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domingo, 10 de março de 2019

O SILÊNCIO E A VOZ




A alma tenta fugir à realidade
Coagida pelo coração a palpitar
Empurra o corpo ao deserto
Quer apenas ouvir, nada a falar

O arauto da anunciação
Que a espada de Herodes fez calar
Sepulcro está o corpo acéfalo
O maior entre nascidos de mulher

O Divino entre os homens
Deles agora quer se afastar
O silêncio da voz no deserto
Faz sua alma chorar

A multidão no deserto é despedida
Leva saúde,  compaixão e pão;
Passos lentos ao cume do monte
O divino homem busca a solidão

A morte de João antecipa o cálice 
 No topo, o silêncio e a oração
A conversa particular com o Pai
Renova sempre, a força da missão.

                                                       Walter da Mata

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