:
A vaidade do Imperador: Todo líder tem algum tipo de poder, até aí nada de errado, pois foi escolhido para exercer autoridade em prol dos liderados. O problema é quando esse “poder” passa se torna instrumento de seu ego. É o uso do poder para se tornar poderoso.  Desejo de ser aclamado e aplaudido por onde for. A ideia de um tempo de reclusão e reflexão, incomoda quem vive em busca da popularidade.
A habilidade dos “costureiros”: São os marqueteiros, venderam duas  grandes ilusões , como se realidade fossem. A primeira foi a descoberta de um tecido vindo de terras distantes, por isso tornou-se desejável, pois coisas importadas são as melhores, portanto ter algo inédito no reino, faz a pessoa se tornar especial, algo desejável a todo vaidoso. Segunda, só as pessoas inteligentes e sábias conseguiam ver e admirar o esplendor da roupa real. Essa foi a isca para cegar o rei e manipular a assessoria real e contaminar todos os súditos, numa espécie de histeria coletiva.
A omissão da assessoria do Imperador: Que se beneficiava de ter um líder de ego inflado e estimulava tal comportamento. Capaz de aplaudir todas as asneiras vindas dos discursos ocos e prepotentes do Imperador. Todos queriam passar por sábios e inteligentes, portanto nada de perguntas constrangedoras, nada de confronto diante de tanta manipulação.  Admitir que não se está vendo a “maravilha da última moda em Paris”, resulta em perder o cargo e os seus benefícios, portanto “me engana que eu gosto”. Todos aplaudiram o plano de gastar tudo, para financiar o nada, mesmo delapidando as riquezas do reino para alimentar o sonho ególatra.
O povo que serviu de massa de manobra: todos precisam aplaudir, pois a ideia de ser de uma elite sábia e pensante havia chegado até os rincões do reino. Todos precisavam pensar, ver e falar de forma igual. As cartilhas da escola infantil, com professores adestrados, passaram a ensinar sobre a roupa invisível e que se todos aplaudissem, algum dia todos vestiriam a mesma roupa, numa espécie de pacto social. Não haverá mais trabalhadores, todos serão da elite e desfilarão com roupas da nobreza.

Como todos descobriram o engodo?
Uma criança, que ainda não havia aprendido a se comportar como adulto, viver a mentira e da mentira. A criança vê o que está exposto e não o que está sendo dito, não está preocupada em passar uma imagem que não é verdadeira, não está numa disputa por algum privilégio, portanto se sente livre para expressar a verdade do desfile das vaidades.
Em Mateus 18, os discípulos de Jesus disputavam quem era o maior. Fico imaginado cada um sendo seu próprio marqueteiro, expondo suas realizações durante os quase três anos do ministério de Jesus, como se não bastasse um pouco de vaidade por ser um dos doze. Nesse contexto Jesus lhes ensina: “Quem não se tornar como criança, de modo algum entrará no reino dos céus”. Despidos de vaidades, de formar seu próprio reino, de se achar digno de algo acima dos outros, incapazes de vender sua consciência em nome de alguns privilégios oferecidos.  
A visão de ser líder no Brasil, tanto política como no contexto eclesiástico, está impregnada do sonho de uma “roupa invisível” e não faltam marqueteiros para oferece-las e nem “súditos” que se alimentam da mesa do rei, aplaudindo a nudez, como se vestes reais fossem. Nossos líderes desfilam suas vergonhas e são aplaudidos nas ruas, palanques e nos púlpitos, porque nosso lado criança foi roubado pelos marqueteiros, enquanto nutriam nossas vaidades.
Esse ano de 2018, é tempo de eleições, o que não vai faltar é gente vaidosa buscando uma roupa nova e marqueteiros para alimentarem seus egos. Que possamos ir ao desfile com olhos infantis de não aceitar a mentira, como se verdade fosse.
Boas eleições!
                                                                                                                                             

                                                                                                                             Walter da Mata


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