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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

CONTADORES DE HISTÓRIAS






O que foi feito das maravilhas que nossos pais nos contaram? Jz 6.13

Gideão era um jovem desiludido com a história. Entre o que ele ouvia dos anciões de Israel e a sua realidade, havia total desconexão, isso fazia dele alguém sem qualquer coragem para romper com a opressão dos midianitas e amalequitas, pois afinal, era eram em maior número, tinha maior poder econômico e militar, sendo assim, submeter-se era questão de sobrevivência.
A pergunta que inquietava seu coração: Onde estão as maravilhas do Senhor que nossos pais nos contaram? As histórias de Deus, retrocediam aos dias de Abraão, esterilidade de Sara e de Rebeca, as lutas de Jacó, a influência de José no Egito, o menino Moisés sendo protegido dentro do palácio do Faraó que decretara a morte dos meninos hebreus, o Deus que se revela na sarça ardente, dez pragas sobre o Egito, abertura do mar vermelho, as manifestações do Sinai, o maná no deserto, a nuvem que esfria o dia e aquece a noite, as conversas de Deus com Moisés, enfim, estamos na terra que Deus prometeu, mas não temos Deus conosco. Parece que ele nos colocou aqui e nos abandoou. A realidade não se afinava com a história, mas as história ouvidas, criavam um anseio pela realidade que em algum tempo fez parte da história.
Quando as histórias dos feitos de Deus são contadas, mesmo em meio a realidade contraditória, elas criam no coração um desejo trazer para o presente as intervenções divinas. Era tocado da expectativa de que Deus ainda se moveria na história, que os fatos relatados pelos pais não eram lendas, mas experiências que mudaram suas realidades e que o mesmo ainda poderia acontecer de novo, em seus dias, é que Gideão malhava trigo no lagar; quando o anjo se manifesta, as perguntas do coração estavam prontas. Contadores de histórias mudam as realidades.
A realidade negava a história: a terra estava ocupada, a opressão gerava escassez, as cidades estavam cheias de altares aos ídolos cananeus, não havia altar ao Deus de Israel e qualquer reação contrária a isso, seria punida com morte. (Jz 6.30). É importante que Gideão não discute a identidade do Anjo do Senhor, as histórias que ouvira lhe ajudaram a conhecer a presença divina naquela caverna, suas perguntas perdem sentido ao receber as ordens divinas: derruba o altar de Baal e levanta o altar do Senhor Deus de Israel. Ficou evidente o porquê da dicotomia entre história e realidade, então o problema não estava lá fora, em Deus, o problema estava aqui, na minha casa, na minha cidade; bastava remover a causa e “os feitos de Deus” escreveriam uma nova história a ser contada.

Gideão se envolve com Deus e suas perguntas se transformam em novas histórias a serem contadas e por elas, novas intervenções divinas, gerando novas histórias.
“Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado;
o que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram.
Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima
geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas

que fez.

Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e
ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos,
de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos
que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus
próprios filhos.
Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus
feitos e obedecerão aos seus mandamentos

Sl 78.2-7

Conte as histórias de Deus em sua vida, mesmo que os fatos presentes contradigam tudo que está sendo contado, elas vão gerar um desejo de encontros transformadores com Deus e Deus certamente se manifestará.
Walter da Mata

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